A MORTE NÃO É O FIM DA VIDA

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O título deste texto é paradoxal, uma vez que ao pensarmos normalmente em morte logo nos vem à mente o fim da vida, mas apenas a vida física, é claro.
Contudo, não estamos falando aqui do fim da vida física quando dizemos que a morte não a extingue, mas estamos falando da vida espiritual que não termina com a morte corporal. E por isso estamos dizendo no título do texto que a morte física não representa o fim da vida espiritual.
Como isso é possível?

Sabemos, e todas as religiões sustentam essa ideia, que o espírito possui um corpo, que não se confunde com o corpo de carne.
Vejamos os diversos nomes que foram dados no passado a esse corpo espiritual nas culturas antigas até 5.000 anos a. C.: “Ka” (Egito); “Linga Sharira”, “Kama-Rupa” e “Mano-Maya-Rosha” (Índia); “Corpo Aeriforme” e “Khi” (China); “Nephesh” (Israel); “Corpo Sutil da Alma”, “Ochema”, “Eldôlon” e “Corpo Luminoso” (Grécia). E alguns nomes dados por sábios ou escolas ao corpo espiritual: “Carne Sutil da Alma” (Pitágoras); “Corpo Astral” ou “Vestrum” (Paracelso); “Astroiedê” (neoplatônicos); “Corpo Aéreo” e “Ígneo” (Plotino); “Veículo da Alma” (Próclus); “Corpo Fluídico” (Leibnitz); “Mediador Plástico” (Cudwerth); “Arqueu” (Van Helmont); “Influxo Físico” (Euler, matemático e astrônomo); “Modelo Ideal” (Saint Hilaire, naturalista); “Luz ódica” (Reichenbach); “Fantasma Póstumo” (Dassier); “Corpo Espiritual” ou “Corpo Incorruptível” (São Paulo); “Corpo Vital da Alma” (Tertuliano); “Aura” (Orígenes); Rouach (cabala hebraica); “Boadhas” (Zen Avesta); “Imago” (latinos); “Penumá” (Santo Hilário, São Basílio de Cesaréia, Santo Atanásio, São Cirilo de Alexandria, São Bernardo e Santo Agostinho). E a existência do corpo espiritual foi comprovada cientificamente por cientistas russos, ao qual denominaram de “Corpo Bio-plásmico”.

Como se observa, não apenas as religiões, mas também diversos sábios do passado afirmavam a existência de um corpo além do corpo material, ou físico.
A morte nada mais é do que a extinção da vida biológica, a dissolução do corpo físico, carnal.

Todavia, a morte em nada afeta a sobrevivência da alma, do espírito, que continua vivo, e que é imortal.
A morte liberta o espírito da prisão e da limitação que lhe eram impostos pelo corpo material.

O espírito, que já possuía outro corpo antes de nascer na matéria, antes de reencarnar, continua tendo outro corpo após a morte física, embora esse outro corpo não seja tão material quanto o corpo de carne, para a nossa visão e compreensão.
Como podemos ter certeza disso?

Muitas pessoas possuem o dom da vidência, ou clarividência, e podem ver os espíritos desencarnados em suas roupagens mais sutis.
Os espíritos desencarnados normalmente mantêm a mesma forma, a mesma aparência de sua última existência na Terra, de sua última encarnação, o que nos permite identificá-los.
Como podemos entrar em contato com os mortos?

Os médiuns de psicofonia ou incorporação nos permitem conversar com os espíritos desencarnados, e em muitos casos até reconhecer seu modo de falar e sua voz. Esses médiuns são verdadeiros telefones celulares vivos, que podem servir de instrumentos de comunicação entre os dois mundos, o dos “vivos” e o dos “mortos”. Os médiuns funcionam como “pontes vivas”.
Além da possibilidade de podermos ver ou conversar com os espíritos, enquanto nós estamos no corpo, em estado de vigília física, através da vidência ou da incorporação, também podemos sair do corpo e depois lembrar as andanças no outro mundo, o que é chamado pelos espíritas de emancipação da alma, denominação dada por Allan Kardec na obra O Livro dos Espíritos, marco inicial da doutrina espírita, ou desdobramento, como também é chamado pelos espíritas, ou o que outras correntes chamam de projeção astral, viagem astral, experiências fora do corpo, etc.
Comecei a ler sobre a doutrina espírita aos 18 anos, tendo lido todas as obras de Kardec em um só ano, e já aos 19 anos comecei a ler obras sobre viagem astral e outras coisas, e iniciei a criação e a experimentação de uma técnica para sair do corpo sem a perda da consciência, que eu chamava de “dormir acordado”.

É paradoxal dormir acordado. Mas era isso mesmo o que eu fazia.
Aprendi e exercitei o relaxamento profundo de tal forma que fazia o meu corpo entrar em estado de sono profundo, do ponto de vista fisiológico, inclusive cerebral, mas sem perda de consciência. Eu dormia fisicamente, mas estava mentalmente acordado, e alerta.

