BEBA COM MODERAÇÃO

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Pode parecer, em princípio, que estou aqui incentivando o uso de bebidas alcoólicas, ainda que com moderação. Mas a leitura do texto integral mostrará que não é isso.

Há muito tempo que faço severas críticas às propagandas de bebida, sobretudo de cerveja, por ser a bebida alcoólica mais consumida no Brasil, e a mais divulgada na televisão.

Todo ano, com a chegada do verão, e do calor, e principalmente do carnaval, os fabricantes de cerveja investem verdadeiras fortunas em propagandas belas, com artistas famosos, tudo buscando abocanhar uma fatia cada vez maior do mercado consumidor de cerveja.

Vemos de minuto em minuto uma propaganda de alguma marca de cerveja, com música cantada pelos artistas mais conhecidos do país, e isso influencia as pessoas muito mais do que se pode pensar, e os grandes criadores de marketing bem sabem disso.

As propagandas e as músicas criadas especialmente para elas incentivam clara e explicitamente o consumo de cerveja, recomendando experimentar tal ou tal marca, a nova cerveja tal, a maior, a mais saborosa, e no final da propaganda, de forma que considero hipócrita, dizem, rapidamente, “Beba com moderação!”.

Ora, as propagandas dizem o tempo todo, de forma musicada, para você beber, beber e beber, pois aquela marca é a melhor, só faltando prometer o paraíso para quem experimentar a marca, e no final dizem “Beba com moderação”.

Acho realmente uma grande hipocrisia!
O que é beber com moderação? Quantas latinhas ou garrafas de cerveja representam o “beba com moderação”?

Hoje no Brasil a chamada “Lei Seca” praticamente proíbe o consumo de bebidas alcoólicas para quem vai dirigir, pois o índice de tolerância de álcool no sangue é próximo de zero.

Assim, se você tomar duas latinhas de cerveja, o que parece não ser muito, já será o suficiente para ser “reprovado” no teste do bafômetro. E isso representa a apreensão do veículo, perda de pontos ou até mesmo a perda da habilitação, e prisão.

As propagandas, também de forma hipócrita, dizem “Se for dirigir, não beba”. E algumas dizem “Se beber, não dirija”.

Ora, se você já vai sair para beber, por que sair de carro, dirigindo? Quem levará seu carro de volta para casa?

Se sair sem pensar em beber, e de repente beber, porque quer, pois ninguém empurra a latinha na boca dos outros, quemvai levar seu carro para casa?

Se dirigir, não beba, diz a propaganda. Então você vai deixar seu carro na rua, para ser furtado, e depenado?
As estatísticas mostram todos os anos que a bebida alcoólica é a maior responsável pelos acidentes de automóvel, seja nas cidades, seja nas estradas.

As bebidas também contribuem para o aumento da violência, seja nas ruas, nos bares, nas casas de shows e diversão noturna, como também dentro dos lares, com pais que chegam embriagados e batem nas esposas e nos filhos.

Quem se importa com isso? Os fabricantes de cerveja? Não, eles não estão nem aí, como se diz, para essas coisas. Eles só querem faturar! Essa é a dinâmica do capitalismo!

Quem se importa com os acidentes de automóvel, com os homicídios que acontecem nos bares, com as mortes nas estradas, com a violência doméstica? Os criadores das propagandas belas e animadas que incentivam os jovens e adolescentes cada vez mais a beber? Não, eles não estão nem aí para nada disso!

Quem se importa com os alcoólatras e dependentes químicos em tratamento, que perderam o emprego, a família, os amigos, a autoestima, etc, por causa da bebida? Quem se importa com as pessoas que morrem nas estradas e nas cidades em acidentes causados pelo álcool? Quem se importa com as pessoas que morrem nos bares e com os que sofrem violência dentro de casa por causa do álcool? Os artistas famosos e já ricos, que sequer precisam mais vender e vincular a sua imagem à bebida, fomentando o desejo e o vício e tudo o que ele traz de consequência? Não eles não se importam com nada disso! Eles só querem aparecer na mídia, ficar ainda mais conhecido, e ganhar mais e mais dinheiro, sem ter qualquer tipo de limite ético para vender a sua imagem.

Colocando essa realidade em outro ângulo agora, ainda temos a questão dos espíritos desencarnados que ficam presos à Terra por causa do vício da bebida, e não conseguem ascender para planos um pouquinho só acima da Terra.

O vício os prende à Terra, e eles ficam de bar em bar, e em todos os lugares onde as pessoas bebem, e eles, os espíritos desencarnados, também bebem junto com os encarnados, e isso muitas vezes cria laços, de simpatia, de afinidade, e eles podem ficar acompanhando por longo período de tempo o encarnado, e até morar em sua casa, esperando a próxima farra de bebida, e incentivando com o pensamento o desejo de beber, para que ele também beba junto, indiretamente. Essa é uma realidade que poucos conhecem.

Quem se importa com isso? Os donos das empresas de cerveja, os donos de agências de publicidade, os artistas, os mestres cervejeiros?

Todos os que fabricam, e também os que ajudam a divulgar as bebidas, seja fazendo as propagandas, como também os artistas que ganham dinheiro com as propagandas responderão um dia por todas as coisas ruins que decorrem das bebidas. Cada um deles é um cúmplice, um coautor da miséria que causou, do emprego que foi perdido, das vidas que foram ceifadas em acidentes de trânsito e em homicídios em decorrência do álcool.

A Lei do Carma, ou Lei de Causa e Efeito, registra cada ato, cada participação, cada responsabilidade individual e coletiva, e chegará o dia do acerto de contas com aqueles que lucraram com o sofrimento alheio.

Não há dinheiro que pague uma vida destruída!
Por isso, amigos, digam sempre NÃO à bebida!
Não imorta se vão dirigir ou não! O álcool altera o seu estado de consciência, mas de uma forma negativa, e alcoolizado você pode matar sem querer, seja atropelando uma pessoa porque seu reflexo diminuiu, seja numa discussão boba que foi acirrada pelo álcool.

Um bom carnaval sem álcool para todos!
Muita Paz!
Salvador, 10 de fevereiro de 2010.
Luiz Roberto Mattos

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