AQUECIMENTO GLOBAL – FAZENDO A NOSSA PARTE

Print Friendly, PDF & Email
Avalie o artigo

Em princípio pode parecer estranho estar aqui escrevendo sobre o aquecimento global, em um site criado para publicação de meus escritos espirituais.

Todavia, se pensarmos que estamos aqui de passagem pelo planeta, encarnados temporariamente, mas que a ele provavelmente ainda retornaremos outras vezes, bem como se pensarmos que muitos de nós, os mais jovens, ainda poderão viver muitos anos, e nossos filhos e netos ainda estarão por aqui por muitas décadas, então pensar no aquecimento global e suas consequências faz sentido, e deve ser uma preocupação de todos nós.
Ser espiritualista não significa estar alheio às coisas do mundo, ser alienado, não se preocupar com as questões ambientais, etc.

Assim, cuidar do planeta para nós mesmos, bem como para nossos filhos e netos, bem como para toda a humanidade é uma questão de grande relevância, ou nossa qualidade de vida nas próximas décadas estará comprometida.

Quero começar dizendo que temos sido irresponsáveis com as questões ambientais, e inconscientes de nossa participação no processo do aquecimento global.

Costumamos atribuir a culpa das coisas sempre aos outros, principalmente ao governo, por tudo que existe de errado, e raramente admitimos nossa culpa em alguma coisa. Isso é normal em nós seres humanos. Somos viciados nesse comportamento.

Temos visto muito, e cada vez mais, nos últimos anos, discussões e mais discussões acerca do aquecimento global. Suas causas, suas consequências, e o que deve ser feito. Mas isso sempre é colocado no colo dos governantes, e somente é discutido a nível institucional, sobretudo em foros mundiais sobre o aquecimento global. E nós, indivíduos, pessoas, cidadãos, em quê e de que forma estamos contribuindo para esse aquecimento, e o que podemos e devemos fazer para diminuir a velocidade do aquecimento global?

Nos últimos anos tenho pensado muito sobre isso, e nunca escrevi nada a respeito do que tenho lido, ouvido e refletido. E nos últimos dias meu pensamento tem se voltado para isso, pois tenho visto como todos nós, enquanto indivíduos, habitantes do Planeta Terra, podemos fazer alguma coisa para evitar um maior aquecimento do planeta, com menor prejuízo para todos.

Ficamos em casa assistindo de camarote os líderes das nações e os cientistas ambientalistas apresentando dados e mais dados, fazendo alertas, e tudo continua igual após cada encontro e cada foro de discussão desse assunto.
Estou sempre lendo em revistas ou assistindo pela TV algumas medidas simples apontadas por algumas pessoas, que nem sempre integram governos ou a comunidade científica, e não levamos a sério essas medidas. Por quê?
A resposta, para mim, é bem simples. Por que as medidas simples são aquelas de cunho pessoal, que implicam em abrirmos mão de alguma coisa, por menor que seja, e nós não queremos abrir mão de nada, mesmo que seja para salvar o planeta.

Ontem à noite, no Jornal Nacional, da Rede Globo, assisti a uma matéria sobre o aquecimento global em que foi dito que os dois países que mais contribuem para ele são os Estados Unidos e a China.
Foi dito que 50% da emissão de gases nos Estados Unidos, que contribuem para o aquecimento global, vêm dos veículos. E daí? O que nós temos com isso? Tudo!

Se para retardar, atrasar ou barrar esse aquecimento do nosso planeta depender de as pessoas deixarem seus carros em casa e tomarem um metrô, ônibus elétrico, bonde ou qualquer outra forma de transporte coletivo, o planeta não tem salvação, porque as pessoas não vão abrir mão do conforto de terem seu carro e saírem com ele. O individualismo impera, e está inclusive acima das questões ambientais.

Contudo, há medidas que podem ser adotadas, como a substituição da gasolina e do óleo diesel pelo álcool combustível, como tem feito o Brasil. Isso já é alguma coisa! Ou substituir os combustíveis fósseis pela energia elétrica, ou pela energia solar. Tudo isso diminuiria a emissão dos gases que provocam o aquecimento. Mas isso tudo não depende apenas das pessoas. Mas em parte, sim.

Quando há uma maior procura pelos carros que utilizam o álcool, ou pelos carros elétricos, as indústrias acabam fabricando mais esses carros. É questão de lei de oferta e procura. É mercado. Assim, podemos também fazer aí a nossa parte.
Li há pouco tempo uma matéria sobre a cor dos telhados e das telhas das casas como medida também a reduzir o aquecimento planetário.

Sabemos, pois aprendemos nos estudos de física na escola, estudos básicos, que a cor preta é a que mais absorve a luz solar, e a retém, sendo a cor absorvente universal, enquanto que a cor branca é a que mais reflete a luz do sol, sendo por isso o refletor universal. E daí?
Alguém já sugeriu pintar os telhados das casas de branco, para que eles reflitam a luz do sol, que então voltaria para o espaço, sem aquecer o planeta. Tem lógica, do ponto de vista da física.
Se todos, no mundo inteiro, pintassem os telhados de suas casas e dos edifícios de branco, isso teria um extraordinário impacto na redução do calor que chega do sol até a Terra, porque uma grande quantidade de luz solar seria refletida de volta para o espaço, não permanecendo na superfície da Terra.
Então, pensei, após ler essa matéria, que poderíamos também comprar mais carros brancos, que igualmente refletem a luz solar, e evitaríamos comprar carros pretos, porque a cor preta é a que mais absorve e retém o calor proveniente da luz.

