CUIDANDO DOS ANIMAIS

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Quem já leu meus livros Sana Khan – Um Mestre no Além, em seus dois volumes, bem sabe o que penso acerca dos animais, e como eles evoluem como nós.
Desse modo, foi com grande alegria que li agora o artigo publicado no site da Revista Cristã de Espiritismo, que faz referência ao artigo publicado no site WWW.g1.globo.com, sobre o belo trabalho da Associação Espírita Amigos dos Animais (Asseama), em São Paulo.

Há muitos anos sinto uma tristeza muito grande quando vejo nas ruas um cachorro atropelado agonizando junto da calçada, morrendo, sem que ninguém pare, nem eu mesmo, para ajudá-lo.
Já conseguimos parar para socorrer um ser humano acidentado, o que já é um grande avanço em termos de sensibilidade humana e espiritual. Mas ainda estamos longe de atingirmos a mesma sensibilidade em relação aos nossos irmãos do reino animal.

Em 1996, uma gatinha filhote caiu da varanda de meu apartamento, tentando passar entre a rede de proteção que separava a minha da varanda do meu vizinho.
Morava no terceiro andar, mas o quintal do prédio, que ficava em um morro, em relação ao meu andar, dava uma altura de cerca de seis andares. Assim, a gatinha caiu de uma altura de seis andares.
Ninguém viu o momento da queda, e só na hora de dormir sentimos sua falta.

Procuramos pela casa toda, e nada. Até dentro de armários e gavetas procuramos, e nada de achar a gatinha.
Então decidi olhar pela varanda lá para baixo, e percebi uma mancha meio cinzenta, malhada, na calçada do quintal. Só podia ser ela.
Resolvi descer, para pegar a gatinha morta, se realmente fosse ela.
Quando cheguei perto, ouvi um fraco miado. Ela estava viva, contrariando todas as minhas previsões. Perdera, no entanto, uma de suas sete vidas…pensei…
Peguei-a com cuidado, e levei para casa.

Fiquei de meia-noite até uma e meia da manhã dando passe na gatinha, com muita fé, e ela não se mexia.
Ficou deitada, imóvel.
Orei muito por ela, com fé mesmo, e apliquei energia nela durante uma hora e meia, sem parar, e então fui dormir.
No outro dia, pela manhã, ela se levantou, comeu, bebeu água, e andou um pouquinho, mancando de uma das pernas.

Foram quinze dias mancando, e depois ficou normal, correndo novamente pela casa toda.
Fiz um tratamento energético, um trabalho de cura na gata, o que não é comum.
Isso, hoje, depois de ler o artigo excelente sobre o trabalho da Associação Espírita Amigos dos Animais, me faz pensar que realmente precisamos cuidar também dos nossos irmãos do reino animal.
Realmente não devemos nos sentir donos dos animais, mais seus tutores, da mesma forma que não devemos nos sentir donos de seres humanos, tendo já terminado a escravidão, de um modo geral, e ela não mais é permitida em parte alguma do planeta, o que é uma evolução e um avanço da humanidade, depois de milênios de escravidão humana degradante.

Belo, lindo, elogiável o trabalho da Associação Espírita Amigos dos Animais.
E outra coisa muito importante, e extremamente coerente, é que seus membros são vegetarianos.
Seria uma incoerência tratar de animais dentro de uma visão espiritualista, considerando que eles também possuem alma, espírito, ou pelo menos um princípio inteligente enquanto se devoram galinhas, bois, carneiros, porcos, peixes, etc, que são irmãos deles, também animais.
Já dei muito passe num pintinho doente que havia na minha casa. Levava muitos minutos orando por ele, como se fosse gente.

Os animais de alguma forma sentem na aura, no campo energético humano a presença de energia animal.
Cuidar dos animais em um centro espírita voltado para a cura deles é uma novidade maravilhosa, avançadíssima, de vanguarda mesmo, que deve contar com o apoio de todos os espiritualistas, e com certeza conta com a ajuda de veterinários desencarnados com uma visão mais avançada e com formas de tratamento mais eficazes, e com uma visão mais ampla do que sejam esses seres, tendo por eles um respeito maior, que a maioria de nós humanos ainda não conseguimos ter.

Lembra-me São Francisco de Assis, que é muitas vezes representando em pinturas cercado por vários animais, acolhendo-os e acariciando-os. Ele chamava os animais de nossos irmãos menores. Realmente os animais são nossos irmãos menores, e devemos cuidar deles com imenso carinho e respeito, e dando a eles todo o tratamento necessário quando estão doentes, inclusive tratamento de passe e outros. Por que não? Isso é uma revolução! É uma evolução!

A publicação do artigo na Revista Cristã de Espiritismo, onde li há pouco, também deve ser ressaltada, e elogiada, demonstrando uma visão super avançada da revista, que não fica limitada a uma visão antiga do espiritismo.
Liberdade de pensamento e avanço consciencial parecem ser realmente levados a sério pela revista, que admiro cada vez mais.

Parabéns ao editor Victor Rebelo, e a todos os demais trabalhadores da revista, e parabéns principalmente ao pessoal da Associação Espírita Amigos dos Animais pelo avanço de consciência em relação aos nosso irmãozinhos menores.

Muita paz.
Salvador, 26 de novembro de 2009.
Luiz Roberto Mattos

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