PESQUISAS COM CÉLULAS TRONCO

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Recentemente assisti uma excelente defesa de dissertação de mestrado do meu amigo e também escritor Sérgio Nogueira Reis, advogado em Salvador, defesa feita na UFBA, que me levou a muitas reflexões acerca da questão de se fazer ou não pesquisas com células tronco embrionárias.

Houve grande discussão no Supremo Tribunal Federal, com o julgamento de uma ação direta de inconstitucionalidade de parte da lei de biotecnologia.

No Brasil, atualmente as pesquisas com células tronco embrionárias podem ser feitas depois de passado o prazo para sua utilização na fertilização humana. Depois de três anos de congelamento do embrião, sem utilização, podem eles ser usados nas pesquisas.

A ação movida contra a lei que autoriza a pesquisa discutiu o início da vida humana. Mas ela acaba também trazendo à baila a questão da vida espiritual. Quando o espírito se liga ao corpo em formação?

Se buscarmos o conhecimento espiritual antigo, inclusive o da Doutrina Espírita, elaborada em meados do século XIX, por Alan Kardec, veremos que o espírito se liga ao óvulo no momento da sua fecundação, ou logo após esse ato.

Sabemos nós, espiritualistas, que há sempre uma programação, um planejamento reencarnatório prévio, antes de se dar a ligação do espírito na matéria. Assim, antes da fecundação do óvulo pelo espermatozóide, já havia planejamento para um determinado espírito reencarnar através daquela mãe. E nada é aleatório e sem controle da espiritualidade.

Devemos observar que todo o conhecimento espírita e espiritualista por nós hoje lido e absorvido foi produzido em um tempo em que não havia sequer as pesquisas do que ficou conhecido como “bebê de proveta”, ou seja, a fertilização in vitro.

O mundo espiritual com seus sábios instrutores, cientistas e mestres de planejamento reencarnatório com o passar do tempo tiveram que se adaptar às pesquisas humandas, e por isso passaram a ligar o espírito ao óvulo fecundado somente após ele ser implantado com sucesso no útero da mãe, isso no caso dos “bebês de proveta”. Não posso imaginar um espírito ligado a um tubo de ensaio, sem saber se a fertilização daria ou não certo…

No caso das pesquisas com células tronco embrionárias, de embriões congelados há mais de três anos, não é sequer razoável pensar que os sábios da espiritualidade deixariam espíritos ligados a um embrião congelado por tempo indeterminado com possibilidade de serem inclusive jogados no lixo…

Pensamos, com base em todo nosso conhecimento, que hoje os mentores espirituais somente ligam efetivamente um espírito ao conjunto celelar que gerará a vida humana quando ele for mesmo ligado ao útero, com grandes chances de sucesso. Assim, não pensamos que exista um espírito ligado ao embrião que será utilizado nas pesquisas autorizadas pela lei foi questionada no Supremo.

Além disso, e o que é mais importante, há milhares de pessoas portadoras de diversos tipos de doenças, como a paralisia ou destrofia muscular que dependem dessas pesquisas, que acreditam e têm esperança nas pesquisas para levarem uma vida normal, como meu amigo Bruno, que tem destrofia muscular que já o levou até a dependência de oxigênio, seja para dormir, comer, tomar banho, etc. Não pode desligar o oxigênio nem por um minuto, pois ele pode morrer, uma vez que seus músculos que efetuam a respiração também já se atrofiaram muito. Bruno não quer morrer, quer viver, como todos os demais seres humanos.

Não é caridade deixar tantas pessoas sofrendo de fato diante de uma discussão sobre se há vida humana em um embrião. Espírito não há. Vida biológica, sim. Até as baratas que matamos são seres vivos. Os frangos, os bois, os porcos e os peixes que comemos também são serem vivos, e muito mais conscientes do que as células embrionárias ainda sem um sistema nervoso desenvolvido.

Vamos fazer campanha pelas pesquisas, para salvar vidas…e que a discussão fique de lado…

Salvador, 25 de março de 2008.

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