O SANTO SUDÁRIO

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Este texto foi retirado de meu livro Os Milagres de Jesus Cristo, e revisado e atualizado com novas informações pesquisadas e contidas no documentário O Santo Sudário, exibido no canal Discovery no dia 05.04.2009. Desculpem-se por ser tão longo. Era um capítulo do livro, e ainda foi um pouco ampliado agora.

Neste início de século e novo milênio, um dos maiores mistérios e enigmas da humanidade se prende a um lençol de tecido existente na Catedral de Turim, na Itália. E isto porque, segundo se acredita, seria o lençol no qual José de Arimatéia e Nicodemos teriam envolvido o corpo de Jesus após tirá-lo da cruz, para sepultá-lo.

Até a década de sessenta, o Santo Sudário era apenas artigo de fé para os católicos. Contudo, após se iniciarem as investigações científicas sobre ele, passou a ser também objeto de estudos e pesquisas, com a utilização da tecnologia mais avançada, o que tornou o lençol ainda mais famoso, e mais misterioso.

No Evangelho segundo João (cap.20), da Bíblia Católica, está escrito que o primeiro discípulo a ver o interior do sepulcro, e os lençóis no chão, foi ele mesmo, e depois Pedro, que chegou no local após ele. Teria um deles pegado o lençol e guardado? Teria sido Maria Madalena?

No Santo Sudário, um lençol que mede 4,36 metros de cumprimento por 1,10 metros de largura, vêem-se manchas de sangue, marcas de queimaduras por fogo, manchas de água e outras manchas que vistas a uma certa distância mostram a aparência de um homem em pé.

As investigações sobre o Santo Sudário se iniciaram com as primeiras fotografias tiradas dele em 1898 por Segundo Pia, um advogado nascido em Turim.

Ao revelar as fotos, percebeu ele que os negativos são magníficos positivos, demonstrando com isso que a imagem do Santo Sudário é um perfeito negativo fotográfico. Como se teria formado a imagem em negativo em época muito anterior à invenção da fotografia?

A segunda série de fotografias foi feita em 1931 por José Enrie, e, levando-se em consideração a época, elas são muito boas, e inclusive são as mesmas até hoje usadas para a divulgação do Santo Sudário pelo mundo.

Sobre essas fotos de 1931 começaram a trabalhar os primeiros cientistas interessados no apaixonante enigma do Santo Sudário.

O tecido do Santo Sudário é de uma textura chamada “espinha de peixe” ou “espiga”, um tipo de sarja. Ele foi tecido à mão, em um tear, segundo os pesquisadores, e com linho também fiado à mão, e apresenta alguns fios de algodão junto com os de linho. Ele é compacto, opaco e de cor cru, estando bem conservado. É suave e leve.

Em 1973, Gilbert Raes, do Instituto de Tecnologia Têxtil de Gant, fez estudos sobre pequenos fios que retirou do Sudário, e concluiu que a textura do tecido correspondia àquela dos tecidos da época de Jesus. E foi ele quem encontrou fios de algodão entre os de linho, levando-o a acreditar que o tecido foi feito em um tear no qual também se fiava algodão. Mas no início da era cristã não se fiava algodão na Europa, e sim no Oriente Próximo. Assim, segundo Raes, o Sudário podia perfeitamente bem ter sido tecido na Judéia no início do século I.

A imagem vista no Sudário é o que mais interessa a todos, e ela mostra um homem que sofreu uma morte semelhante à que, segundo os evangelhos, sofreu Jesus de Nazaré.

Segundo Stevenson, um engenheiro de uma equipe que investigou o Sudário de Turim, olhando-se diretamente para o Sudário, a olho nu, é difícil distinguir os detalhes da imagem, por ser ela tênue, quase fantasmagórica. Ela vai se desvanecendo até se converter em uma mancha imprecisa à medida que vamos nos aproximando do lençol, de tal forma que, se chegarmos a alguns centímetros dele, somente distinguimos as áreas com imagem e as áreas sem imagem. Porém, quando se olha o lençol estando a quatro ou cinco metros dele podemos perceber todos os seus detalhes perfeitamente. Afirmou Stevenson que esse fenômeno ótico curioso se deve à falta de limites definidos entre as zonas com e sem imagens no tecido. Não há perfis nítidos, e as bordas da imagem estão desfiadas.