Assim, em poucos meses estava saindo consciente do meu corpo carnal, e vendo minha casa, depois meu bairro, minha cidade, etc, estando fora do corpo, em viagem astral.
Logo comecei a ir para outras dimensões. E assim passei a visitar regularmente o mundo dos “mortos”, e comecei a confirmar tudo aquilo que os livros espíritas, teosofistas, yogues, etc, descreviam.

Visitei cidades, como a conhecida Nosso Lar, descrita na obra psicografada por Chico Xavier, com o mesmo nome da cidade, e que terá brevemente lançado um filme sobre a obra.
Encontrei em poucos meses de prática de projeção astral ou desdobramento com parentes desencarnados, como minha avó materna, meu avô materno, meu avô paterno, um tio, e vários amigos que eu “enterrei” aqui.

Como o passar dos anos, fui encontrando praticamente todos os meus parentes e amigos que desencarnaram.
Quando meu pai desencarnou, em 2006, coincidentemente eu estava passando por transformações incríveis em meu nível de percepção fora do corpo. Estava cada vez mais percebendo a “materialidade” do corpo espiritual, do perispírito ou corpo astral.

Passei a sentir o calor da pele dos desencarnados com o toque das mãos, a sentir até mesmo os pelos da pele, a ouvir sons mecânicos, oriundos de aparelhos de TV e som, e não mais apenas captar a fala dos espíritos achando que era meramente telepatia o que eu fazia.

Comecei também a sentir o vento, a sentir sabor, tendo tido algumas experiências em que ingeri alimento estando no mundo espiritual em alguma festa.

Aos poucos meu tato no corpo astral foi se sensibilizando cada vez mais, e também a audição, a visão, a gustação, que é mais recente, e hoje apenas não tive ainda experiência de sentir cheiro no mundo espiritual, que eu lembre.

Com o passar do tempo, e com as experiências incessantes, tenho percebido cada dia mais como o corpo astral ou perispírito é parecido mesmo com o corpo físico.
Podemos abraçar os espíritos desencarnados, apertar em nossos braços nossos parentes e amigos queridos que “se foram”, e que na verdade estão muito mais próximos de nós do que imaginamos. A nossa separação é apenas vibratória.

Podemos ir a suas casas, como faço com meu pai, no plano espiritual, bater papo, comer com ele, rir com ele, como fazíamos na Terra física, fazer reuniões de família, fazer festas, etc, de modo muito semelhante ao que fazemos aqui.

Tenho cada dia mais percebido e confirmado o quanto a vida do lado de lá é boa, e mais do que isso, é maravilhosa, para aqueles que viveram uma boa vida, sem fazer o mal a ninguém, e só fazendo o bem, trabalhando com honestidade, amando, etc.

A vida verdadeiramente continua após a libertação da alma, após o que apenas por causa de nossa ignorância e limitação chamamos de morte.
A morte não existe mesmo! O espírito apenas deixa o corpo, como faz toda noite ao dormir, e apenas não mais retorna a ele. É uma projeção astral definitiva, sem volta…
A morte não é o fim da vida! Não é mesmo!

Nossos entes queridos que partiram na nossa frente estão à nossa espera, e nos receberão com alegria e com festa quando desencarnarmos, isso, é claro, se nossas relações afetivas tiverem sido saudáveis e positivas.
O amor que une as almas jamais desaparece!

Uma mãe, um pai, uma avó, um avô, nunca se esquecem de nós. Eles nos aguardam ansiosamente. Como também nos aguardam os filhos que partiram primeiro por alguma razão.
Amigos aguardam amigos pacientemente para o alegre reencontro.

As relações continuam. E por isso é bom fazermos amigos verdadeiros, e amar muito as pessoas. Elas estarão à nossa espera para nos auxiliar na readapção necessária quando retornarmos ao mundo original.
O mundo espiritual é que é o mundo original, não este.

Estamos aqui como mergulhadores usando um escafandro de carne em seu mergulho, descendo em um meio mais denso e pesado, que limita mais o movimento. Mas logo deixaremos a vestimenta pesada que é o escafandro de carne, e retornaremos para a superfície iluminada, de onde havíamos saído apenas temporariamente para um breve mergulho na matéria.
Nossa “internação na matéria” é necessária, mas muito breve, diante da imortalidade e da eternidade!

Muita gente se lembra de ter estado no mundo espiritual com seus familiares ou amigos que já partiram para lá. Mas normalmente as pessoas acham que tudo não passou apenas um sonho criado pela mente, e fruto do desejo de encontrá-los.

Leiam livros como Nosso Lar e a série de André Luis, e leiam livros como a minha obra Sana Khan – Um Mestre no Além, para terem uma ideia de como podemos aprender a sair do corpo e recordar as andanças no mundo dos “mortos”, que estão muito mais vivos do que nós.

Muita Paz!
Salvador, 14 de março de 2010.
Luiz Roberto Mattos

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