NÍVEIS DE PROJEÇÃO ASTRAL

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Costumamos falar sobre projeção astral, ou desdobramento, como é mais conhecida a projeção no meio espírita, de forma genérica, sendo o fenômeno de saída do corpo físico, mas não fazemos normalmente distinção do que tenho pensando recentemente se tratar de níveis de projeção.
Explicarei melhor.

Todos nós, quando dormimos, saímos do nosso corpo físico. Ou melhor, quando nosso corpo físico entra no que chamamos de sono, por necessidade de repouso e refazimento, nós, espíritos, o deixamos temporariamente, e retornamos ao nosso mundo original, que os espíritas chamam de forma genérica de mundo espiritual, e outras correntes subdividem em plano astral, plano mental, etc.

É o corpo físico que dorme! E nós, espíritos, o deixamos, conscientes.

Todavia, nem sempre nos lembramos dessas saídas, nem do que fazemos, nem para onde vamos.

Ao deixarmos o corpo físico, podemos permanecer apenas no nosso quarto, ou na nossa casa, ou sairmos pela nossa cidade, ou irmos a outros países, mas permanecendo apenas em contato visual com o mundo material, o plano físico, e nessa situação podemos algumas vezes ver coisas e depois confirmarmos que elas de fato existem; ver acontecimentos e lugares e depois confirmarmos a sua existência.

Dou um bom exemplo disso na experiência do ovo frito, em uma projeção acontecida em 1978, em minha casa, quando tinha 20 anos, e estava começando as minhas experimentações de projeção. E esse relato pode ser lido na íntegra no meu livro Sana Khan – Um Mestre no Além, volume I, e novamente, mais profundamente analisado, no início do volume III.

Vi cenas e pessoas pela manhã cedo em minha casa, e quando despertei e fui até a copa pude confirmar que tudo o que eu vi lá quando estava projetado havia mesmo acontecido, igualzinho.
Considero esse tipo de projeção como Projeção do Tipo 1.

A Projeção do Tipo 1 é aquela em que saímos do corpo físico e apenas ficamos em contato com o plano físico, o mundo que chamamos de material, vendo o mundo físico como ele é, em que pese podermos também ver espíritos, tanto encarnados quanto desencarnados em nossa casa, nas ruas, e em qualquer lugar aonde formos, mas apenas no plano físico, apesar de estarmos fora do corpo.

Podemos nos projetar com plena consciência, como muitos gostam de chamar, o que hoje apenas considero ser a lembrança do momento da saída do corpo, pois dele sempre saímos com consciência, e apenas mantermos contato com o plano físico, material, sem descermos ou subirmos dimensionalmente, sem irmos ao mundo espiritual propriamente dito, sem irmos aos planos astral, mental, etc. Sem entrarmos em contato com as cidades, vales, florestas, mares, rios, etc, do mundo espiritual. Sem descermos ao chamado umbral, ou aos abismos, nem subirmos aos planos mais sutis de existência.

Na Projeção do Tipo 2, saímos do corpo e mudamos de dimensão, passando a estar em contato real com o plano astral, mas nas zonas inferiores, no umbral ou nos abismos. Ou seja, nesse tipo de projeção, mesmo com plena consciência, apenas entramos em contato e mantemos relação com o plano astral inferior. Vamos a cidades no umbral, vales sombrios, estruturas de construções sombrias, como descreve André Luis em suas obras psicografadas por Chico Xavier, ou descemos ainda mais fundo, nos vales de grande dor e sofrimento nas regiões mais profundas da Terra, como descritos no livro O Abismo, de Ranniere, ou ainda em Senhores da Escuridão, psicografado por Robson Pinheiro.

Nesse tipo de projeção, do Tipo 2, saímos do corpo e apenas descemos, por afinidade vibratória, em busca de prazeres e coisas de que gostamos e que encontramos nas regiões inferiores do astral, ou vamos lá para trabalhar, para resgatar seres em sofrimento.

Na Projeção do Tipo 3, saímos do corpo e mudamos também de ambiente, mudamos de dimensão, mas dessa vez subimos, indo a regiões do mundo espiritual onde impera a claridade, onde não há dor e sofrimento, onde só há espíritos felizes. Vamos para o astral superior.

Nesse tipo de projeção, visitamos cidades espirituais que recebem a luz solar, em outro nível, onde a vida é inicialmente parecida com a da Terra, nas primeiras camadas do Plano Astral, mais perto da crosta terrestre, como a famosa cidade Nosso Lar, descrita no livro de igual título, e, quanto mais subimos, mais vamos encontrando cidades mais e mais avançadas, com transportes mais rápidos, alimentação menos sólida, até chegarmos a cidades onde as pessoas não precisam de meios de transporte externos, porque podem voar à vontade em grande velocidade, e não precisam mais comer, dormir, nem fazer as chamadas necessidades fisiológicas.

Na Projeção do Tipo 4, saímos do corpo físico, mudamos de dimensão, e vamos direto ao plano mental, ou mundo espiritual ainda mais elevado, onde a “matéria” é muito mais plástica, podendo ser manuseada mais facilmente pelo simples poder da vontade, pelo pensamento firme, direcionado e concentrado.

