PRECONCEITO

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A palavra preconceito é uma palavra pesada por si mesma, carregando uma carga de negatividade muito grande.

Nunca usamos essa palavra para falar de coisas boas, de coisas positivas, de atitudes que levam ao crescimento humano e espiritual.

Falamos de preconceito de raça, de cor, de etnia, de religião, de nacionalidade, de ideologia, etc.

O preconceito sempre afasta as pessoas.

A palavra preconceito pode ser dividida em duas partes, pré e conceito, o que significa ter um conceito prévio de alguma coisa.

Quanto se tem preconceito, tem-se já uma definição, uma ideia já formada, e normalmente fica-se preso e limitado pelo conceito prévio, pelo preconceito.

Quem tem preconceito de raça procura não se relacionar com pessoas de outras raças, ou de uma raça em especial, quando o preconceito é mais forte ou exclusivamente relacionado a apenas uma única raça.

Há pessoas que têm preconceito contra negros, mas não têm o mesmo preconceito com índios, ou asiáticos. E o mesmo pode acontecer com alguém que tem preconceito contra asiáticos, e não ter contra negros e índios.

Há pessoas que têm grande preconceito contra a religião muçulmana, por causa de atentados terroristas promovidos por muçulmanos fanáticos, mas não têm preconceito contra budistas e hinduístas.

Pessoas há também que têm preconceito contra alemães, por causa do nazismo, do holocausto, ou contra americanos, por causa do imperialismo econômico, ou contra gays, ou travestis, etc.

É preciso ter sempre em mente que todos somos seres humanos, não importa a cor de nossa pele, a nossa nacionalidade de nascimento, porque podemos inclusive mudar de nacionalidade, ou a nossa religião, ou etnia.

Um cigano não é menos humano que um suíço, ou um americano. Um membro de uma tribo Zulu africana não é menos humano que um canadense, apesar de sua diferença de cor, de cultura, de padrão de vida, etc.

Um sueco ou um norueguês não é mais humano do que um índio xavante brasileiro, ou do que um aborígene australiano. E um árabe não é menos humano do que um finlandês ou um islandês.

Altos, baixos, magros, gordos, de pele escura, média ou clara, de olhos claros ou escuros, de lábios finos ou grossos, de cabelos lisos ou enroladinhos, do Hemisfério Sul ou do Hemisfério Norte, americano ou afegão, russo ou iraniano, judeu ou palestino, hindu ou cristão, todos somos iguais em essência. Todos somos seres humanos, imperfeitos, falíveis, uns mais e outros menos sensíveis à dor dos outros, mas todos em busca de felicidade e de bem-estar.

O Dalai Lama escreveu em um de seus livros que depois de percorrer o mundo inteiro, concluiu que os seres humanos são iguais, e que ninguém quer sofrer, em parte alguma do planeta, e que todos querem ser felizes, em qualquer lugar em que vivam.

Somos navegantes do mesmo barco, do Planeta Terra, girando e rodopiando pelo espaço, lutando, brigando, matando por terra, por água, por dinheiro, por sexo, por droga, sem nos darmos conta de que somos iguais.

Vista de fora, a Terra é uma pequenina bola de gude, mas onde vivem hoje mais de seis bilhões de pessoas, de seres humanos, sofrendo, rindo, comendo até se fartar ou passando fome extrema, sentindo calor intenso ou frio terrível, mandando ou recebendo ordens.

Somos como formiguinhas num formigueiro flutuante achando-se importantes, e umas mais que as outras, roubando seus bens, seus amores, seus sonhos, suas terras. E todos sofremos com isso, pois não há paz na Terra.

Enquanto não aprendermos a conviver pacificamente e com compreensão apesar de nossas diferenças, viveremos em guerra, judeus e palestinos, indianos e paquistaneses, orientais e ocidentais, etc.

Quando pensarmos no nazismo, e pensarmos em desenvolver alguma forma de preconceito em relação à Alemanha, lembremo-nos de que esse país também gerou Bethoven, Shinndler, Einstein.

Quando pensarmos em sentir preconceito contra os judeus, lembremo-nos de que Jesus era judeu, e pregava só para esse povo, e também João e Pedro, apóstolos, e também Maria, mãe de Jesus, eram judeus.

Negros fantásticos já pisaram a Terra, como Martim Luter King, o africano Kofi Anan, que lutou contra o apartheid, e que foi presidente da ONU.

A Índia gerou Gandhi, Buda e grandes iogues.

A Irlanda gerou a compositora e cantora Enia, com sua música divina.

A China, hoje comunista, gerou Lao-Tsé, Confúcio, a acupuntura, o Tai Chi Chuan e muitas outras coisas.

O Japão que fez tanta atrocidade na Segunda Guerra Mundial criou artes marciais belas e profundas filosofias, artes fantánticas como o desenho e a pintura, a arquitetura, e uma cultura maravilhosa.

Os índios brasileiros possuem uma sabedoria sobre plantas que os cientistas ainda levarão muitas décadas para absorver e entender.

Devemos viver sem qualquer tipo e forma de preconceito, amando as pessoas em suas culturas diversas, e aproveitando com cada um aquilo que tem para ensinar.

Fazer ioga da Índia, kung Fu ou Tai Chi Chuan da China, andar em casa de kimono japonês ou praticar karatê, comer comida chinesa, italiana, grega, pão árabe, usar sandálias israelenses, tênis americano, carro alemão, brasileiro, etc. Tudo isso é mistura rica de cultura e de valores, e essa mistura aproxima os povos e as culturas.

Todos os povos criaram coisas boas e belas, e todos possuem uma riqueza própria e que está à nossa espera para conhecermos melhor e aproveitar o seu potencial cultural, espiritual.

Vivamos a diversidade cultural sem preconceito, amando, respeitando, acolhendo todos os povos, de todos os cantos do mundo, como irmãos, como iguais, não importa o passado da nação ou povo.

Não foram os judeus de hoje que crucificaram Jesus, nem os italianos, mas os romanos e judeus de dois mil anos atrás.

Não foram os alemães de hoje que geraram a Segunda Grande Guerra iniciada em 1939, mas os nazistas da época.

Nem todo árabe e muçulmano é terrorista. Somente uma minoria muito inexpressiva entre os muçulmanos é fundamentalista, e entre eles poucos se tornam terroristas, não justificando, assim, a pecha de fanáticos e terroristas a todos os árabes e muçulmanos.

A maioria dos egípcios e turcos, que é muçulmana, é muito acolhedora, amável, simpática, o que percebi quando estive nesses países.

Viva a diversidade, a diferença, sem preconceito.

Amemos o ser humano pelo que ele é por dentro, não pela sua aparência externa, ou pela cultura, pela maneira de se vestir, de falar, de comer, de rezar, ou pelos gostos diferentes dos nossos, por mais estranhos que eles possam nos parecer.

A aceitação e o respeito pela diversidade cultural é o caminho para dissolver qualquer preconceito.

Muita Paz.
Salvador, 04 de maio de 2009.
Luiz Roberto Mattos

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