SOMOS TODOS DIAMANTES

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O que chamamos de diamante na verdade é apenas um tipo de pedra, porém depois de lapidada, e, quando pronta, não mais se parece com a pedra bruta original, e ninguém mais lembra de sua origem feia e desengonçada quando retirada do seio da terra.

A natureza leva milhões de anos para transformar a matéria até que ela se torne na pedra que depois se tornará diamante.

Nós somos espíritos nascidos simples e ignorantes, como descrito no Livro dos Espíritos, obra magistral de Allan Kardec, lançada em 1857, e pedra fundamental do Espiritismo.

Nascidos simples e ignorantes, vamos aos poucos, em processo evolutivo lento, aprendendo, adquirindo conhecimentos e sentimentos, valores e virtudes, muitas vezes às custas de sofrimentos e experiências dolorosas, até nos transformarmos em diamantes espirituais.

Quando nascemos no universo como espíritos simples e ignorantes, não somos nem bons nem maus, mas apenas ignorantes. O tempo e as experiências é que nos levam a tomar um ou outro rumo na vida, optando livremente pelo caminho do bem ou do mal. Ninguém nos compele a decidir por um ou outro caminbo. Temos o livre arbítrio para escolher nosso caminho.

Todos nascemos ignorantes, e brutos, como a pedra branca envolvida no barro, nas impurezas, e ao longo do tempo e a duras penas, que são as nossas experiências, vamos gradualmente saindo da sujeira, nos livrando das impurezas que nos cobriam, e nos tornamos uma pedra branca, translúcida, mas ainda não lapidada. E depois, com mais tempo, e mais experiências, e por vontade própria, e nos atritos com os outros seres e com a matéria do mundo físico, vamos sendo lapidados, dia a dia, até nos tornarmos um diamante belo e atraente, que todos querem ter ao seu lado.

Todos nós somos essa pedra, na maioria das vezes ainda bruta, mas não mais totalmente bruta, porque esse tempo de completa brutalidade já passou, já ficou para trás. Estamos nos lapidando mutuamente. Cada um de nós lapida o outro, e às vezes até literalmente mesmo. E assim vamos nos tornando cada vez menos brutos, menos animalescos, e mais humanizados.

Passamos do mineral ao vegetal, ao longo de milhões e milhões de anos na Terra, e depois ingressamos no reino animal, já com uma certa inteligência, e após mais alguns milhões de anos ingressamos por fim no reino humano, há apenas poucos milhões de anos, e nele ainda nos encontramos, nos atritos da vida carnal, envolvidos com os processos de aprendizagem, em perene aperfeiçoamento íntimo, interior, pessoal, espiritual.

Do homem de Neandertal, bruto, ou pedra bruta, nos tornamos em pouco mais de 200 mil anos no homem que é capaz de sentir a dor dos outros, e enviar equipes de resgate, alimentos, vestimentas e medicamentos a outros paídes envolvidos em catástrofes naturais, como terremotos e enchentes.

Do brutamonte vestido de pele de animal nos tornamos em homens capazes de produzir músicas como as de Choppin, Beetoven, Straus, Liz; criamos obras como as de Platão, Aristóteles, Kardec; fizemos pregações e lançamos mensagens como as de Buda e Jesus; e fomos capazes de ir ao espaço exterior da Terra, vencendo e superando os limites da gravidade, coisa que parecia completamente impossível um século atrás.

A evolução da forma, nos tornando cada vez mais belos em aparência, é seguida pela evulução das idéias e dos sentimentos, produzindo pessoas como Irmã Dulce, Madre Tereza de Calcutá, Chico Xavier, Buda e Jesus.

O homem espacial e cibernético se tornará também com o tempo o homem de amor e de paz, incapaz de ferir qualquer ser vivo, seja por esporte ou para devorá-lo. E principalmente incapaz de guerrear, de matar o próprio homem, ser de sua mesma espécie, por questões mesquinhas, como disputas de território, brigas religiosas, petróleo, ouro, água ou qualquer outro motivo.

Somos todos diamantes em potencial, verdadeiramente. Só ainda não nos descobrimos por inteiro, e ainda não geramos um grande impulso interior no caminho da autolapidação interior, da autotransformação, da elevação espiritual verdadeira, seguindo no caminho da verdadeira luz, da paz e do amor divinos.

Ainda não nos descobrimos e ainda não nos percebemos como diamantes. Ainda acreditamos ser apenas uma pedra bruta. E, enquanto não nos reconhecermos como diamantes, continuaremos a agir realmente como meras pedras brutas, dando pedradas em nossos semelhantes, e levando também pedradas. E isso é uma lapidação recíproca, metaforicamente falando.

É preciso descobrir o diamante em potencial que habita em nós, e que somos nós mesmos, dentro e escondido na pedra bruta, suja, envolta no barro da ignorância, da animalidade, da bestialidade ainda em alguns casos, para então galgarmos alturas, alçarmos voos evolutivos maiores, e atingirmos regiões espirituais ainda inimagináveis para nós, mas existentes neste nosso planeta.

O céu existe, ou melhor, muitos céus existem, e estão à nossa espera. Só o que precisamos fazer é limpar as impurezas que nos envolvem, e deixar sair à luz o diamante que verdadeiramente nós somos.

Deixe brotar o diamante que você é! Abandone suas impurezas, deixe de bater e apanhar, de fazer sofrer seus semelhantes, e se torne digno de entrar no reino dos céus, onde o esperam de braços abertos os anjos da evolução, e seja, também você, um anjo de luz para o mundo.

Muita Paz.
Salvador, 29 de dezembro de 2008.
Luiz Roberto Mattos

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