Não vamos tratar aqui e agora da Projeção do Tipo 5, porque ela vai além da nossa compreensão nesse momento, que seria a projeção a plano ainda mais sutil, o Plano Causal. Isso não é para nós ainda.

Vamos ficar, por ora, com a projeção nos níveis 1 a 4.

Quando nos projetamos e ficamos apenas no plano físico, que é a Projeção do Tipo 1, isso ocorre por vários motivos e fatores.

Um deles é o nosso condicionamento ao mundo material. O nosso apego ao que conhecemos. As formas conhecidas, o modo de vida, o estilo de vida, etc, e tudo isso nos prende de certa forma a este plano físico, mesmo quando saímos do corpo físico.

Muitas pessoas saem do corpo até com certa facilidade, com certa lucidez, mas ficam apenas ligadas ao plano físico, ao mundo material, vendo sua casa, sua rua, sua cidade, e às vezes viajam rapidamente a outras cidades e até outros países. Mas não passam para outras dimensões, porque o condicionamento não dá a necessária abertura mental para a mudança do foco consciencial indispensável para mudarem de plano, de dimensão.

Além disso, há questões de ordem alimentar.

Quando comemos muito, principalmente antes de dormir, e sobretudo alimentos sólidos e de difícil digestão, sobretudo carnes compactas, mantemos a energia densa desses alimentos por muito tempo em nosso veículo físico, e isso nos prende de certa forma ao plano físico, e mesmo que saiamos do corpo, apenas viajaremos pelo plano físico. Não conseguimos mudar de dimensão, pois estaremos muito mais presos ao corpo físico envolto em energia muito densa e material.

Já tive projeções conscientes fantásticas depois de comer peixe, tomar coca-cola, um pouco de vinho e ainda café tarde da noite, mas apenas projeções do Tipo 1. Apenas fiquei no plano físico. Muito reais as projeções, maravilhosas, mas apenas no plano físico. A saída astral para fora da Terra, relatada no início do volume III do Sana Khan, é um bom exemplo disso.

Se quisermos mudar de dimensão, principalmente subir aos planos mais elevados, como o Plano Astral superior e ao Plano Mental, precisamos mudar nosso padrão mental, emocional, e também de sentimentos, bem como cuidar mais de nossa alimentação, pois tudo isso tornará nossos corpos astral e mental mais sutis, permitindo que possamos verdadeiramente subir consciencialmente, ascender vibratoriamente, e aí, sim, visitar cidades fantásticas nos planos de luz, onde moram os seres iluminados.

A Projeção do Tipo 1 é o início de tudo, pois ela nos dá a certeza de que realmente estamos fora do corpo, pois podemos muitas vezes ver coisas no plano material e depois confirmar que elas realmente existem, o que nos dá confiança e certeza da realidade e da veracidade de nossas projeções. Acho que todos precisam passar por isso, pois se começarem pela Projeção do Tipo 2 ou as demais, para cima, vão ter muito mais dificuldade de compreensão, uma vez que no Plano Astral vão se deparar com coisas que parecerão surrealistas, como mostros estranhos, dragões, vampiros, serpentes enormes, demônios alados daqueles que vemos em pinturas religiosas, lobisomens, etc.

Quando vemos essas coisas, e não estamos ainda preparados para aceitar a sua existência e realidade, pensamos que isso não passa de fruto de nossa imaginação, ou que fomos influenciados pelos filmes infantis, pelos desenhos animados de nossa infância, pelas modernas animações, etc.

Todavia, com o tempo, vamos vendo que muitas dessas coisas que os filmes e desenhos mostram de fato existem, e que elas foram em verdade criadas a partir de viagens astrais dos desenhistas, dos escritores, roteiristas de cinema, etc.

Até mesmo cientistas descobrem e criam coisas depois de uma viagem ao mundo espiritual, depois de uma projeção astral. Isso é muito mais frequente e comum do que nós podemos pensar. E nem mesmo eles têm consciência disso.

Comecemos com a Projeção do Tipo 1, para depois avançarmos pelas demais, dos Tipos 2, 3 e 4.

Nem todos estão preparados, sobretudo no início, para descerem às zonas escuras, que podem ser assustadoras, e muito perigosas. E nem todos reúnem já as condições para ascenderem tampouco às zonas mais elevadas, superiores, de luz, de paz, onde impera já o amor.

A maioria de nós está ainda no meio termo, começando a sair do corpo, começando a descobrir que isso é possível, e que é real; descobrindo que verdadeiramente existem outras dimensões, outros mundos, outros universos paralelos, e que eles podem ser mesmo explorados pelos viajantes astrais.

O praticante da projeção astral é um pesquisador, um observador, um desbravador, que se lança e se aventura por mundos desconhecidos, como Colombo fez nos mares no século XV, e os astronautas fazem no espaço, com riscos e perigos, mas com coragem.

Sem coragem, é melhor nem se atrever a explorar o Plano Astral, sobretudo as zonas escuras, pois ele tem coisas realmente assustadoras.

Projeção astral com consciência, com estudo, com equilíbrio e seriedade, e sempre pedindo a devida proteção dos amigos espirituais, para a garantia da nossa segurança.

Boa viagem a todos os navegantes astrais!

Muita Paz.

Salvador, 04 de agosto de 2010.
Luiz Roberto Mattos

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