O PRECONCEITO SOCIAL

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Ainda vivemos em uma sociedade preconceituosa, e que possui diversos tipos de preconceito. E isso não é exclusividade de nenhum país. Pelo contrário, vemos o preconceito em todos os países.
Há preconceito racial, preconceito étnico, preconceito em relação ao sexo, preconceito de religião, de ideologia, etc.
Aqui e agora quero falar de um tipo de preconceito não tão falado, nem tão visível, mas igualmente presente.
É o preconceito pela condição sócio-econômica.

Há preconceito de classe. Há preconceito de profissões. Há preconceito quanto à roupa que se veste, o carro que se tem, etc.
Em alguns shoppings centers percebo a separação por classe, por vestimenta, com praças de alimentação frequentadas por pessoas de “níveis sociais” diferentes. Mas não é o shopping que estabelece isso. Não há placa indicando a praça de alimentação para ricos e pobres. As próprias pessoas procuram o local em que se sentem mais à vontade.
Como há diferença nas vestimentas, os mais pobres muitas vezes sentem vergonha de frequentar o mesmo espaço dos mais ricos, porque as vestimentas são diferentes. A separação muitas vezes acontece de forma automática, e as pessoas escolhem “seu meio”, não se juntando com pessoas de outra “classe social”.

Existe ainda divisão de classe social. Os mais ricos moram em bairros mais limpos, arrumados, em casas e prédios mais belos e maiores. Os mais pobres moram nos bairros mais afastados dos centros, com algumas exceções, e em casas menores, com ruas mais sujas e apertadas.
Tanto os ricos têm ainda preconceito com os pobres, quanto os pobres têm ainda preconceito com os ricos.
Jesus, o maior modelo de ser humano do ocidente, um homem bom, generoso e amoroso era um simples carpinteiro, e filho de um carpinteiro.

Hoje, os mais abastados têm preconceito com os carpinteiros. É uma profissão sem muito valor para algumas pessoas, mas uma profissão que dava imenso prazer a Jesus. Ele foi carpinteiro até os 30 anos, e por isso era muito forte fisicamente.
Maria, mãe de Jesus, era uma simples dona de casa, que morava em uma cidadezinha do interior de Israel há dois mil anos, e hoje é um ser de luz do maior quilate.
Pedro, um dos principais apóstolos de Jesus, era um simples pescador que vivia em uma vilazinha de pescadores na beira de um lago na Palestina.
Sócrates, um dos principais filósofos gregos, e um dos que mais influenciou a civilização ocidental, era um soldado aposentado, e para muitos ele era apenas um vagabundo, que perambulava pelas ruas de Atenas batendo papo, e sem trabalhar.

Quando sentir alguma forma de preconceito em relação a alguém que tem uma profissão que você considera “inferior”, como carpinteiro, pedreiro, marcineiro, eletricista, etc, lembre-se que Jesus era apenas um carpinteiro, e foi o que foi, e fez o que fez.
Quando olhar para uma simples dona de casa que mora na periferia, ou numa cidadezinha do inteior, lembre-se de Maria.
Quando tiver contato com um simples pescador desenbarcando sua rede com peixes, lembre-se de Pedro, hoje conhecido como São Pedro.
Devemos nos lembrar sempre que não somos médicos, juízes, advogados, empresários, pedreiros, pintores, eletricista, etc, apenas estamos advogado, juiz, etc, e temporariamente.
Já tivemos tantas profissões, já fomos tantas coisas em vidas passadas, já tivemos tantas coisas, mas tudo isso é passageiro.
Somos espíritos apenas. O resto é temporário.

Hoje carpinteiro, amanhã engenheiro.
Ontem médico, hoje empresário, juiz, político.
Vamos vivendo várias experiências, em cada vida, aprendendo tantas coisas.
É uma grande bobagem discriminar o pobre ou o rico, o negro ou o branco, ou o cigano, ou o índio, ou o asiático, etc.
Somos todos no fundo iguais, filhos do mesmo Deus que habita no Universo por Ele mesmo criado.
Somos todos Um.

Jesus durante o dia pregava nas ruas e nos templos para os pobres, e na hora do almoço e do jantar ele se oferecia para comer nas casas dos ricos, não apenas para comer bem, mas principalmente para pregar a eles, que por preconceito não se juntavam aos pobres nas ruas, onde Jesus pregava durante o dia.
Jesus não discriminava ninguém. Ele tanto pregava a pobres quanto a ricos. Curava romanos como curava judeus, sem distinção.
Um samaritano não era menos amado por Jesus do que um judeu.
Antes de morrer, Jesus enviou seus discípulos para pregarem e espalharem a sua mensagem a todas as nações, mostrando a mais completa ausência de preconceito e discriminação.
Pobres e ricos são apenas espíritos iguais, representando temporariamente papeis diferentes, e se alternando, para sentir as duas realidades diferentes, e com isso crescer espiritualmente, e não se apegarem aos bens materiais.

Se Jesus disse que é mais fácil um camelo passar no fundo de uma agulha do que um rico entrar no reino dos céus, ele não disse que o céu estava fechado aos ricos. E ele ia comer nas casas dos ricos exatamente para tentar salvá-los.
Jesus disse que os são não precisam de médico. E ele nunca fez opção pelos pobres. Fez, sim, opção por ajudar a todos, indistintamente, para que todos sejam felizes.
Olhe para cada ser humano como um ser humano, e como um espírito igual a você.
Não veja a roupa, o traje, a maneira de se vestir, nem onde mora ou o carro que a pessoa tem. Nem a cor da pele, ou a religião ou a ideologia política ou em que partido vai votar.
Olhe para todo ser humano como igual, como irmão, como filho de Deus.

Assim, tratará a todos com respeito, com consideração, com carinho, com amor, sem distinção e sem preconceito de nenhum tipo.
Tenha compaixão dos mais pobres. E ajude, se puder. Da maneira que puder, e quando quiser. Mas jamais olhe para um pobre ou um mendigo como um ser inferior, impuro, nem o transforme em um ser invisível.
Muitos de nós, pelo preconceito, e pela insensibilidade, deixamos de enxergar os mendigos, e os transformamos em seres invisíveis.
Cada mendigo é um ser humano, com dramas terríveis!
Nunca vi um mendigo criminoso!

Nunca soube de um mendigo que assaltasse!
Um mendigo é um espírito em resgate pesado, em expiação dramática, em grande sofrimento, que começa pela solidão, pois ninguém o vê, nem fala com ele.
Um mendigo é um homem invisível!
Vamos passar a enxergar os mendigos como seres humanos, como irmãos, merecedores de respeito, consideração, amor e carinho.
Vamos dissolver todos os preconceitos sociais, de todos os tipos, pois somos todos irmão e marinheiros no mesmo barco que é a Terra.
Muita paz!

Salvador, 29 de maio de 2010.
Luiz Roberto Mattos

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