COMO FICAM OS VICIADOS EM DROGA APÓS A MORTE

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Meu primeiro contato com um viciado em droga desencarnado, através de incorporação mediúnica, se deu há mais ou menos vinte e cinco anos atrás, em um centro espírita.
Naquela época eu participava de um pequeno grupo de interc âmbio mediúnico, com um irmão e dois amigos, sendo apenas um deles médium de incorporação.

Um dia, o médium incorporou um espírito que falava a linguagem de quem usa drogas. Mas uma linguagem um pouco antiga, dos anos 1970. Ele falava em estar “viajando”, me chamava de “bicho”, falava “morou”, “falou”, “cara”, “tô doidão”, etc. E eu entendia tudo, pois havia convivido com muitos viciados e alguns que tomavam droga de vez em quando naquela década.

Tentava explicar ao espírito que ele já havia morrido, mas de uma forma muito sutil, delicada, para não chocar, para não assustar a “figura”.
Falava, falava, falava, até que, em determinado momento, ele me disse:
– Cara, suas palavras estão passando aqui na minha frente, mas eu não consigo pegar…

Ele falava e gesticulava como se estivesse tentando realmente pegar as palavras que ele via passando na sua frente. Era interessante para mim, não sei se para ele.
Depois de um tempo de conversa fiz a figura regredir, fiz uma regressão de memória, e então ele se viu numa praia, fumando um “morrão” com amigos, segundo as palavras dele, que significa um verdadeiro charuto de maconha. É um cigarrão, grande e grosso!

Ele viu o corpo caído no chão, e os amigos em volta, tentando reanimá-lo, sem sucesso. O coração havia parado. E então ele compreendeu que havia morrido. Só assim para ele entender o que se passara.
Após mais algum tempo de conversa, e um passe para retirar o resto do efeito da droga em seu corpo astral, foi encaminhado para tratamento no plano espiritual, tendo sido levado por espíritos que trabalhavam conosco.
Foi difícil!

Ultimamente, no trabalho de intercâmbio mediúnico no Santuário Luz e Vida, temos recebido com certa frequência espíritos que desencarnaram através de over dose também. E todos “viajando”, como eles dizem sempre.
Nenhum que desencarnou em meio a uma viagem alucinógena tinha consciência de que havia deixado o corpo definitivamente, ou seja, que havia morrido.

Acontece que cada corpo, cada organismo, tem um limite diferente de resistência, de suportação de intoxicação.
Há pessoas que cheiram muita cocaína, ou fumam grandes cigarros de maconham e não morrem, mas há outras que com a mesma dosagem de droga apagam, digo, que o coração pára, porque a mente não apaga. A mente fica “viajando”. Uma viagem alucinógena.

Quando a pessoa desencarna em meio a uma viagem desse tipo, normalmente nem percebe que o coração parou. E muitas vezes a pessoa se afasta do corpo quando o coração pára, e vai para outro lugar, não acompanhando o velório e o sepultamento. Não veem seus familiares chorando, não assistem nada disso, e assim não se dão conta de fato de que desencarnaram.
Muita gente fica anos “viajando” mentalmente, até o dia em que alguém consegue “chegar” até o seu mundo mental, falando a linguagem deles.

Muitos espíritos têm sido levados para nossa mediúnica em meio a uma “viagem” psicodélica, alucinógena, e nos dá muito trabalho, pois temos que aplicar passes de dispersão das energias das drogas, em primeiro lugar, para que eles voltem ao seu estado normal, e só assim começa realmente a conversa, pois só depois de saírem da “viagem” eles têm condições de entender as nossas explicações.
Muitos acham que os que conversam com ele fazem parte da alucinação. Descrevem coisas engraçadas e coloridas, e se recusam às vezes a aceitar a ideia de morte, mas sempre os convencemos com argumentos e também, quando necessário, com regressão de memória.

Alguns levam anos no estado de embriaguez psicodélica, as “viagens”, perdendo um tempo precioso para sua evolução.
O uso de drogas como a maconha, o LSD, a cocaína, o crack, o êxtase, e muitas outras, principalmente em grande quantidade representa um alto risco de parada cardíaca, com o consequente desencarne.
Viagem astral nada tem a ver com as “viagens” alucinógenas, ou psicodélicas.
Para fazer uma viagem astral genuína, é preciso estar lúcido, “careta”, como os viciados falavam antigamente, para poder entender as coisas que muitas vezes já fogem até mesmo à nossa compreensão de encarnados.
Alguém que esteja embriagado pelo álcool, ou por qualquer outro tipo de droga, não tem condições de perceber as coisas do mundo espiritual, nem de processar as informações, as imagens vistas, nem de entender os espíritos amparadores, guias, mentores, que tentam ajudá-lo.

É preciso estar lúcido, desperto, atento, consciente, totalmente alerta em sua consciência normal para poder se deslocar em segurança e entender e processar o que se vê no plano astral.
Não vale a pena tentar sair do corpo usando drogas. Principalmente porque isso sempre está acompanhado do risco de desencarne, por meio de uma parada cardíaca.
Se quiser praticar e desenvolver a projeção astral, tente os meios normais, e esteja “careta”, “de cara limpa”, para não ser surpreendido pela morte, e depois permanecer anos perdido no plano astral sem sequer se dar conta de que deixou o corpo de carne para sempre. E um dia dará muito trabalho a alguém para convencer você da verdade de que já está no outro mundo.

Diga sempre NÃO às drogas!
Muita Paz!

Salvador, 05 de novembro de 2009.
Luiz Roberto Mattos

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