O SER HUMANO IDEAL

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Ontem pela tarde, ao ouvir uma palestra sobre humanização das profissões, e depois de uma amiga que estava comigo ter encaminhado uma pergunta para a mesa redonda que se seguiu, e não ver respondida a sua pergunta de forma satisfatória, fiquei me perguntando o que é ser humano. Essa foi a pergunta feita e não respondida de fato.
Um dos palestrantes chegou a dizer no finalzinho da mesa redonda que o que vemos por aí, ou seja, tantas coisas ruins, é ser humano.
De fato, o que é ser humano?

Essa é a minha reflexão de hoje, inspirada na pergunta de minha amiga Rosana.
Quando surgiu o homem na Terra?
O homem surgiu há mais de um milhão de anos, ou seja, o gênero Homo.
O chamado Homem de Neandertal, ou homem das cavernas, que já era homem, ou seja, um ser humano, já existia há 200 mil anos atrás, e desapareceu há cerca de 50 mil atrás.
O homem sapiens sapiens, que é o homem moderno, a nossa espécie, chegou a conviver com o Neandertal, e saiu da África há cerca de 100 mil anos e se espalhou pelo mundo.
A história da humanidade é uma história de lutas, guerras, desafios, conquistas, criações, destruições, amores e ódios.
O que chamamos de civilização, com a construção de cidades, tem apenas cerca de 6.000 anos, tendo começado cerca de 4.000 anos antes de Cristo, na Mesopotâmia e Egito.
Antes disso, vivíamos em aldeias, em vilas, de forma mais primitiva, e sem muita divisão de tarefas, e sem a noção propriamente dita de propriedade privada, porque ninguém era dono da terra.
Antes da civilização, que é recente em nossa história humana, não tínhamos modelos humanos de perfeição a serem seguidos.

Não tínhamos sequer códigos de leis antes da civilização. E o primeiro código escrito de leis nasceu com Hamurabi, na Mesopotâmia.
Quase na mesma época surgiu um novo código escrito de leis, que foram Os Dez Mandamentos, apresentados por Moiseis ao povo hebreu, que tinha acabado de deixar o Egito, e estava no deserto do Sinai.
Idéias como o mandamento “Não Matarás”, além de muitas outras, eram coisas novas na humanidade, e o código de leis apresentado por Moiseis não ficava limitado a ações humanas materiais concretas, como matar, furtar, etc, mas incluía também o desejo, pois a lei por ele apresentada também dizia para não se dejar as coisas dos outros, da mulher ao jumento, etc.
Os Dez Mandamentos apresentados por Moiseis tinham também um norte moral para o ser humano, e não cuidava apenas das coisas materiais.
Esse código de conduta de Moises teve grande influência no comportamento dos hebreus, e depois no comportamento dos judeus, e foi nesse cenário que nasceu Jesus, que apresentou um novo código de conduta moral, ainda mais avançado, mas não escrito naquele momento. Ele nada escreveu.
Anos depois alguns de seus discípulos mais próximos, denominados de apóstolos, escreveram sobre a sua vida, a sua pregação, e a sua mensagem, e algumas pessoas escreveram baseadas em relatos de discípulos, e assim nasceram os conhecidos Evangelhos.

Jesus deu ao mundo um norte diferente de como podemos ser.
Estávamos acostumados com a pena de Talião, do olho por olho e dente por dente, e ele nos falou de pagar o mal com o bem, de uma forma nunca antes dita, e revolucionou os costumes de algumas pessoas.
Jesus falava sobre perdão ilimitado das ofensas, e dizia que ninguém deveria julgar nem condenar, porque todos somos igualmente pecadores, todos erramos, e que por isso seremos julgados com o mesmo rigor com que julgarmos o nosso próximo.
Ele falava em amar não apenas os que nos amam, pois isso todos fazem, mas dizia para amarmos também os nossos inimigos, e para fazer-lhes o bem, e orarmos por eles.
Falava o rabi da Galiléia sobre reconciliar com os inimigos enquanto estivermos lado a lado com ele, aproveitando a oportunidade de estarmos juntos.
Jesus falava para não darmos tanta importância às coisas materiais, pois elas ficarão na Terra quando morrermos fisicamente, e para não juntarmos tesouros na terra, onde as traças e a ferrugem destroem tudo, devendo apenas acumular tesouros no céu, onde ele jamais será destruído.

