MORREU ACABOU…ACABOU?

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A humanidade tem sido espiritualista desde a mais remota antiguidade e desde o alvorecer da civilização, pois a religião é tão antiga quanto a humanidade.
O Homem de Neandertal, que surgiu por volta de 200 mil anos atrás, mais ou menos, e desapareceu há cerca de 50 mil anos, já enterrava seus mortos, colocando junto com o corpo do morto flores e objetos de uso pessoal, em muito se assemelhando ao que faziam os antigos egípcios.

Isso demonstra, para alguns estudiosos, a possibilidade de terem os neandertais algum tipo de religiosidade, e possivelmente terem já alguma forma de crença na vida após a morte.
O homem moderno, Homo Sapiens Sapiens, a nossa espécie, saiu da África há cerca de 100 mil anos.
De lá para cá, mudamos muito.
Saímos da idade da pedra para a idade da eletrônica e da informática, da era espacial e da física quântica.
Todavia, nossas religiões não mudaram muito.

Basicamente, a maior parte da humanidade continua acreditando em alguma forma de Deus, ainda que com uma visão antropomórfica.
Por outro lado, desde a mais remota antiguidade acreditamos na vida após a morte.
Se perguntarmos a qualquer índio no Brasil, nos Estados Unidos ou Canadá, ou a qualquer integrante de tribos africanas, quase todos dirão acreditar na existência do espírito e na vida após a morte. Isso é quase unânime.

O hinduísmo, o judaísmo, o budismo, o cristianismo e o islamismo, as maiores religiões do mundo, com maior número de seguidores, englobam a maior parte da população da Terra.
Somente a partir do Iluminismo, e mais fortemente com a Revolução Francesa, as religiões começaram a perder “fiéis”, e muitas pessoas, influenciadas por filósofos materialistas, deixaram de acreditar em um Deus, e na vida após a morte.
Isso é recente na História da humanidade.

O Marxismo, sobretudo com a implantação de regimes comunistas, começando na Rússia, em 1917, levou a descrença na religião e na vida após a morte a patamares jamais antes visto no mundo.

A Revolução Francesa iniciada em 1789 decretou a “morte de Deus”. E o comunismo pregado por Karl Max fez as pessoas acreditarem que “a religião é o ópio do povo”.
Assim, ao longo do século XX, e chegando até nosso tempo atual, neste início do século XXI, muitos são aqueles que foram influenciados por ideias materialistas, e que não acreditam em Deus, em qualquer forma ou visão que seja, nem acreditam na vida após a morte.

Ainda que muitos acreditem que isso não se repercute na sociedade, e que não a torne pior, a mesma coisa não pode ser dita em relação ao que acontece com essas pessoas quando morrem, e em grande parte essa visão materialista prejudica o recomeço da vida no mundo espiritual.
Os materialistas e descrentes na vida após a morte acham que a morte põe fim a tudo, ou seja, que morreu, acabou…
Será que acabou mesmo?

Trabalho com intercâmbio espiritual mediúnico há muitos anos, e desde os meus 20 anos. Tenho agora 51 anos.
Faço a chamada projeção astral, ou desdobramento, como preferem chamar os espíritas, também desde 1978.
Durante todo esse tempo tenho acompanhado centenas, talvez milhares de pessoas que fizeram a “travessia”, a “passagem” definitiva para o outro mundo sem o menor preparo, e em muitos casos simplesmente porque a pessoa não acreditava na vida após a morte, o que muitas vezes dificulta a compreensão do momento da morte, e a sua aceitação.
Recentemente, temos atendido em nosso centro de cura, na reunião mediúnica, algumas pessoas que morreram, que desencarnaram, nos terremotos do Haiti e do Chile
Primeiro vieram vários espíritos mortos no Haiti, e depois vieram os do Chile também, quando ocorreu o terremoto lá, e ainda recebemos alguns espíritos que foram mortos pelo tsunami do Chile.

Praticamente todos os que desencarnaram nesses dois terremotos e que foram trazidos para nosso atendimento não sabiam que tinham morrido, que tinham deixado de forma definitiva o corpo de carne.

Todos viviam na crença de que “morreu, acabou tudo…”.

Isso faz com que a pessoa se feche nessa ideia, e quando deixa o corpo pela morte, e passa a se ver da mesma forma como se via antes, pois o corpo espiritual, corpo astral ou perispírito é igualzinho em aparência e sensação de materialidade ao corpo de carne, ao corpo físico, a pessoa pensa que continua viva, ou melhor dizendo, a pessoa não pensa jamais que morreu. Isso nem lhe passa pela cabeça, pois não faz parte de suas crenças nem de suas reflexões filosóficas materialistas.

Quem não acredita na vida após a morte não pensa logo que morreu, quando se vê em outro lugar, por mais diferente que ele seja da Terra, mesmo vendo coisas que não via na Terra.
Tudo isso acaba prejudicando o socorro, o resgate, o amparo a esses espíritos, pois eles demoram muito a se dar conta de que morreram, e não é fácil para alguns admitirem que estavam errados, reconhecerem que Karl Max e tantos outros filósofos materialistas estavam também errados ao condenarem as religiões e em pregarem que não existe Deus nem vida após a morte.
Já atendi um pastor que morreu no Haiti, durante o terrível terremoto, e ele, mesmo acreditando na vida após a morte, estava aguardando ser resgatado pelo próprio Deus, pois tinha chegado o Juízo Final. Suas ideias e crenças religiosas também, nesse caso, atrapalharam um pouco o seu resgate. Mas a completa descrença na vida após a morte é muito pior do que o fanatismo e a visão estreita em certas crenças religiosas.

O último que atendi, morto há bem poucos dias no recente terremoto do Chile, dizia que tinha conseguido sair dos escombros, e nos pedia para irmos lá resgatar sua família. Pensava estar ainda vivo, no corpo físico. Depois de fazer um regressão de memória com ele, fazendo-o voltar até o momento do terremoto e da sua morte, “caiu a ficha”…e aí foi mais fácil a nossa conversa.
Outro caso, uma mulher que morreu no recente tsunami do Chile, engolida pelas ondas, havia apagado de sua memória o terrível momento da morte, face ao trauma que ela representou, e depois já começou logo a procurar pelo filho pequeno que se soltou de sua mão e correu.
Somente uma regressão de memória até o momento da morte foi capaz de mostrar-lhe a realidade, e pude então encaminhar a pobre criatura para uma cidade espiritual, prometendo que depois iriam dar a ela informações sobre seu filho.

Têm sido também constantes os casos de espíritos suicidas em nossa reunião, normalmente adormecidos, e sem querer acordar, sem querer despertar para a realidade. Todos em processo de fuga de si mesmo, fuga da vida que levavam.

Geralmente o suicida busca a morte para pôr fim ao seu sofrimento, e acreditando que tudo se acabará com a morte.
A maioria se desespera ao perceber que a morte não representou o fim da vida, e que esta continuou, ao contrário do que esperavam que acontecesse.
Quase todos os suicidas que tratamos estavam dormindo, sendo que a maioria estava junto de algum encarnado, normalmente paciente nosso, recebendo os “benefícios” do medicamento sonífero usado pelo encarnado, e estavam tomando junto com o encarnado o comprimido que o médico para passou para ele dormir.

O último que atendi nessa condição, após eu fazer a limpeza energética e a dispersão para neutralizar os efeitos do sonífero em seu corpo espiritual, e tirar-lhe o sono, literalmente, disse-me que ficava junto com o encarnado enquanto ele estava em depressão, porque normalmente o encarnado só queria dormir, e tomava remédio muitas vezes para isso, e quando o encarnado não tomava o comprimido, ele ficava insuflando a vontade de tomar o sonífero, e em último caso procurava outro deprimido que tomasse logo o remédio para dormir. Disse que tinha muita gente por aí com o que chamamos agora de depressão. E isso era um manancial inesgotável de remédio para ele dormir eternamente, que era o que ele queria de verdade, para não lembrar do passado doloroso.

Muitos suicidas que atendemos morreram após tomarem altas doses de sonífero, propositadamente, e não queriam mesmo acordar, mesmo sabendo que haviam morrido, e porque a morte não terminara seus sofrimentos, não apagando as suas más recordações, que os levaram ao ato desesperado do suicídio.
Muita gente realmente pensa mesmo assim: “morreu, acabou tudo, não há mais nada, não há mais vida, pensamento, sofrimento, etc.”.
Muitos filósofos levam séculos sem se dar conta de que morreram.

Já atendi um intelectual que morreu nas masmorras na Revolução Francesa; uma mulher marxista que não sabia que tinha morrido, em Salvador, no Brasil, nos anos do governo militar, de tuberculose, mas não acreditava na vida após a morte. E foram outros tantos casos tristes que já atendi, de gente despreparada para a morte, por acharem que não haveria nada além da morte. Apenas o vazio…

Morreu, para muita gente, sobretudo para os materialistas, acabou tudo…mas na verdade a morte não acaba com a vida, apenas nos liberta de um corpo de matéria mais condensada, e continuamos vivos com um corpo igualmente sólido, na percepção do desencarnado, e muito semelhante ao que chamamos de corpo de carne.
A morte é apenas uma mudança de mundo, mas sem mudança de personalidade.

Ninguém deixa de ser o que é repentinamente, apenas porque morreu…
Morreu acabou…será?
É melhor, na dúvida, preparar-se para o que poderá vir pela frente…uma nova vida em uma outra dimensão, com amigos, estudos, trabalho, crescimento evolutivo espiritual ilimitado e eterno…
Muita paz.

Salvador, 13 de março de 2010.
Luiz Roberto Mattos

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