PSICOLOGIA ESPIRITUAL

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Ouvi essa expressão – Psicologia Espiritual – de um amigo e companheiro de trabalho, e que é psicólogo desencarnado.
Para falar desse assunto, vou inicialmente fazer um breve relato sobre um conhecido meu, que está no início da adolescência, em tratamento, e como é difícil os psicólogos e psiquiatras apreenderem toda a dimensão da sua problemática e darem o tratamento adequado que a pessoa precisa.
O que sei sobre algumas de suas vidas passadas me foi transmitido pelo amigo espiritual para melhor entendimento das questões íntimas e espirituais da pessoa.
Há cerca de 600 anos atrás, ou um pouco menos, essa pessoa foi um grande saqueador, que acumulou um grande tesouro. Ao desencarnar ao fim dessa encarnação, de doença, provavelmente infecciosa, ficou preso ao tesouro, e acabou acompanhando todo o processo de decomposição corporal, o que não é tão incomum acontecer.
Em outra vida posterior, viveu um triângulo amoroso, tendo sido apaixonado por uma mulher, por quem seu melhor amigo também era apaixonado.
Houve um duelo entre os dois, que disputavam o amor da mesma mulher, e ele venceu o amigo, e ficou com a mulher.
Depois, em outra vida, novamente os três se reencontram, os dois homens e a mesma mulher, e novamente vem a disputa entre eles, e a mulher, diante da disputa, escolhe a pessoa de quem estou a falar, mas seu amigo, também muito apaixonado, ao receber a carta de amor que a mulher lhe confiou para ser entregue ao outro, extravia propositadamente a carta, e não a entrega, e fica com a mulher. E o outro amigo, que na verdade havia sido o escolhido, mas que não sabia, fica desolado, e deixa a sua casa, e sai pela aldeia, que ficava dentro de suas terras, e é assassinado pelos aldeões.

Em outra vida, a pessoa de quem estou a falar era uma mulher, e se envolve amorosamente com um homem casado, e este, querendo se livrar dela, manda matá-la, e a mulher teve então a garganta cortada.
Mais recentemente, ainda jovem, a pessoa central da estória foi levada por espíritos desencarnados a cometer suicídio.
E ainda mais recentemente, foi abortado.
Hoje está na adolescência de mais uma etapa de vida, para usar uma expressão de um companheiro de trabalho mediúnico.
Já sofreu muita influência espiritual, e precisou de tratamento de desobsessão, ainda praticamente na infância. Eram antigos companheiros dos tempos de saqueador cobrando-lhe feitos cruéis, a exemplo de assassinato de companheiro.

Alguns estavam tentando induzir o suicídio mais uma vez.
Hoje ele se vê entre os outros dois protagonistas da estória acima contava, em ligeiro e muito superficial resumo, apenas com a intenção de mostrar mais adiante a origem de algumas de suas questões íntimas e psicológicas.

O adolescente em questão é uma pessoa que tem TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo), achando que tudo pode infectá-lo, tendo medo de contato do germes, e lava as mãos e procura não tocar em tudo, e pega na maçaneta das portas em casa com a camisa, para não ter contato direto com o objeto que pode passar-lhe infecção. Foi diagnosticado por psicólogo e psiquiatra como sendo esquisóide, vivendo na fronteira entre o esquisóide e o esquisofrênico. Tem medo de sair às ruas, medo das sinaleiras, pois todo mundo representa ameaça para ele. Os pobres das sinaleiras são traficantes para ele, que por isso sente medo. Já não quer mais sair de casa, salvo raramente para ir a um cinema, e só quando o filme lhe interessa muito mesmo. Vive um conflito interno, inconsciente, por estar entre os dois outros personagens de seus dramas passados. Agora ele é filho da mesma mulher que tanto amou e do antigo companheiro. Filho da mulher que um dia foi seu amante (homem) casado e que mandou matá-lo (sendo na época mulher), e do amigo que traiu a sua confiança ao não lhe entregar a carta da amada, e que acabou levando-o à morte nas mãos de aldeões que provavelmente o odiavam.

É um quadro extremamente complexo, e intrincado, de resgate, de tentativa de reconciliação, de aprendizado, estando entre pais espiritualistas que agora têm o dever de encaminhá-lo para o equilíbrio e a sanidade mental completa, uma vez que ambos contribuíram um pouco para o seu estado atual de adoecimento.
Faz tratamento psicológico há mais de quatro anos, mas sua psicóloga não dá conta de seu processo, e já foi medicado por psiquiatra, mas que não o acompanha no cotidiano, e que apenas o medicou.