A figura que se vê no Santo Sudário possui características muito interessantes. Ela é superficial. Um fio de linho é formado por cem a duzentas fibrilas, e a imagem do Sudário só afeta em profundidade as duas ou três primeiras fibras. E o que se vê a olho nu é descoloração amarelada dessas fibras de linho.

A imagem é extremamente detalhada, pois mostra diminutos arranhões que dilaceraram a pele nas proximidades dos sinais dos açoites.

A imagem resiste ao calor, pois mesmo o incêndio de Chambery não a afetou. Há, assim, estabilidade térmica.

A imagem resiste também à água, pois, quando houve o incêndio acima citado, a água usada para apagá-lo, fervendo dentro da urna onde se encontrava o Sudário, não afetou a imagem.

A imagem é resistente a todos os reagentes químicos conhecidos, que não a descoloram nem a dissolvem.

Não há vestígios de pigmentos na imagem, a demonstrar que ela foi pintada.

Não há indicativo de direção na imagem, como sempre fica claro nas pinturas, de qualquer tipo, seja a óleo ou outra qualquer. O artista sempre pinta de uma direção para outra.

A imagem é um negativo fotográfico, ou seja, só é perfeitamente entendida quando fotografada e visto o seu negativo.

A intensidade da imagem varia em função da distância entre o lençol e o corpo.

O professor Judica-Cordiglia, que estudou profundamente as imagens do Sudário, em seu livro “L’Uomo della Sindone”, escreveu: “Se considerarmos o conceito unitário do organismo e o significado biológico do psiquismo, e aceitarmos a correlação que vários autores sustentam existir entre as características psíquicas e somáticas, temos de enxergar neste Homem um indivíduo psiquicamente perfeito”. E continua: “O Homem do Santo Sudário media 1,81m, pesava cerca de oitenta quilos e tinha medidas antropométricas que nos permitem considerá-lo o protótipo do Homem perfeito, estando além e acima de qualquer tipo étnico”.

O neurocirurgião italiano, Dr. Nicoló Cinquemani, ex-chefe da divisão de traumatologia do Hospital de San Giovanni, em Roma, estudando fotos do Santo Sudário, concluiu com segurança que o homem do Sudário tinha 1,87 cm, o que eleva ainda mais a altura de Jesus, antes apontada como sendo de 1,81 cm. Era um homem realmente muito alto para os padrões de seu tempo, ainda mais entre judeus e a média de altura dos romanos.

A primeira equipe de cientistas teve acesso ao Santo Sudário em 1969, mas somente depois de duas décadas uma outra equipe com equipamentos mais sofisticados e modernos teve acesso a ele e realizou estudos mais profundos, em 1978.

Os estudos revelaram também que a coroa de espinhos do homem do Sudário era como um capacete, que lhe encobria toda a cabeça, até a nuca, o que deve ter provocado sofrimentos enormes; que o homem recebeu um golpe, provavelmente de vara, no lado direito do rosto, que se apresenta afetado; que o homem foi flagelado (açoitado) pelo método romano, que era em si já um castigo, dado somente aos que não fossem ser crucificados, pois o prisioneiro era açoitado até perder a consciência. Os réus que seriam crucificados eram açoitados pelo método judeu, que era composto de trinta e nove golpes, recebidos no corpo desnudo, pelo menos a metade superior do corpo, o que servia para debilitar o réu e apressar a sua morte na cruz. A flagelação do homem do Sudário foi praticada por dois verdugos experientes, que não golpearam a zona do pericárdio para não provocar a morte do réu. Foram dados mais de cento e vinte golpes, deixando marcas por todo o corpo, com exceção da região do coração.

Os estudos demonstraram ainda que o homem foi amarrado pela perna direita, e deve ter levado muitas quedas, o que teria acontecido no caminho para o calvário, a julgar pelos hematomas nos joelhos. Como não há lacerações da pele na região dos joelhos, concluiu-se que ele estava vestido durante o trajeto.

O homem do Sudário foi pregado na cruz com cravos, não amarrado. E os cravos foram enfiados nos pulsos, não nas palmas das mãos, como sempre se pensou.

Estudos realizados com cadáveres demonstraram que um homem crucificado pelas palmas das mãos não poderia ser mantido na cruz, pois as palmas se fenderiam por não conseguir suportar o peso do corpo. O cravo foi colocado no que se conhece por “espaço de Destot” ou pela articulação rádio-cubital inferior, como defende o Dr. Antonio Hermosilla em seu estudo de “La Pasión de Cristo vista por un médico”.

