O AMOR

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O amor…ah o amor…

Essa palavra curtinha desperta sentimentos diversos nas pessoas…

Uns lembram logo das grandes paixões que tiveram, ou que ainda têm, outros pensam na mãe, ou no pai, ou no filho, ou filhos, amigos, etc…

Não existe unanimidade de entendimento acerca do que seja realmente amor…

Há quem confunda até mesmo tesão com amor…

Particularmente, distingo as três coisas, como já tive oportunidade de escrever aqui, sobre sexo, amor e paixão…

Não vou repetir tudo novamente. Este não é o meu objetivo agora.

Volto um pouco ao assunto, mas dessa vez apenas para falar de amor…

Para mim, amor é sentimento, não emoção, porque é mais duradouro do que uma emoção, que é passageira,e de duração mais curta. O amor dura eternamente. Falo eternamente mesmo, que nos acompanha de uma vida para outra.

Encontramos na atual existência pessoas que já amávamos antes, no passado, muitas vezes remoto, em outras vidas…

Uma mãe de outra vida pode aparecer agora como um filho, uma filha, um esposo, uma esposa, um amigo, um chefe no trabalho, um professor na escola, etc. E nesse caso a identificação e a afinidade, a simpatia, surgirão de imediato, repentinamente, e sem explicação.

Aliás, não há explicação para o amor. A única coisa que consigo entender do amor é que ele é intrínseco ao Criador, Deus, o Absoluto.

O Absoluto é todo amor. É consciência com amor, inteligência com amor, poder com amor…e então tudo por Ele criado recebe um toque de amor…

Todas as criaturas, que são expressões e emanações do Absoluto, amam, à sua maneira, e todas, sem exceção, estão carentes de amor, e são tocadas pelo amor, e pelo carinho.
É por isso que conseguimos conquistar uma cobra, um tigre, ou um crocodilo com carinho e amor, como já tive oportunidade de vivenciar.

O amor supera e suplanta agressividade natural decorrente do instinto de sobrevivência. E assim nós “amolecemos” um ser selvagem como um leão e o transformamos em um bichindo dócil como um cãozinho doméstico. É a atuação do amor.

A paixão é outra coisa, totalmente diversa.

Na paixão, há envolvimento de formas, quase sempre. Apaixonamo-nos pelo belo, pela bela, pelas formas perfeitas, dentro de nosso condicionamento estético. E com a mudança da forma, muitas vezes a paixão se esvai…e desaparece totalmente…quem nunca percebeu isso?

Quantos casais belos se casam e depois de um ou dois anos estão se odiando? Onde foi parar aquela atração física louca? Aquele tesão sem fim, e sem controle, que deixava cego…
O amor me lembra, sobretudo, os pais, mas os pais de verdade, que amam indistintamente.

Os pais verdadeiros, digo aqueles que criam os filhos, que nem sempre são os pais biológicos, são a mais perfeita expressão do amor na Terra.

Os pais amam seus filhos e sempre os acham belos. Mesmo que todos os achem feios, os pais sempre são “corujas”, e sempre veem a beleza nos filhos. Os olhos de quem ama de verdade nunca veem feiura nos filhos.

Os pais amam mesmo quando os filhos os maltratam, ou quando entram na vida do crime, se tornam traficantes de droga, matam, roubam, ferem, sequestram…os pais de verdade não deixam de ir na prisão visitar seus filhos criminosos aos olhos da sociedade e da lei…por que, para eles, seus filhos continuam sendo seus filhos, e objeto do seu amor incondicional…isso é amor de verdade…os pais amam mesmo os piores filhos, os mais imperfeitos e ingratos…

O amor que se transforma em ódio não é amor verdadeiro! Era apenas paixão, talvez uma fortíssima paixão, mas apenas uma paixão, e como paixão tem os dias contados, por mais que os dias pareçam durar…

Quem ama perdoa sempre, não importa o tamanho da ofensa, da agressão física ou verbal que tenha recebido do ente amado. Isso não é masoquismo. Não é gostar ou querer ser maltratado, é ter amor, é sentir amor, e esse sentimento superior, nobre, nos faz perdoar sempre, não importa a ofensa…

Por isso o amor é eterno depois que surge, enquanto a paixão é de curta duração, é realmente passageira, transitória e efêmera…

O amor…ah o amor…

Ame muito…mas ame de verdade…coloque o seu foco do coração no amor verdadeiro, que nunca se extinguirá…a paixão é coisa da nossa infância espiritual…o amor é sinal de maturidade da alma…

Quem já consegue amar sem restrições, sem condicionamentos, não importa a raça, a cor da pele, a condição econômica, o sexo, a beleza ou a feiúra, já antecipa o estado em que viverá futuramente no Paraíso…

O amor acalma, pacifica, une, aceita, e nos eleva aos céus…

O amor…ah o amor…que sentimento puro…maravilhoso…Divino…

Muita paz.
Salvador, 21 de fevereiro de 2010.
Luiz Roberto Mattos

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