Tenho pensado muito nos últimos anos, não apenas por causa desse caso, mas também por outros com os quais entro em contato no centro espiritualista de cura onde trabalho, em como a maior parte dos psicólogos e psiquiatras não tem condições de ajudar de uma forma melhor e mais eficiente pessoas ora encarnadas por não ver o espírito e sua trajetória de vidas passadas, e por não perceber como o passado das pessoas (de vidas anteriores) ecoa no seu presente.
Quantos traumas, quantos desajustes, quantas fobias, quantas psicoses e neuroses, etc, têm sua origem lá atrás, no passado muitas vezes longínquo, em outras vidas, em outros tempos. E continuam fazendo estragos aqui e agora.

Quando os psicoterapeutas enxergam apenas esta vida, da infância em diante, não têm condições muitas vezes de entender certos processos, como no caso aqui relatado resumidamente.
A pessoa aqui colocada como protagonista de uma estória desajustada ao longo dos séculos apresenta vários problemas psicológicos. Mas seus cuidadores não têm condições de entender plenamente seu processo de adoecimento espiritual. Não é o corpo que está doente, mas a alma, o espírito.
Trata-se de um espírito que nunca desenvolveu qualquer tipo de religiosidade na sua trajetória evolutiva. Não tem qualquer ligação (não se sente ligado!) com Deus, Jesus, ou qualquer outro ser espiritual.

Tem dificuldade em confiar nas pessoas, e por isso tem dificuldade de fazer amigos, pois sempre foi individualista, e muito apegado a coisas materiais, por isso acumulou tesouro no passado.
De certo modo ainda disputa, inconscientemente, o amor daquela mulher, hoje sua mãe, com seu velho amigo, agora seu pai.
Ainda mede forças com aquele grande e melhor amigo do passado, agora seu pai.
Repele, ao mesmo tempo em que ama, aquela mulher, agora sua mãe, porque se sentiu por ela rejeitado, e por ter sido assassinado a mando dela (no passado homem, seu amante).
Há um misto de amor e ódio dentro dele em relação aos seus pais.
Durante um tempo falou muito em se matar, ainda criança, e brigava muito com a mãe, e afrontava o pai.
É um ser em resgate, em reajuste com a Lei de Causa e Efeito, novamente colocado entre afetos e desafetos do passado, para a reconciliação. Frágil. Sem religiosidade. Sem muito afeto pelos outros. Apegado a tudo o que é seu, e não doa nada, nem um bonequinho sem uso.
Não tem compaixão pelos pobres.

Egoísta. Individualista. Mas dentro dele há uma vontade de ser feliz, uma fragilidade imensa escondida por trás de uma arrogância aparente. Doçura por trás da agressividade.
Como hoje conheço um pouco da sua estória de vida, algumas de suas vidas passadas, e convivo com essa pessoa, vejo claramente que sem o conhecimento de toda a sua estória nenhum psicólogo e nenhum psiquiatra poderá dar conta integralmente do seu processo de adoecimento psíquico.
É exatamente por causa disso que quero chamar a atenção para a necessidade de esses profissionais buscarem o espírito dentro da matéria. Sem ver o espírito imortal dentro do corpo material não é possível entender perfeita e completamente as questões mentais e psicológicas das pessoas.
Precisamos mesmo colocar o espírito nesse processo de conhecimento da psique!
A mente, a psique, é o espírito!

Não podemos ver a mente como uma coisa separada, isolada, como se ela nada tivesse a ver com a alma encarnada.
Enquanto não se perceber o espírito, que é quem está doente, e ficarmos apenas medicando com química, achando que isso resolverá o problema, estaremos apenas dopando as pessoas, deixando-as calmas, em aparência, tranquilas, superficialmente, apáticas, sem estudar e sem trabalhar, como alguns casos que conheço, e achando que estão curando.
A química por si só não cura a mente. E a terapêutica superficial, que não enxerga a alma imortal e com sua estória de vidas anteriores, não pode dar conta dos complexos processos da alma adoecida ao longo de suas vidas, como no caso aqui relatado.
Procuremos estudar a alma, o espírito, muito além da matéria, para podermos verdadeiramente ajudar aos doentes da alma.
Um medo, um grande medo, uma síndrome de pânico, por exemplo, pode ter origem em lembranças do passado, ou em perseguição espiritual real e atual, com grande influência de desencarnados no presente, e pode o terapeuta não enxergar nada disso, e achar que nada tem a ver com espíritos, nem com vidas passadas, e então resta apenas prescrever química, mas até quando…

Quantos processos de doenças psíquicas tenho acompanhado e tenho visto que os terapeutas não veem a existência de espíritos na estória.
É preciso abrir a mente, ir além da matéria, além do cérebro físico, para enxergar a alma e seus processos internos de adoecimento.
Sem isso, apenas ficaremos tratando a superfície, e adiando a verdadeira cura do espírito.
Não são críticas o que aqui faço aos profissionais de saúde mental, nem tampouco à ciência, mas um chamamento à reflexão.
O que viso é o bem e a saúde mental de toda a humanidade!
Muita Paz.

Salvador, 25 de abril de 2010.
Luiz Roberto Mattos

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