Falou sobre deixar de sacrificar animais e coisas materiais para tentar agradar a Deus, e nos disse que o sacrifício mais agradável ao Senhor é o de nossas imperfeições, de nossos defeitos, nossas mágoas, nossos vícios, etc.
Nenhum ser humano antes de Jesus falou de amor ao próximo, de perdão, de renúncia, de reconciliação, de não julgamento e tantas outras coisas como ele. Nem Sócrates, nem Platão, nem Tales de Mileto, nem Epicuro, nem Zoroastro, nem Crisna, nem Buda, nem Maomé, ninguém, absolutamente ninguém antes de Jesus falou dessas coisas como ele.
Assim, podemos dizer com muita tranquilidade, e sem fanatismo, nem medo de errar, que Jesus de Nazaré, o judeu da Palestina que viveu no século I d.C. apresentou ao mundo um código de conduta e comportamento totalmente novo, e revolucionário.
Jesus apresentou para a humanidade um novo modelo de ser humano.
Ofereceu para nós um modelo de perfeição possível, ainda que difícil para a maioria.

Podemos ver que algumas pessoas depois dele procuraram seguir esse modelo novo de ser humano, como seus apóstolos, tendo muitos deles sido inclusive mortos como ele sem deixarem de pregar o que aprenderam com o mestre, e ainda pessoas como São Francisco de Assis, como Madre Tereza de Calcutá, Irmã Dulce, Chico Xavier e outros também seguiram seus passos, colocando em prática o seu modelo de ser humano.
Pedro foi cruficado em Roma de cabeça para baixo. E morreu alegremente.
João, o mais novo dos apóstolos, foi encarcerado e morreu na prisão, e lá escreveu seu Evangelho e ainda o Apocalipse, na Ilha de Patmos.
Nenhum de seus discípulos o renegou para salvar a própria vida, salvo Pedro, mas apenas por questões de horas, devido ao medo e desespero ao ver o mestre ser preso.
Nem Crisna, nem Buda, nem Maomé, nem Confúcio foram presos, torturados, crucificados, e nenhum deles pregou como Jesus sobre o amor e o perdão, nem sobre amar os inimigos, nem sobre a renúncia completa à sua própria vida.

Jesus nos deu, sim, um novo modelo de ser humano, inaugurando verdadeiramente uma Nova Era para a Humanidade.
Ele veio mostrar como podemos ser!
Jesus apresentou um modelo de homem diferente, mais justo, mais amoroso, mais compassivo, menos apegado às coisas materiais, cuja posse e propriedade é apenas transitória e muito passageira.
Ele iniciou a era do perdão total das ofensas, a era da reconciliação com os inimigos, a era do amor aos inimigos, do orar e fazer o bem pelos que nos perseguem e nos caluniam, a era do não julgamento do outro.
Esse modelo que Jesus apresentou, não apenas em teoria, mas principalmente vivenciado por ele mesmo, que o sustentou até a morte, é o modelo que devemos seguir, é o novo modelo de ser humano.

Assim, o que é ser humano?
Hoje, para mim, e é a resposta que eu teria dado à pergunta de Rosana, se estivesse fazendo a palestra, é que ser humano hoje deveria ser tentar seguir o modelo de homem que Jesus nos apresentou e vivenciou há 2.000 anos.
Não podemos simplesmente dizer que ser humano é ser o que está aí!
O ser humano que está aí presente no mundo ainda é um ser humano animalizado, bestializado, que faz guerras estúpidas, que mata, que rouba, que se droga, que sente inveja, que é vaidoso, orgulhoso, avarento, mesquinho, ciumento, egoísta, etc.
Então, vamos seguir esse modelo de ser humano velho, milenar, mas falido, e que não deu certo, ou vamos seguir o novo modelo de ser humano mais evoluído e perfeito que nos ofereceu Jesus de Nazaré?

Quanto mais gente adotar o novo modelo de ser humano dado por Jesus, mais rapidamente a humanidade mudará, e o Planeta Terra se tornará realmente um mundo de felicidade.
A escolha é nossa! O futuro é nosso! É a nossa felicidade que está em jogo! Saibamos escolher bem!
Muita Paz.

Salvador, 09 de maio de 2010.
Luiz Roberto Mattos

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