Em 1968, durante escavações feitas em Jerusalém para construção de casas, encontraram um esqueleto de um homem, que foi identificado pelos arqueólogos como sendo Yohanan, pois encontraram o seu nome no local. Ele havia sido crucificado depois da Grande Revolta do ano 70, e tinha sido pregado na cruz com cravos que lhe foram colocados no punho, entre os ossos rádio e cúbito, segundo o patologista israelense Dr. Nicu Haas, da Universidade Hebraica de Jerusalém. Verificou ainda o patologista que Yohanan teve os ossos das duas pernas, tíbia e perônio, fraturados, pelo que parece por um golpe único e devastador de um porrete. Com isso, os estudiosos do Sudário tiveram mais um elemento de estudo e comparação, tendo concluído que o homem do Sudário foi crucificado pelo método romano vigente à época, e que confirma os relatos dos evangelistas.

O homem do Sudário teve os dois pés pregados com um só cravo, tendo o pé esquerdo sido colocado sobre o direito.

O homem do Sudário recebeu um golpe de lança nas costas, do lado direito do peito, entre a quinta e a sexta costelas, correspondendo exatamente à forma do ferro de uma lança romana, chamada em latim de “lancia”. Esse golpe de lança tinha por objetivo garantir a morte do réu, impedindo que ele fingisse estar morto. Se Jesus estivesse vivo, no momento do golpe de lança ele se moveria, e morreria depois, pois o golpe atingia o coração. Isso afasta a possibilidade defendida por alguns quanto a ter sido dada uma bebida a Jesus para simular a sua morte e depois ter sido ele retirado vivo da cruz e reanimado, e ter vivido na Índia, ou em qualquer outro lugar, como sustentado no livro Jesus Viveu na Índia.

O homem do Sudário não teve as pernas fraturadas, coincidindo com os relatos sobre Jesus, mas recebeu o golpe de lança no lado direito do peito, lado do coração, e dele saíram água e sangue, segundo os evangelhos.

Os especialistas sustentam que a ponta da lança deve ter atingido a pleura e depois o pulmão direito, e a posição do golpe justifica o líquido que escorreu, e também o sangue.

O Sudário não mostra sinais de decomposição cadavérica, o que, em casos normais de um morto há mais de vinte e quatro horas deveria mostrar.

O Dr. Max frei, palinólogo e criminalista, professor da Universidade de Zurique, Suíça, e fundador e diretor do laboratório científico da polícia suíça em Neuchatel, e da polícia alemã de Hiltrup, teve acesso ao Santo Sudário, e em uma simples tira de papel adesivo, que aplicou ao tecido, recolheu amostras do “pó” existente na beira do lençol. Comparando os vários tipos de pólen encontrados no Sudário com aqueles encontrados nas diversas camadas geológicas, concluiu que o Sudário não poderia ser uma falsificação feita na Europa na Idade Média, porque nele há vários tipos de polens iguais aos encontrados na Terra Santa, e alguns de plantas que somente crescem na Terra Santa. O Dr. Max encontrou no Sudário polens iguais aos encontrados no fundo do Mar da Galiléia e do Mar Morto, em camadas geológicas que são da época de Jesus. A Europa carece de vários tipos de pólen somente encontrados na flora oriental. E foram encontrados polens de plantas das regiões por onde a tradição conta que passou o Santo Sudário.

Feitas ampliações do tecido do Sudário até 5.000 vezes, não se encontrou qualquer sinal de pintura. E a pintura afetaria as fibras superficiais e profundas. E nenhuma pintura pode ser realizada sob a forma de negativo tridimensional. Assim, para os cientistas que estudaram o Sudário, está totalmente afastada a possibilidade de ter sido pintada a imagem do homem do Sudário. Então, como se formou a imagem?

O Dr. Cordiglia, cirurgião italiano que fez experiências com mais de dois mil cadáveres, para tentar chegar a algo semelhante à imagem do Sudário, concluiu que fracassou, e que é humanamente impossível conseguir isso. Disse ainda que não há explicação adequada para a formação dos sinais no Santo Sudário.

Alguns cientistas da NASA integraram o grupo denominado de STURP (Shround of Turim Research Project), o Projeto de Investigação do Sudário de Turim. A eles se deve a maior parte dos descobrimentos científicos, tendo se unido em 1977. Foram eles que descobriram a existência de uma relação matemática entre a distância do corpo e a luminosidade, e a partir daí puderam estabelecer uma imagem tridimensional do homem do Sudário.

