DESPREPARADOS PARA A MORTE

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Já tratei antes deste tema aqui, mas volto a ele porque é recorrente.

Na terça-feira passada, dia 19 de janeiro, na reunião mediúnica do centro de cura onde trabalho, recebemos três vítimas do terremoto do Haiti.

Na verdade, os médiuns foram levados até lá, entre os escombros, e se ligaram aos coitados que desencarnaram sem se dar conta do ocorrido, e transmitiam a fala deles através do corpo.
Uma mulher que dizia sentir muita dor e sem sentir as pernas, como se ainda estivesse no corpo; um homem com muita dificuldade de respirar, que se dizia debaixo dos destroços da casa, e ainda um terceiro.

Um deles era pastor, em Porto Príncipe, e dizia que tinha chegado o Juízo Final, e não aceitava ajuda, pois estava esperando Deus ir buscá-lo, pois havia dedicado toda a sua vida à Igreja.
Preso ao fanatismo de suas idéias, não aceitava nenhum argumento que contrariasse as suas crenças.
Nem o pastor, nem as outras duas vítimas demonstraram estar preparados para o que aconteceu, não apenas o terremoto, mas, sobretudo, para a morte, o desencarne. E isso é por demais comum.

Em outro momento, recebemos um espírito de um senhor de engenho que dizia estar em 1751, e que havia um escravo em cima dele, grudado em seu pescoço.
Ele não sabia que tinha morrido, e com muito custo o convencemos disso, após afastar o escravo do pescoço dele. O homem queria ainda se vingar do escravo que tirou a sua vida com um caco de vidro no pescoço dele.

Tratamos dos dois, mas até o final ainda não havíamos conseguido convencer o senhor de engenho de que estávamos em 2010, e não em 1751.
Passaram-se nada mais que 250 anos e eles dois não se deram conta da morte, ou seja, do desencarne. Parece incrível, mas isso acontece com muita frequência. Muita gente desencarna e leva anos e até mesmo séculos sem ter consciência do desencarne, e às vezes é preciso muita conversa e poder de convencimento para tirar a pessoa do seu estado mental alienado e preso ao passado.

Precisamos estar mais conscientes de nossa condição de encarnados temporários.
Devemos estar preparados para enfrentar o momento do desligamento corporal definitivo, da projeção astral definitiva.
Morrer é apenas desligar-se do corpo físico e não retornar mais a ele, mas o corpo espiritual é praticamente igual ao físico, só que mais plástico, mais dinâmico, e mais leve, permitindo a muitos de nós até mesmo voar no plano astral.

Morrer pode ser algo fantástico, mesmo que o seu momento seja doloroso.

Às vezes sentimos dor e não morremos. Assim, não tenhamos medo da dor.

Vamos adentrar o mundo espiritual de cabeça erguida, de malas prontas, de bagagem arrumada, prontos para o quer e vier, prontos para recomeçar uma nova vida, com outro corpo mais perfeito, e em um mundo realmente melhor, pelo menos para aqueles que não são maus.

Boa vida e boa morte, ou melhor, um bom desencarne a todos, quando chegar a hora.

Muita paz.
Salvador, 22 de janeiro de 2010.
Luiz Roberto Mattos

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