A VITALIDADE DOS ALIMENTOS

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Hoje mais cedo, enquanto fazia minha caminhada na beira da praia, em Salvador, aos poucos fui entrando numa onda de pensamentos que terminaram quase numa palestra na minha mente. Com certeza alguém invisível para mim estava me inspirando. E por isso decidi escrever este artigo logo que cheguei em casa.

Algumas das coisas que me vieram à mente eu já sabia, de leituras de décadas atrás. Todavia, muitas outras foram novas para mim. Via imagens enquanto as ideias me acorriam à mente.

Vou tentar resumir a palestra que ouvi.

A literatura antiga da Índia, sobretudo da ioga, mas a ioga antiga, não aquela adaptada para os ocidentais, que mais se assemelha a ginástica, ensinava que tudo na Terra está envolvido em prana, palavras que foi traduzida pelos ocidentais como energia vital, fluido vital, ki, etc.

Essa energia vital vem do sol, segundo a literatura antiga indiana, e é captada por todos os seres vivos.
A maior parte dos alimentos dos animais, e também dos humanos, vem da terra, vem do chão. São os vegetais.
Mesmo que nos alimentemos de animais, normalmente herbívoros (vegetarianos), eles por sua vez se alimentaram de vegetais, de folhas, de capim, etc.

Assim, toda a vida na Terra depende dos vegetais, das plantas.
Também vem da antiga literatura da Índia o conhecimento de que há outra forma ou tipo de energia captada pelos seres vivos, que vem do centro do planeta. Ela foi chamada pelos indianos antigos de kundalini.
Assim, as duas principais energias captadas pelos seres vivos em nosso planeta são a energia vital (prana) que vem do sol e a kundalini, que vem do centro da Terra.

Ou seja, há uma energia mais sutil que vem de cima, do sol, que é o prana, e outra mais densa, mais condensada, mais material, que vem de baixo, do centro do planeta, que é a kundalini.
Nós seres vivos terrestres nos alimentamos principalmente de vegetais, como grãos, folhas, verduras, legumes, frutas, etc., que fazem parte de uma planta ou árvore, e que possuem raízes.

As plantas e as árvores possuem folhas, que são verdadeiras placas solares. As folhas captam a energia que vem do sol junto com a luz, e distribuem essa energia vital (prana) por todo o organismo da planta.
Por outro lado, as raízes, que normalmente estão abaixo da superfície da terra, captam a energia que vem do centro da Terra, a kundalini.

Não são apenas os humanos que captam essa energia telúrica, como também chamam a kundalini.
Todos os seres vivos captam a energia que vem de baixo.
Todo ser vivo vegetal, seja de que tamanho for, de um pequeno pé de feijão a uma grande árvore, está vitalizado por essas energias vitais que recebem e captam de cima e de baixo.
Quando se arranca uma planta ou uma árvore do solo, ela deixa de captar a energia telúrica, além de todos os nutrientes químicos do solo, e também deixa de captar a energia solar, a luz, e a energia vital a ela agregada (prana).

Com isso, o ser vivo vegetal começa a morrer.
Sem essas energias vitais, e sem os nutrientes químicos, e sem água, o vegetal morre.
E como acontece com todo ser ao morrer, inclusive nós humanos, toda a energia vital vai aos poucos abandonando o corpo físico, e ele vai se decompondo.
Vamos agora falar sobre a alimentação dos animais e dos humanos.
O homem antigo só se alimentava de vegetais frescos, colhidos no dia, frutas frescas, e carne fresca, de animais mortos no mesmo dia. Isso ainda acontece com uma pequena quantidade de tribos e agrupamentos humanos em alguns lugares da Terra, a exemplo de índios da Amazônia.

Eles não possuem geladeira, e por isso não podem guardar a carne de caça para o dia seguinte. Frutas ainda duram alguns dias, mas logo estragam se não forem consumidas.
Algumas raízes e tubérculos duram um pouco mais, alguns dias.
Esses alimentos vegetais colhidos e consumidos no mesmo dia ainda possuem boa quantidade da energia vital das plantas.

A carne de animais consumida no mesmo dia em que eles foram mortos também possui ainda energia vital.
Assim, os animais vegetarianos como os cavalos, bois, e tantos outros que comem capim e outras folhas arrancadas na hora do solo, ou frutas tiradas na hora do pé, absorvem praticamente toda a energia vital das plantas e frutas comidas. Por isso os animais livres na natureza têm boa saúde, e adoecem pouco.
Os animais carnívoros livres na natureza caçam e comem imediatamente a carne de suas presas, e abandonam a sobra. Com isso, eles também absorvem boa quantidade da energia vital dos animais abatidos. Por isso eles também são saudáveis.

Já nós, humanos modernos que vivemos nas cidades grandes, compramos nos supermercados frutas muitas vezes ainda verde, colhidas em regiões distantes, vegetais arrancados (colhidos) do solo há dias, carne de animais mortos há dias, ou meses, congeladas.