Descobriu-se que nos olhos do homem do Sudário havia duas moedas, uma em cada olho, e já se descobriu a mesma coisa em uma caveira em um cemitério judeu do século I. Talvez esse hábito tenha sido absorvido dos gregos, que dominaram Israel no tempo de Alexandre, o Grande, e seus sucessores, até a chegada dos romanos, no século I da Era Cristã. Não havia qualquer indício de que judeus adotassem o hábito, que é religioso, de colocar modedas nos olhos do morto antes da dominação grega. Tal hábito estaria descrito nos livros antigos dos judeus, caso fosse antigo.

Os cientistas da NASA descartaram a possibilidade da formação da imagem do Sudário por contato, tanto químico como bacteriológico. Pouco a pouco foi se firmando a hipótese que eles chamaram de “chamuscadura”.
Em 1981, O Dr. Baima Ballone, italiano, professor de medicina legal, encontrou sangue nas manchas do Sudário, mas fora da imagem, e conseguiu reconhecer o grupo AB.

Os cientistas do STURP analisaram os negativos do Sudário com o ordenador VP-8, que analisou as imagens recebidas de Marte, e descobriram que as imagens que o ordenador lhes devolvia eram tridimensionais, enquanto toda fotografia convencional é plana. O que dava a tridimensionalidade era exatamente a correlação da distância do corpo e da luminosidade da imagem. E a maior surpresa foi obtida quando se observou a parte dorsal da imagem. Os músculos dorsais e deltóides apareciam abaulados, e não planos, como deveriam aparecer na espalda de um morto cujo corpo se apóia em uma pedra sepulcral. E os cientistas concluíram: “Parecia que o cadáver se vaporizara, emitindo uma estranha radiação que teria sido a responsável pela formação dos sinais do Santo Sudário. Quando se produziu a imagem deve ter havido uma radiação, desconhecida para a ciência, que foi igual em todos os pontos do corpo. Só assim poderiam ser impressas partes tão diferentes e distantes como a nuca e os pés com a mesma intensidade luminosa. Essa energia só pode ter saído do interior do corpo. De outra forma não se poderia explicar que a espalda e o peito tivessem irradiado com igual intensidade. É muito provável que no momento em que se produziu a radiação o corpo estivesse leve, em levitação, e por isso os músculos dorsais não ficaram aplanados. Não sabemos como a imagem se formou. Não é pintura, não foi por contato, não é uma impressão por calor. Não sabemos o que é. Mas podemos afirmar que não se trata de uma fraude. A alteração física do corpo no momento da ressurreição (a palavra não é minha) pode ter provocado uma liberação breve e violenta de alguma radiação diferente do calor – que pode ou não ser identificável pela ciência – e que abrasou o tecido. Neste caso, o Sudário é uma quase fotografia de Cristo no momento de retornar à vida, produzida por uma radiação ou incandescência de efeitos parcialmente análogos àqueles do calor…Concluindo, aceitar que a imagem do Santo Sudário seja uma imagem por ‘abrasamento’ – seja qual for a forma exata em que isso aconteceu – justifica o seguinte enunciado: o Santo Sudário só é explicável se serviu alguma vez para envolver um corpo humano ao qual aconteceu algo extraordinário. Não pode ter sido de outra maneira”.

Segundo os cientistas Stevenson e Habernas, depois de todas as conclusões dos estudos realizados no Santo Sudário, a probabilidade de o homem cuja imagem aparece no sudário não ser Jesus de Nazaré é de um contra oitenta e dois milhões novecentos e quarenta e quatro mil.

Em 1988, foi realizado o teste do carbono 14 para que se pudesse aferir a idade do tecido, e ele concluiu com a datação seguinte: entre 1260 e 1390.

Conforme se verifica das informações até aqui lançadas, apenas o teste do carbono 14 destoou do restante das conclusões de todos os cientistas que já estudaram o Santo Sudário. E hoje já se contesta os resultados do teste realizado, porque não se levou em consideração o que todos sabiam, que nas fibras do tecido se encontram incrustadas cera, pólen, microorganismos e também colônias de bactérias que continuam vivas, e que isso poderia influir na datação do tecido. Matéria orgânica mais recente pode ter contribuído para “rejuvenescer” o tecido, ou seja, indicar antiguidade menor do que a real. A errônea datação pelo carbono 14 não teria decorrido do método empregado, mas pela contaminação do lençol pelo estudo, que não pôde ser isolado de sua longa e complexa história de conteúdo de carbono.

