VICIADOS EM SEXO

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Ontem pela noite, em reunião mediúnica, tive oportunidade, mais uma vez, de conversar com um espírito viciado em sexo. Aliás, viciado é expressão que não diz tudo no caso do irmão desencarnado.
Conversamos longamente, através de uma médium de psicofonia, ou incorporação, e ele me falava de sua vida.
Tinha sido retardado mental na última vida, e por isso não se casou, não fazia sexo com ninguém, e morreu com cerca de sessenta anos.

Sentia muito desejo sexual enquanto estava encarnado, e por isso se masturbava muito, já que nenhuma mulher o queria.
Ao desencarnar, deixou de sentir as limitações físicas do retardamento, e então procurou o sexo, muito sexo, para tirar o atraso.

Hoje, segundo ele, fazia sexo por cerca de dezesseis horas por dia, de todas as formas possíveis e imaginárias, e não queria deixar essa vida. Não aceitava ir passar sequer um dia em uma cidade espiritual para ter contato com outras coisas, para não parar a farra sexual.

Sua vida estava resumida a sexo, apenas com algum descanso, necessário, para logo voltar novamente ao sexo.
Sentia seu membro sexual crescendo cada vez mais com a prática do sexo continuado.

Isso me lembrou um sonho de mais de trinta anos atrás em que via um homem com um penis enorme, talvez com cinquenta centímetros ou mais. E existe gente assim no mundo. Basta procurar na internet que encontramos.
Depois de muita conversa, e sob forte insistência minha, ele por fim aceitou a proposta de ir passar uma semana em uma cidade espiritual. Mas ele perguntava se lá teria sexo, e eu dizia que em alguns lugares ainda se faz sexo, mas que ele deveria ir para um lugar passar uma semana sem sexo, para pensar em outras coisas, e ver outras coisas que nunca viu antes, depois que desencarnou.

Ele relutou muito diante da ideia de ficar uma semana sem sexo, e perguntou se poderia pelo menos se masturbar, usando outra expressão, para não falar essa palavra, mesmo porque a médium bloqueava certas palavras.
Finalmente, depois de muita insistência mesmo, ele aceitou o convite, e foi levado.
Foi um dos casos mais graves de apego ao sexo com o qual já me deparei. Mas há situações ainda pior, de verdadeira loucura, por causa do sexo.

Isso me fez refletir muito sobre nossos apegos.
A falta de uma perspectiva espiritual, imortalista, a falta de conhecimento prévio sobre a vida depois da morte, e o enorme apego a certas coisas nos leva a situações como essa, ou então ligada a bebida, drogas, jogo, etc.
Precisamos trabalhar o desapego ainda em vida, a tudo, para não nos vermos dessa forma, meio enlouquecido, viciado e completamente dependente e dominado pelo sexo, escravo do desejo sexual, ou do álcool e outras coisas mais, ficando presos à Terra, quando poderíamos ascender a planos e dimensões maravilhosas lá em cima.

O sexo tem uma função linda, e divina, mas não devemos nos apegar demais a ele, ao ponto de não vivermos sem ele, ou pior ainda, vivermos apenas para ele, como no caso do irmão com quem conversei, e a muito custo consegui convercer a passar pelo menos uma semana numa cidade espiritual, apostando todas as fichas no fato de que ele terá contato com psicólogos e gente muito mais preparada, habilitada e experiente do que nós para tentar mantê-lo lá por mais tempo, em tratamento mental. Não será uma prisão, porque não enganamos ninguém dessa forma, mas uma oportunidade de outros mais capacitados convencerem e usarem técnicas melhores e mais eficazes, sem falar que terão muito mais tempo do que nós, que conversamos por quinze a trinta minutos no máximo com cada espírito.

Digo tratamento mental porque o viciado em sexo, que pode ser também chamado de sexólatra, é um doente, e que por isso precisa realmente de tratamento, da mesma forma que um alcoólatra.
O irmão disse que já havia feito uma regressão de memória antes, e que havia visto uma vida em que ele era muito ligado ao sexo.

Provavelmente ele nasceu com um retardamento mental como forma de amenizar a sua sede de sexo, e nem isso retirou a sede dele, pois se masturbava diariamente enquanto estava no corpo dementado, e continuou fazendo sexo avidamente depois da morte corporal.

Seres assim precisam realmente de tratamento. E há muita gente encarnada no mundo nessa situação, como sexólatras, que precisariam de tratamento, mas pouca gente procura ajuda nesse campo, e não são muitos os psicólogos especializados nisso, mesmo porque a maioria das pessoas sequer encara esse vício em sexo como doença, como distúrbio. Gostar muito de sexo, mesmo com todo o exagero e todas as formas de perversão hoje é normal. Não é comum as pessoas buscarem ajuda profissional, procurar psicólogos ou terapeutas, para deixarem de gostar muito de sexo.

Precisamos colocar o sexo em seu devido lugar, no seu devido eixo.
A busca desenfreada e insana de sexo e mais sexo, sem limites, e de todas as formas, visando apenas o prazer físico, acaba por enlouquecer o espírito.

Há muitos desencarnados enlouquecidos no mundo espiritual por causa de sexo.
Equilíbrio, sobriedade, moderação no sexo. É do que precisamos.
Busca de espiritualidade, estudos, e tudo o que nos leve a crescer espiritualmente, e que não nos mantenha no vazio interior, e tentando preenchê-lo com sexo ou outra coisa qualquer, porque o sexo nem nada pode preencher o vazio da alma.

Ser pleno, completo, feliz, para não ter que se prender a um vício qualquer que o mantenha na Terra eternamente, sem subir a planos maravilhosos no mundo espiritual
Muita paz.

Salvador, 02 de dezembro de 2009.
Luiz Roberto Mattos

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