GENEROSIDADE

Print Friendly, PDF & Email
Avalie o artigo

Ontem, ao cair do dia, fui ao cinema pensando em assisitir ao filme sobre a vidade de Chico Xavier.
Como a próxima sessão já tinha a venda de ingressos esgotada, com uma hora e meia de antecedência, procurei outro filme para ver, e o mais próximo era Um Sonho Possível, e então comprei, mesmo sem saber qual era a estória e quais os atores, dados que normalmente considero básicos e relevantes.
Ao passar perto de um cartaz na entrada das salas de projeção, vi que a atriz principal do filme era Sandra Bullock, minha musa do cinema, como chama minha esposa (rss), o que já pagaria o filme.
Para minha surpresa, e felicidade, a estória era belíssima, e baseada em fatos reais, verdadeiros, e uma fonte de inspiração sobre a generosidade e a bondade.
Por isso desde ontem à noite decidi escrever sobre o filme e sobre esse tema sobre o qual venho pensando há algum tempo.
O filme narra um ato belíssimo, de desinteresse, de bondade natural, de caridade pura, de generosidade legítima, quando uma família acolhe em sua casa um jovem prestes a completar 18 anos, que estava estudando na mesma escola dos filhos da família, mas sem ter onde dormir.
Acolhem e levam para casa um rapaz alto, forte, completamente estranho na cidade, sobre quem não sabiam nada, colocando inclusive em risco a segurança da família toda.
A família é muito rica, possuindo 85 restaurantes, ou lanchonetes.

Um detalhe importante, a família é de brancos, enquanto o rapaz é negro. Eles moram na Menphis, e nunca sequer tinham ido ao lado negro e pobre da cidade, de onde era o rapaz que acolheram em casa.
O filme mostra como não apenas um ou dois familiares adotaram o jovem, mas como toda a família, sem exceção o acolheu.
O garotinho caçula tinha o rapaz como se fosse seu irmão mais velho, e assim falava dele na escola. A garota quebrou o gelo do preconceito na biblioteca do colégio e foi se sentar junto dele, que estava sozinho, isolado, por conta do preconceito de cor, e por ser pobre.

A mãe defende o rapaz com unhas e dentes, e está disposta a tudo mesmo, para manter a sua integridade. Lutou por ele como se fosse seu filho biológico.
Compraram-lhe roupas novas, contrataram uma professora para auxiliá-lo devido às dificuldades na escola, pois vinha de escola pública, e tinha dificuldades de leitura. E até deram-lhe um carro, novo, uma caminhonete cara. Tudo sem qualquer tipo de interesse mesmo.
O rapaz vira atleta de futebol americano na escola, auxiliado pelo pequeno treinador que era o caçula da família, de modo muito engraçado e divertido no filme.
A família o prepara para ingressar na universidade, e ele vira atleta naquela em que entrou, e daí virou atleta profissional.
A família ia assistir a todos os jogos dele.

No final, nos chamados créditos extras, o filme mostra a família verdadeira, em várias fotos, com o atleta famoso.
O filme é impressionante, engraçado, e sobretudo inspirador.
Fez-me lembrar do que vivo falando com meu filho caçula, sobre a generosidade.
Generosidade no trânsito, dando a vez ao outro motorista, deixando as pessoas atravessarem a rua, sobretudo nas faixas de pedestre, porque normalmente nem nelas as pessoas atravessam com tranquilidade.

Dar preferência a idosos, a crianças, a transporte escolar no trânsito, às ambulâncias, corpo de bombeiro e polícia.
Generosidade em casa com os filhos, a esposa, o marido, os pais, os avós, com os mendigos de rua.
Mesmo que não tenhamos a mesma coragem e disposição da família americana que o filme mostra, de forma inspiradora, que pelo menos tratemos com respeito os pobres e os mendigos, os garotos das sinaleiras, os velhos, os deficientes físicos, etc. Muitas vezes um gesto de carinho, um sorriso e um pouco de atenção valem mais do que algumas moedas que não mudarão a vida dessas pessoas.

A generosidade vem de dentro, vem do coração, e jamais pode ser forçada. Ou brota, espontaneamente, ou não brota. Não sai à força, nem de forma artificial. É um ato instantâneo, inesperado. Mas pode ser exercitada!
Jesus foi o maior exemplo de generosidade que a Terra tem notícia. Ele mandava os discípulos darem o dinheiro da bolsa de moedas aos pobres, e não ficavam com nada. Não tinha onde dormir, não tinha casa, não tinha roupas para trocar, nem mala, nem bagagem, nem nada para carregar. Só uma túnica e um manto, que servia de cobertor para as noites frias.
Não é que devamos fazer isso da forma como ele fazia. Nós não temos as mesmas razões, nem a mesma motivação, e os tempos são outros.
Todavia, todos nós podemos ser generosos a qualquer dia, e a qualquer hora.
A generosidade pode estar presente em nossas vidas o tempo todo.

Desde o abrir a porta do elevador para outros entrarem, dar preferência no trânsito, pagar uma refeição a quem precise de verdade, uma ajuda na hora certa, que pode salvar uma vida e uma família.
Podemos fazer muito mais do que fazemos. Todos nós, sem exceção!
Jesus dizia que é mais fácil um camelo passar no fundo de uma agulha do que um rico entrar no reino dos céus, e isso deve ser verdade mesmo, porque a maioria dos ricos se torna muito individualista, muito egoísta, sem se importar com a dor e o sofrimento dos outros, e se isola nos castelos de ouro e cercados de conforto e luxo, e de cercas elétricas.
A família americana mostrada no file Um Sonho Possível é um exemplo de que pode ser diferente. Um exemplo de ricos generosos, muito generosos, humanos ao extremo, e sem preconceitos raciais ou de classe e renda.

Que possamos ver o filme, refletir, e nos inspirar para tentarmos ser mais generosos uns com os outros neste mundo transitório no qual todos somos irmãos em evolução.
Muita Paz!

Salvador, 03 de abril de 2010.
Luiz Roberto Mattos

Conheça nossa loja virtual: http://mestresanakhan.com.br/loja/

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *