GANDHI OU CHE GUEVARA?

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Imaginemos que estamos vivendo em um país dominado por outro, como a Polônia invadida pelos nazistas na Segunda Guerra Mundial, ou Israel dominado pelos romanos, há dois mil anos atrás.

De repente, aparecem duas figuras carismáticas, populares, mas com propostas diametralmente opostas, como Gandhi e Che Guevara.

Enquanto Gandhi estivesse pregando a resistência pacífica aos dominantes, como fez na Índia dominada pelos ingleses, com greves pacíficas, sem armas, sem atos violentos, Che Guevara estaria pregando a luta armada, com atos violentos de sabotagem e guerrilha, para derrubar o governo pela força.

Hipoteticamente, pensemos que o governo dominante, estrangeiro e dominador, prendesse os dois pregadores, o pacífico, Gandhi, e também o líder guerreiro, Che Guevara, e os levasse a um julgamento popular, para que o povo na praça pública escolhesse um dos dois.

Você está na praça, e terá que escolher um só. Gandhi só fala em paz, em amor ao próximo, enquanto Che Guevara só fala em derrubar e expulsar o invasor pela força das armas.

O chefe estrangeiro, e governante, resolve fazer uma votação pública. E diz que o que for escolhido pelo povo será libertado, e o outro será executado.

Você está na praça, no meio do povo, e na hora determinada terá que gritar apenas um nome: Gandhi ou Che Guevara. Um deles morrerá. Tudo depende da escolha do povo, e sua também, que lá está na praça para votar por um dos líderes populares.

Quem você escolheria na hora? Gandhi, com sua pregação de paz, de não-violência, ou Che Guevara, com sua retórica guerreira, falando em pegar em armas para derrotar o invasor?

Pense bem!
Você escolheu Che Guevara?
Se escolheu o guerreiro Che Guevara, volte no tempo, a Jerusalém, em frente à Fortaleza Antonia, dos romanos, onde Pilatos manda você e a multidão escolher entre Barrabás, um líder guerreiro, como Che Guevara, e Jesus, um líder de paz e amor, pacífico, como Gandhi.

A escolha de Che Guevara indica que você escolheria Barrabás, e mandaria Jesus para a cruz, acreditando na força, na violência, não no caminho pacífico do amor ao próximo, inclusive aos inimigos, como pregava Jesus.

Para o espiritualista, que acredita na paz, na não-violência, no amor, é uma grande contradição usar uma camisa com a estampa de Che Guevara, que somente pregou e agiu de forma violenta, matando gente e ajudando a implantar uma ditadura comunista, pior do que a do governo que ele ajudou a derrubar com muitas mortes, e que até hoje ainda sobrevive em Cuba.

A Índia se tornou independente depois de Gandhi, e hoje é uma democracia. Gandhi foi um exemplo de cristão, ainda que não se comparasse a Jesus, que não pregaria greve nem o confronto com a força policial, para apanhar sem revidar, como os indianos faziam por sua orientação.

Jesus pregava simplesmente a paz, o amor aos inimigos, o perdão incondicional sem limites de vezes, e jamais incitaria o povo a qualquer tipo de revolta, o que, aliás, não fez em Israel. Ele pregava que você deveria dar a capa se alguém quisesse a sua roupa. Ele nunca pregou a revolta contra os romanos, tanto que os romanos nunca o prenderam, e Pilatos não queria matá-lo, não vendo nele culpa alguma que justificasse a sua condenação à morte. Foram os próprios judeus, incitados pelos sacerdotes do templo, que escolheram Barrabás, e Jesus foi preso por judeus.

Che Guevara era como barrabás, e Jesus se parecia mais com Gandhi, guardadas as devidas proporções.

Escolher Che Guevara como ídolo é aceitar o caminho da violência para resolver as coisas.

Seja pacífico, como Gandhi e Jesus, e contribua para um mundo sem nenhuma forma de violência.

Muita Paz.
Salvador, 05 de dezembro de 2008.
Luiz Roberto Mattos

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