Assim, quase tudo que consumimos no dia a dia já está morto há dias ou meses, tanto vegetais quanto animais. E a energia vital já abandonou o nosso alimento há bastante tempo.
Cenouras e beterrabas murcham em alguns dias, o que indica o abandono gradual da energia vital. Por isso, devemos consumir enquanto estão frescar, duras, porque ainda possuem alguma energia vital.
Quanto às frutas, o ideal seria colher e consumir no mesmo dia, ou nos dias logo em seguida. Se ficarem fora da geladeira, teremos mais condições de perceber a perda de sua energia vital. Quando a casca começa a escurecer, e a fruta começa a murchar, sua energia vital já quase não existe mais.
Se colocarmos na geladeira, elas duram um pouco mais, mas isso não quer dizer que o frio conserve a energia vital, mas apenas estaremos sendo enganados pela tecnologia. Uma vez morto o vegetal, sua energia vital começa a deixá-lo.

Da mesma forma as carnes de boi, porco, frango, peixe, etc. Morto o animal, sua anergia vital começa a deixar o corpo. Se congelar a carne, ela se mantém conservada por mais tempo, mas isso é só a parte físico-química. Conservam-se proteínas, vitaminas, sais minerais, carboidratos, etc. Mas a energia vital não existirá mais quando forem consumidas essas carnes congeladas.
Nossa cultura atual só se preocupa com proteínas, carboidratos, vitaminas, etc. Só a parte física dos alimentos.
A medicina ocidental não conhece nem entende nada sobre energia vital, nem sobre energia telúrica, ou seja, prana e kundalini.

A indústria de medicamentos também não entende nada sobre essas energias.
Essa indústria ou sintetiza substâncias que sequer existem na natureza, ou retiram dos vegetais e animais o que chamam de “princípio ativo”. Mas esse “princípio ativo” na verdade é apenas substância físico-química.
Assim são feitos os medicamentos para “curar” as pessoas que estão doentes.
As pessoas adoecem cada vez mais em grande parte por se alimentarem mal. Consomem cada vez mais alimentos mortos, desvitalizados. Carnes e vegetais em geral que estão mortos há muitos dias, quando não há meses.
Isso sem falar nos alimentos processados, como salgadinhos embalados, cheios de substâncias químicas para dar cor, sabor, cheiro, para conservar, etc.

Biscoitos industrializados de vários tipos, pães e macarrões processados, feitos com farinha de trigo refinada, processo que retira boa parte das proteínas e fibras, deixando mais o carboidrato.
Hambúrgueres processados, de carne de boi, de frango e de peixe, feitos de animais mortos há muito tempo. Sem energia vital nenhuma.

A alimentação da maioria da população humana que habita os grandes centro urbanos atualmente é uma lástima. Alimentos mortos. Alimentos sem vitalidade. Alimentos que não dão saúde. Alimentos que ajudam a adoecer.
Para mantermos uma boa saúde, precisamos nos alimentar melhor, consumindo alimentos frescos. O mais fresco possível.

Para isso, devemos procurar vegetais que são plantados e colhidos perto de nossas cidades, porque isso permite que sejam transportados rapidamente e comprados no dia seguinte, ou no outro dia. Comprar carnes em açougues, carnes frescas, de animais abatidos no dia ou na véspera. Não comprar carnes congeladas.
O pensamento deve ser consumir vegetais e animais que foram mortos no menor espaço de tempo possível.
Não conseguiremos nos igualar aos índios, que colhem e caçam ou pescam e comem no mesmo dia, absorvendo muito mais energia vital dos vegetais e animais.

Porém, quanto mais “vivo” for o nosso alimento, quanto mais fresco ele for, estaremos absorvendo mais a energia vital contida nele.
Alimentos processados, embalados, em vidros, em latas, em caixas hermeticamente fechadas, são alimentos mortos, sem nenhuma vitalidade. São apenas proteínas, vitaminas, sais minerais, carboidratos, e acompanhados de muito sal, ou muito açúcar, e muitas substâncias chamadas de estabilizantes, espessantes, conservantes, acidulantes, aromatizantes, etc. Isso não pode fazer bem à saúde.
Como dizia o Pai da Medicina, o grego Hipócrates, “Que seu remédio seja seu alimento, e que seu alimento seja seu remédio” .

Ingerir alimentos mais “vivos”, alimentos crus, como vegetais crus, frutas, carnes frescas. É isso que vai nos afastar dos hospitais, clínicas, médicos e farmácias. E nos dará uma vida mais saudável.
Ninguém gosta de ficar doente! Mas a humanidade está cada dia mais doente e mais dependente da indústria farmacêutica!

Usamos muitos comprimidos feitos de várias substâncias químicas, mas sem vitalidade nenhuma!
A humanidade está se tornando cada vez mais obesa, de tanto ingerir carboidratos, e doente, porque os alimentos ingeridos estão mortos, desvitalizados!
Vamos cuidar mais da nossa alimentação para não adoecermos tanto!
Vamos observar mais a vitalidade dos alimentos, não apenas seus componentes físico-químicos (proteínas, carboidratos, etc)!

Salvador, 28 de junho de 2017.
Luiz Roberto Mattos

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Comments 1

  • Boa noite!

    Adorei fazer essa leitura maravilhosa e verdadeira! Parabéns! Achei sensacional! Espetacular! Somos o que comemos!

    Grande abraço! Girlede.

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