Além do questionamento atual sobre as condições em que foram realizados os testes, há ainda suspeitas sobre a lisura dos laboratórios que os realizaram, e há até mesmo um livro que sustenta que houve uma conspiração para induzir o resultado, que relata de forma investigativa toda a trama.

Em documentário produzido em 2005, pelo canal Discovery, e apresentado no Brasil pela Sky no dia 05.04.2009, foi informado que um casal americano, analisando fotos tiradas pelo STURP, e desconfiado com o que viram, apresentou a tese de que a parte cortada do tecido do Santo Sudário e enviada para os laboratórios para os testes de carbono 14 estava contaminada, porque era uma parte remendada, o que foi confirmado depois por um grande laboratório americano, a pedido de um dos cientistas do STURP, que estava morrendo de câncer em 2005, mas que ainda teve tempo de escrever um artigo para revista científica mostrando que o casal leigo americano tinha razão. De fato a parte cortada continha fibras de algodão emaranhadas e enroladas com as fibras de linho, fruto de uma técnica medieval de remendo que tornava imperceptível – invisível – o remendo, pois os fios eram trançados e depois cobertos com resina e tinta. O olho destreinado não detectaria o remendo bem feito. Mas sob o olhar do microscópio a emenda, ou remendo, era plenamente visível, e isso confirmou que o tecido no qual os laboratórios fizeram os testes de carbono 14 não era o tecido no qual está gravada a imagem do homem do Sudário. O remendo realmente é do século XVI, quando ocorreu o incêncio da Catedral de Turim, quando o tecido do Sudário foi parcialmente queimado, e remendado por freiras. Assim, as conclusões dos testes de carbono 14 não servem efetivamente para indicar que o Sudário é da Idade Média, e que é uma fraude. Pelo contrário, coloca sob suspeita a decisão quanto à parte a ser cortada do tecido para o teste. Isso pode ter sido manipulado, e quem sabe não é mesmo parte de uma conspiração para desacreditar o Sudário.

O Dr. Rinauld afirmou que a imagem do Sudário parecia ter sido produzida por uma radiação muitíssimo bem dosada. Se tivesse havido muita radiação, a imagem teria ficado excessivamente escura. E diz ainda ele: “…é exatamente como se ‘alguém’ tivesse tido a intenção precisa de invocar a imagem”.

O Dr. Dimitri A. Kouznetsov, cientista russo e professor dos Laboratórios de Métodos de Investigação, em Moscou, e Prêmio Lenin, usando um dos laboratórios que realizaram a datação do Sudário, provou seu erro de datação, em não considerar a história de carbono 14 do tecido e os efeitos de incêndios (calor) também sobre o tecido, alterando sua datação.

Conforme informação contida na revista brasileira SUPER INTERESSANTE, ano 13, n.9, de setembro de 1999, o Santo Sudário voltou à baila no XVI Congresso Internacional de Botânica, nos Estados Unidos. Foram feitas análises em grãos de pólen encontrados no Santo Sudário, e os resultados indicaram que o manto foi tecido antes do século VIII. Isto coloca ainda mais em dúvida os resultados do teste de carbono 14, colocando-o sob suspeita, ao menos. E abre maior perspectiva de certeza quanto aos resultados dos outros exames feitos por cientistas no Santo Sudário.

Mais de trezentos testes foram realizados no Santo Sudário, e nenhum concluiu que ele era fraudulento.

Acaso tivesse de fato o tecido do Santo Sudário sido confeccionado na Idade Média, no período que o teste do carbono 14 indicou, há muitas perguntas que ficariam sem respostas, e constatações sem explicação, como por exemplo:

1 – A imagem do Santo Sudário é um negativo fotográfico, e a fotografia só foi inventada no século XIX;

2 – O tecido do Sudário é uma sarja de linho, e este tipo de tecido só foi fabricado na Europa quase em meados do século XIV. Assim, teria o falsificador ido ao oriente expressamente para buscar o tecido?

3 – O Sudário contém polens iguais aos que se encontram nas camadas sedimentares de dois mil anos atrás no Lago de Genezaré e de outras zonas da Terra por onde se pôde demonstrar que o Santo Sudário passou. Conheceria o falsificador tanto assim os polens que os foi buscar expressamente para colocá-los no tecido, a fim de serem descobertos sete séculos depois?

