SEXO, AMOR E PAIXÃO

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Apesar de essas três coisas às vezes se encontrarem juntas, ligadas, elas não são a mesma coisa. E podem estar separadas, e serem independentes.

Sexo, na sua visão terrena, é encontro de corpos físicos, em princípio, e pode existir independentemente da paixão, e também do amor.

O sexo pode existir entre pessoas de sexos opostos e também do mesmo sexo, independentemente de existir ou não paixão e amor.

No sexo há também trocas energéticas, cada um doando aquilo que tem, no seu nível evolutivo espiritual, e um pode sugar mais as energias do outro, quando possui menos energia. Há vampirismo no sexo, mesmo não intencional.

Todavia, poucos acreditam nessa troca energética no sexo, pois a maioria das pessoas apenas vê no sexo o prazer físico, a sensação física, o orgasmo no final.

Paixão, por seu turno, é sentimento. Mas um sentimento que não é independente.
A paixão normalmente surge condicionada e dependente de forma física, de beleza estética, ou de atributos intelectuais, ou da voz, do andar, e de algumas outras coisas, mas normalmente gerada por aspectos exteriores do ser.

O amor, por sua vez, é sentimento mais profundo do que a paixão, porque é descondicionado, não dependente de forma, de aparência, de estética, de atributos quaisquer.

O amor nasce em relação a seres muitas vezes completamente diferentes de nós, podendo até mesmo ser opostos em sua maneira de ser, como muitas vezes acontece entre pais e filhos, ou entre irmãos e ainda entre amigos.
Os pais normalmente amam seus filhos, não vendo neles feiúra, e apesar de seus defeitos visíveis.

Quem ama, nunca mais deixa de amar, mesmo que leve mil anos sem ver o ser amado, que não precisa ser, necessariamente, uma pessoa do sexo oposto ou com quem se tenha um envolvimento carnal.

Espíritos que são hoje pais e filhos podem levar no futuro muitos anos ou até mesmo muitos séculos sem se verem, como já pode ter acontecido antes, mas nunca deixam de se amar. O reencontro sempre é feliz e prazeiroso.
A paixão, diferentemente, tem existência limitada no tempo.

Há paixões que duram apenas seis meses, como já tive várias na vida, e outras que duram alguns anos, ou até alguns séculos, nos mais carentes e doentes emocionalmente, mas ela sempre passa.

A paixão muito forte pode cegar a pessoa que a sente, e muitas vezes cega mesmo, não permitindo enxergar os defeitos do outro, e permitindo que muitas pessoas se envolvam com doentes das emoções, do caráter, da mente, e sofram muito, e às vezes prolongadamente, porque não conseguem se libertar do desejo de ver, de sentir, de ficar junto do “ser amado”, na verdade apenas o ser a quem se está muito apegado.

Uma pessoa pode estar ligada a outra de forma a ter com ela contato sexual e estar também por ela apaixonada, e nesse caso o sexo fica normalmente em segundo plano. Quero dizer que mesmo que o sexo não seja muito bom, as emoções da paixão o compensam.

O próprio sexo, quando muito satisfatório, contribui para o surgimento e\ou para o fortalecimento da paixão. Uma coisa puxa a outra.

Todavia, sexo bom e prazeiroso e paixão nem sempre levam ao amor. Muitas vezes o sexo se degrada no meio do caminho de uma relação, e as diferenças fazem a paixão enfraquecer e até mesmo desaparecer aos poucos.
Por isso muita gente que leva um tempo sentindo enorme prazer na cama, e muito apaixonado, acaba rompendo o relacionamento, e pode até mesmo vir a odiar aquele a quem antes dizia que amava, o que só prova que era apenas apaixonado pelo outro. O amor que termina não é verdadeiramente amor.

Sexo acaba. Paixão acaba. Amor, jamais acaba.
Assim, devemos, por prudência, dar mais valor ao amor do que ao sexo ou à paixão, porque o amor é o único sentimento que durará para sempre.

Casais podem continuar se amando mesmo na velhice mais avançada, e isso é raro e lindo. Porque souberam construir o amor, como os indianos da novela Caminho das Índias constumavam dizer, e isso é realmente muito bonito.

Os casamentos baseados apenas em sexo, ou em paixão ardente, tendem a acabar em pouco tempo. Muitos não duram dois anos. E raros chegam à marca dos dez anos, porque a paixão cansa, e o sexo sem amor termina se esgotando. A atração física tem lastro muito tênue e frágil. A simples mudança na aparência, como acontece quando o outro engorda muito ou emagrece demais é suficiente muitas vezes para pôr um fim à atração física. A paixão então desaparece tão rápido quanto surgiu, demonstrando também a sua pouca consistência.

Quando desenvolvemos o amor, mesmo depois de estarmos inicialmente apenas apaixonados, e de sentirmos as alegrias do sexo bom, então podemos envelhecer, enrugar a pele, podem “cair” certas partes de nosso corpo, etc, e ainda continuaremos amando o outro, porque o amor é de alma para alma.
O amor não é dirigido ao corpo, à forma, à aparência, o que somente acontece com a paixão.
O amor se dirige à alma, ao espírito.

Assim, o amor é transcendente, e imortal.
O sexo morre, a paixão morre, e só o amor perdura por toda a eternidade.
Sexo, amor e paixão.

O mais importante…o amor…sem dúvida…
Sexo pode ser bom. Paixão é boa enquanto dura, apesar de muitas vezes já gerar sofrimento até durante a sua existência, principalmente se a pessoa se encanta e se apaixona por uma pessoa “errada”.
Amor é para sempre.

Assim, mesmo que você se encante e se apaixone pela forma e pelas exterioridades de outra pessoa, e que o sexo seja bom, busque sempre o que há por dentro da forma, por trás da forma, além da aparência, busque a alma.
Ame o que é eterno, o que jamais morrerá.
Quem ama perdoa sempre, infinitamente.

Quem se apaixona pode odiar amanhã aquele a quem ontem dizia que “amava”.
Deixe o amor fluir de seu ser. Busque a essência além das aparências.
Não crie, nem se envolva em ilusões que lhe causarão apenas dor e sofrimento amanhã.
Sexo, amor e paixão. Se puderem estar juntos, ótimo. Se não der, prefira sempre o amor, que não gera dor, não cobra, não limita, não ilude, não causa apego, não gera ódio, não separa.
O amor sempre une os seres, e é para sempre essa união de almas.

Muita paz. E muito amor nos corações de todos.
Salvador, 22 de setembro de 2009.
Luiz Roberto Mattos

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