Hoje há uma verdadeira “epidemia” de carros pretos no Brasil. E somos um país tropical, que recebe muita luz solar, o que significa que estamos, também com nossos carros pretos, contribuindo para um maior e mais rápido aquecimento global, mas por pura ignorância de física, na maioria das vezes.
Até a roupa preta, nos climas mais quentes, como o do nordeste brasileiro e nos países do Oriente Médio, esquenta mais, pois o preto absorve mais calor, e o retém. Não deveríamos usar preto nos lugares onde há muito sol, pelo menos durante o dia, jamais. Isso não é inteligente.

Mesmo os carros que não são pretos possuem o painel, as portas e os bancos pretos ou cinza, o que também aquece mais ao sol, e absorve mais calor, mantendo o calor na superfície do planeta, e contribui também para o aquecimento global.
Será que aqueles que adoram carro preto conseguem abrir mão disso pelo planeta? Até onde vai a nossa consciência ecológica? Até onde conseguimos ir para evitar o aquecimento global acelerado?
Li por esses dias que Paul Mcartney, ex-Beatle, é vegetariano há dez anos e está propondo em reuniões de debates sobre o aquecimento global que as pessoas não comam carne por um único dia na semana. Que complicação! Aí é que é mexer com nossos calos!

Há pessoas que preferem morrer a deixar de comer carne!
Paul, com respaldo em especialistas no assunto, que sustentam o quanto a produção de carne contribui para o aquecimento global, pede que as pessoas abram mão da carne em apenas um único dia por semana. Não é todo dia!
Sustentam os especialistas que isso reduziria consideravelmente a emissão de gases do efeito estufa, que causa o aquecimento do planeta.
Na produção de carne de boi é preciso desmatar as florestas, alimentar os bois, o que significa plantar mais, etc, o que representa muito mais emissão de gases do efeito estufa do que na plantação apenas de vegetais para a alimentação direta pelo ser humano.

Imaginem se ninguém comesse carne vermelha. Isso representaria uma redução extraordinária nessa emissão de gases para o aquecimento global.
Estamos falando apenas de carne vermelha, que tem sido cada vez mais apontada pelos médicos como causadora de vários problemas de saúde, como problemas cardíacos, só para exemplificar.
Até a saúde das pessoas melhoraria com isso, e o planeta agradeceria também, o que significaria menor aquecimento global, com menor derretimento das calotas polares e das geleiras das montanhas que alimentam os rios e lagos de água doce.

As pessoas poderiam continuar comendo carne branca, e pricipalmente os seres marinhos, também chamados de “frutos do mar”, que de forma alguma contribuem para o aquecimento do planeta, além de ser muito mais saudável para o corpo. Os japoneses que o digam, sendo o povo que tem a melhor alimentação do mundo, com maior longevidade, comendo apenas frutos do mar. Eles não comem carne de boi, nem de porco, nem de frango. Nenhum animal terrestre. O último Globo Repórter da Rede Globo mostrou isso.
Na Grécia, onde estive em março de 2007, percorrendo todo o país, pude perceber que praticamente todas as casas e edifícios possuem painéis solares no telhado. Tendo a Grécia poucos rios, e poucas quedas de água que permitam a construção de hidrelétricas, o governo optou por subsidiar a produção dois painéis solares, e todos os possuem. Assim, as moradias dos gregos são iluminadas, seus eletrodomésticos acionados, etc, tudo na base da energia solar, que não polui o meio ambiente, nem gera aquecimento planetário, como acontece quando tudo isso é feito na base de carvão vegetal, que provoca a emissão de gases poluentes na atmosfera.
A Grécia está de parabéns! Não vi isso em nenhum outro país até então.

Como podemos ver, há muita coisa que podemos fazer e que não dependem do governo! Dependem apenas de nossa conscientização e vontade!
Podemos pintar os telhados das casas e dos edifícios de branco; comprar carros brancos ou de cor clara, como o bege, o amarelo, o verde claro, mas jamais preto; podemos comer menos carne vermelha, ou aboli-la do cardápio, mantendo apenas as carnes brancas, ou então comer apenas frutos do mar, como os japoneses; podemos utilizar cada vez mais a energia solar, notadamente num país tropical como o Brasil, pelo menos no nordeste brasileiro, e em tantos países ensolarados, como os países do Oriente Médio.

São apenas propostas que podem ser implementadas sem precisar da intervenção do governo.
Se ficarmos apenas assistindo de camorote, como meros expectadores, sem nada fazermos, e atribuindo toda a iniciativa e a responsabilidade aos governantes, o futuro do planteta estará cada vez mais comprometido, e com isso o futuro de nossos filhos e netos, e ainda o nosso futuro em termos de reencarnação na Terra.
Quem hoje sofre com as secas, por exemplo, no passado deu causa a elas, com o desmatamento. É a Lei de Causa e Efeito.

No futuro, voltaremos a viver no mesmo planeta que destruímos, de forma irresponsável, e egoisticamente.
Não podemos ficar de braços cruzados, aguardando para ver se os ambientalistas estão de fato certos em suas previsões catastróficas.
Devemos tomar consciência das coisas enquanto é tempo, e enquanto ainda podemos agir, e fazermos alguma coisa.

As medidas que têm sido sugeridas, se forem adotadas em curto espaço de tempo, e isso pode ser feito, sem depender de governo algum, podem realmente barrar o crescimento acelerado do processo de aquecimento global.
Vamos agir enquanto é tempo para evitarmos problemas maiores para nós mesmos e para toda a humanidade!

Muita paz.
Salvador, 08 de dezembro de 2009

Conheça nossa loja virtual: http://mestresanakhan.com.br/loja/

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *