EVOLUÇÃO EM DOIS MUNDOS

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Nossa sociedade moderna há algum tempo se afastou da visão espiritual da vida, que nossos antepassados tinham.

As doutrinas filosóficas materialistas em muito influenciaram nossa visão do mundo e das coisas, e nos tornou materialistas de fato, mesmo quando teoricamente adotamos uma filosofia espiritualista. Ou seja, muitas vezes nos dizemos espiritualistas, mas na prática agimos como se materialistas fossemos.

Dentro de uma visão realmente espiritualista, acreditamos que um dia nascemos como espíritos individualizados, e estamos evoluindo sempre, sem cessar.

Essa evolução não se dá unicamente no plano material, não apenas na forma, mas também no plano das emoções, dos pensamentos, dos sentimentos, ou seja, no plano do espírito.

Passamos pelas fases mineral, vegetal, animal, e atualmente estamos na fase humana de evolução. E isso não é tudo, nem a fase final da evolução. O universo é muito grande, infinito mesmo, e cheio de planos e planetas borbulhando de vida e inteligência.

Aqui na Terra, a maioria de nós, seres humanos encarnados e também desencarnados, apenas conhece o plano físico, a crosta do planeta, e pequena zona do plano espiritual. Vamos de um plano para o outro, rapidamente na maioria das vezes, mas às vezes levamos centenas e até mesmo milhares de anos no mundo espiritual, em zonas inferiores, sem retornar à carne, por rebeldia, ignorância ou por apego às condições da vida física, por apego aos “prazeres da carne”.

Muitos seres que hoje estão presos às zonas inferiores do plano espiritual não fazem idéia das maravilhas que estão perdendo, das coisas belas e verdadeiramente paradisíacas que existem nos planos superiores da vida na Terra.

É preciso dar oportunidade a si mesmo de crescimento, de experimentação, como diz uma amiga chama Inês. É preciso se abrir para novas experiências, deixando a fase de rebeldia e ignorância para trás, para tentar novas vivências e novos aprendizados.

Abrir mão do conhecido é às vezes necessário, principalmente quando o conhecido só nos prejudica, e buscar novas formas de vida e experimentação, até então desconhecidas para nós, mas que podem nos levar a um maior crescimento espiritual.

Desencarnados, livres dos entraves da matéria mais densa, precisamos nos abrir para conhecer as cidades e comunidades dos planos mais acima, mais distantes do burburinho da Terra física. Precisamos subir, nos elevar, mantendo a mente aberta, o coração compassivo, e cheio de amor pela vida.

Encarnados, precisamos viver de forma imortalista, não como se a vida física fosse tudo e com ela acabaremos, mas como seres imortais que já pré-existíamos ao nascimento e que continuaremos a existir após a morte do corpo de carne que hoje parece ser tudo para nós.

Não há razão para ter medo da morte. A morte de fato não existe. Se René Descartes, o filósofo francês, escreveu “penso, logo existo”, é que considerou que o fato de pensarmos já indica que existimos. E após a morte do corpo todos nós continuaremos pensando e vivendo. Logo, continuaremos existindo.

Não há morte verdadeira. Apenas nos libertamos de uma parte de nossa matéria envolvente, para vivermos mais livres, mais leves, e mais soltos, podendo voar, podendo nos deslocar mais rapidamente, com a velocidade do pensamento, a onde quer que queiramos ir.

Fora do corpo, seja em projeção temporária do corpo espiritual, seja após a separação definitiva do corpo carnal, estaremos mais livres para vivermos e experimentarmos.

Se sabemos que a vida não terminará na sepultura, então porque nos prendermos a bens materiais, a coisas materiais, a ambientes, a casa, a carro, a objetos pessoais, a conta bancária, a cargo, a poder? Tudo isso ficará aqui na Terra com a morte do corpo carnal.

O que levamos são apenas nossos conhecimentos, nossos aprendizados, nossas experiências, nossos sentimentos, nossas emoções vievenciadas, nossos afetos, nossas amizades, nossas lembranças, nossas memórias. Então, que elas sejam muitas e boas.

Fazer amigos! Eles nos ajudarão e nos acompanharão por toda a eternidade. Os inimigos também nos seguirão, mas por breve período de tempo, mas um dia eles nos perdoarão e nos deixarão em paz. Talvez se tornem nossos amigos também.

Viver de modo contínuo. Como se um dia estivéssemos no plano físico e no outro já em plano mais suave, espiritual. Então não façamos mal a ninguém, pois sabemos que esse mal voltará para nós mesmos, sempre. Todo mal retorna à sua fonte de origem, para o resgate necessário. Todo ato mal é como uma promissória por nós assinada, que precisa ser resgatada. Alguém um dia cobrará a nota promissória. Então, tomemos a iniciativa de resgatá-la, com trabalho, com amor, com perdão.

Nunca fazer o mal a quem quer que seja. Nunca desejar o mal a ninguém. Esse deve ser o nossa lema. E fazer todo o bem possível. Ele só nos trará felicidade. E bem-aventurança.

O mal por nós realizado nos persegue longamente, até o seu efeito se esgotar. O bem é compassivo, e não deixa máguas, nem marcas dolorosas. O bem nos leva para cima, o mal para baixo.

Vivamos de forma honesta, reta, amorosa com nosso semelhante, e seremos sempre felizes. Deixemos o mal, em todas as suas formas e extensão para trás, no passado, se quisermos verdadeiramente trilhar o caminho que nos levará ao céu.

Perdoar sempre. Amar sempre. Não apenas se apaixonar. Amar de verdade, de forma incondicional. Amar sem barreiras ideológicas, raciais, sexuais, econômicas, ou de qualquer outro tipo.

O amor é o que nos unirá a todos um dia, e nos unirá, ou nos reunirá, ao Pai Celestial, como dizia Jesus, o grande Mestre do Amor.

Estamos evoluindo em dois mundos. Eles se permeiam e se misturam. Aprendemos aqui e lá, indo e voltando à Terra física. Não há diferença verdadeira. Na verdade eles se parecem muito. Principalmente nas dimensões mais próximas da Terra. Muitos espíritos até se julgam “vivos”, encarnados, tamanha a semelhança entre os dois mundos.

Corpos praticamente iguais, cidades semelhantes, veículos, roupas, alimentação, sono, sede, frio ou calor, tudo isso pode ser sentido no mundo espiritual, a depender de onde e em que nível de evolução o ser estiver.

Indo e vindo vamos aprendendo sempre. Amando, sofrendo, perdoando, trabalhando. Todos nós vamos evoluir, cada um no seu ritmo, no seu tempo, mas todos vamos evoluir. E quanto mais rápido evoluirmos, mais cedo sairemos da fase de maior sofrimento na Terra.

Sejamos espertos. Procuremos o caminho do verdadeiro crescimento, amando mais e trabalhando mais por nós mesmos e pelos outros, para alcançarmos a felicidade mais depressa.

Muita paz.
Salvador, 25 de novembro de 2008 (9:17 horas)

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