4 – Existem no Sudário fios de sangue que se conseguiu demonstrar corresponderem a sangue venoso e arterial. Como teria conseguido o falsário colocar no tecido tipos diferentes de sangue quando ainda não se conhecia a circulação do sangue venoso e arterial?

5 – As imagens do Sudário são anatomicamente corretas. Suas características patológicas e fisiológicas são claras e revelam alguns conhecimentos médicos ignorados até cento e cinquenta anos atrás;

6 – Qual teria sido a técnica do falsário que ele levou para o túmulo sem repetir em outra obra?

7 – Como o falsário colocou no tecido sangue pré-mortal e pós-mortal, nele existente? E como pintou com albumina do soro as bordas das marcas dos açoites?

Os cientistas do STURP, após fazerem ampliações das fotos, acabaram descobrindo moedas nos olhos do homem do Sudário, e depois se identificou o que nelas está escrito em grego, o correspondente em português DE TIBERIO CESAR, mesma inscrição que se encontra nas moedas chamadas léptons, cunhadas por Pôncio Pilatos entre o ano 29 e o ano 32 da nossa era, com bronze da Judéia. Isso é quase um certificado de Pilatos de que o Santo Sudário data daquele tempo.

A única conclusão a que podemos chegar, após conhecer as conclusões dos cientistas que estudarem a fundo o Santo Sudário, principalmente os integrantes do STURP, é que realmente o lençol com as imagens não é fraudulento, mas sim autêntico. E que ele de fato envolveu o corpo de Jesus depois de morto e retirado da cruz.

Além dessa conclusão anterior, somos forçados a concluir também que Jesus efetivamente morreu na cruz, afastando aquela hipótese de ter sido ele retirado vivo da cruz e que depois viveu na Índia. E, ainda, que ele realmente retornou à vida no mesmo corpo que havia sido crucificado, ou seja, ressuscitou, como prometeu muitas vezes que faria, e como estava predito pelos profetas antigos de Israel.

As conclusões dos cientistas corroboram os relatos dos evangelistas, em nada contradizendo essencialmente o que sobre a morte de Jesus foi escrito. Confirmam a lapidação (açoite), a perfuração do peito no lado direito por lança romana, depois de já estar morto, a colocação de uma coroa de espinhos na cabeça, bem como o fato de não ter ele as pernas quebradas, ao contrário do costume romano, o que comprova que Jesus já estava morto quando foram quebrar as suas pernas, e ainda comprovam as quedas no caminho para o Calvário.

O Santo Sudário é a prova material de que Jesus existiu, morreu na cruz e depois saiu novamente do sepulcro vivo. Ou seja, é a prova que só no final do século vinte a ciência reconheceu que Jesus realmente ressuscitou, produzindo o prodígio que ele comparou ao do profeta Jonas. E a sua imagem no Santo Sudário foi produzida por ele intencionalmente, de forma controlada, por irradiação de alguma forma de energia, de dentro de seu corpo, estando este em levitação acima da pedra do sepulcro, e que a imagem foi produzida em forma de negativo, para somente ser visto de forma clara e estudada no final de século XX, quando teríamos tecnologia e conhecimentos científicos suficientes para realizar os estudos que foram feitos pelo STURP. Foi tudo deliberado e premeditado. Só no século XIX a fotografia foi inventada. Assim, antes disso não se podia investigar o Santo Sudário, como passou a ser feito após ser ele fotografado. Só no século XX passamos a conhecer a radiação, e muitas outras coisas, inventamos o microscópio eletrônico, conseguimos ampliar fotos milhares de vezes, etc. Equipamentos usados pela NASA para estudar fotos de Marte mostraram a tridimensionalidade da imagem, ao contrário dos negativos das fotos comuns. Só então poderíamos atestar a autenticidade do Santo Sudário, e tudo indica que Jesus sabia já desse fato, e previu tudo. Esse foi um de seus muitos milagres, mas o único com prova material para nós, e para a ciência, mesmo para os cientistas materialistas, que não conseguem explicar como a imagem se formou no tecido do Sudário de Turim. Não existe atualmente tecnologia para fazer outro igual. Não é fraude. Então só pode ser mesmo uma “fotografia” que Jesus tirou de si mesmo quando ressuscitou, para a posteridade, para nós, que nascemos no século XX.
Muita Paz.
Salvador, 08 de abril de 2009.
Luiz Roberto Mattos

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