A TEIA DO SEXO

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Outro dia estava observando uma pequena teia de aranha. Que coisa fantástica! Que obra de engenharia, e ao mesmo tempo também uma obra de arte!
A aranha tece com paciência e engenhosidade uma teia que é uma rede, presa em vários lugares firmes, com o objetivo de capturar seres vivos, que serão por ela devorados. Suas presas serão seu alimento.

Vi moscas e vários tipos de insetos presos na teia, que possui um tipo de visgo que agarra nas presas, e elas não conseguem mais sair. Debatem-se e tentam em vão escapar, e, uma vez presas na teia, a morte é praticamente certa para aqueles que ali caíram.
Enquanto olhava a teia bem construída, fiquei refletindo acerca do sexo, e da teia ou rede que hoje o cerca.
Nossa sociedade erotizada, tema sobre o qual já escrevi há algum tempo aqui, criou ao longo do tempo uma teia ou rede de sexo que está aprisionando muita gente.
Há tanta propaganda explícita do sexo, em revistas, outdoors, cartazes, televisão e cinema, bombardeando o tempo todo as pessoas, que poucos ficam imunes à hipnose gerada sutilmente pela mídia e pelos meios artísticos.

Somos permanentemente massacrados pela onda visual sexual, pelo apelo sexual, pelo estímulo visual sexual, e tudo isso faz com que nossa libido seja permanentemente mexida e fique exacerbada.
A propaganda visual das belas formas, com artistas que cuidam do corpo várias horas por dia para ficarem atraentes, desperta nas pessoas um constante desejo de sexo, mesmo que seja apenas no plano virtual.
Os mais fracos caem na teia do sexo, e caem na gandaia real, sejam solteiros ou casados, de forma incontrolável, e muitas vezes totalmente irresponsável.
A propaganda e o estímulo maciço do sexo, através do visual do belo, das formas perfeitas, faz com que as pessoas fiquem mais à mercê dos apelos sexuais, e com isso fiquem mais fragilizadas, menos imunes, e acabem caindo mais facilmente na teia do sexo.

Super estimuladas na sua libido, as pessoas ficam mais susceptíveis aos encantos, às cantadas, às abordagens, à sedução, e se tornam presas mais fáceis para as “aranhas sexuais”.
Hoje, nossa sociedade está cheia de aranhas sexuais, e mesmo quem não pensa nisso pode estar atuando como uma aranha sexual, construindo a sua teia e aprisionando os outros, para deles se aproveitarem, sugarem a sua vitalidade sexual, a sua energia.
Recentemente ouvi de uma emissora de rádio que uma pesquisa feita nos Estados Unidos revelou que 70% das mulheres americanas preferiam os homens casados.
Fiquei estarrecido! E até hoje fico pensando no que isso representa!

Egoísmo acima de tudo, pois mostra que a busca pelo prazer não tem limites, não mede consequências, e que essas mulheres não se importam com as esposas e as famílias dos homens casados com quem se envolvem.
Por que a busca pelo prazer não encontra limites? Por que não conseguimos nos conter e pensar também nos outros?
O envolvimento com pessoas casadas, sejam homens ou mulheres, pode causar uma separação! Pode destruir uma família! E mais que isso, pode causar uma tragédia, envolvendo até a morte de alguém!
Isso acontece todos os dias! Quem nunca viu isso acontecer?

As pessoas não têm medo disso? Não se preocupam com isso?
Estamos exatamente agora, e já há alguns dias, acompanhando um caso pela televisão em que uma ex-amante de um homem casado foi assassinada, pelo que as investigações policiais indicam até agora, e em parte em razão de seu envolvimento com um homem casado, e ela sabia todo o tempo que ele era casado, bem como ele, mesmo sendo casado, não deixava de se envolver com outras mulheres, e não apenas uma, a que está desaparecida e provavelmente morta.
O homem estava preso ao que chamo de “teia do sexo”!

Vítima da propaganda permanente do sexo! Vítima de mulheres vampirizadoras do sexo e de dinheiro! Vítima de si próprio, de seus desejos incontidos e descontrolados.
Um homem rico, muito bem de vida, jovem, no auge da carreira esportiva, joga tudo para o ar pela loucura a que se entregou na busca insana do prazer!
Caiu na teia do sexo, e foi literalmente devorado pela “aranha sexual”!

Não apenas o homem, mas também sua esposa e a ex-amante foram devorados junto com ele. Três pessoas foram devoradas e consumidas pela teia do sexo. E eles ainda arrastaram consigo outras pessoas, envolvidas no crime que foi cometido. Quantas vidas estragadas por causa da falta de autocontrole e da busca insana do sexo pelo sexo!
Temos aí, diante de nós, no presente, uma grande lição a ser tirada por todos! Uma reflexão urgente e necessária a ser feita!
As “aranhas sexuais”, que são na verdade as consequências dos envolvimentos sexuais e amorosos irregulares, não têm ética, não têm moral, não têm piedade de ninguém.
As teias do sexo estão por aí, ao nosso redor, do nosso lado, armadas e montadas para aprisionar os incautos, os desavisados, os buscadores do prazer pelo prazer, de forma inconsequente e irresponsável.

Caiu na rede, é peixe, ou melhor, caiu na teia, é comida de aranha!
Todos nós precisamos muito refletir sobre tudo isso, sobre o que está acontecendo com nossa sociedade, sobre a nossa busca insana e descontrolada pelo prazer sexual, de forma desvinculada de afetividade, de ética, de moral, e sem pensar nas consequências, sem pensar nas possibilidades de se estar envolvendo com um(a) “aranha sexual”, um(a) vapirizador (a) sexual, frio(a), desequilibrado(a), rancoroso(a), vingativo(a), talvez até um(a) psicopata.

Cuidado com quem você está se envolvendo! Observe bem! Não fique cego pelos encantos e atrativos físicos, pela sedução, pelo prazer, pelos galanteios. Pode ser tudo apenas estratégia de conquista da “aranha sexual” para levá-lo(a) para a cama, digo, para a “teia”.
Esteja alerta! Esteja atento(a)! Depois que cair na teia, como o homem do noticiário, não tem mais volta, não tem mais saída, já era, virou comida de aranha.
Vamos refletir e tentar colocar o sexo no seu devido lugar!

O ideal é que o sexo esteja atrelado ao amor! Nunca apenas aos atrativos físicos ou à paixão!
Tentemos não nos deixar levar pela propaganda do sexo, para que não estejamos tão susceptíveis e não sejamos presas tão fáceis como temos sido para as “aranhas sexuais”.
Cuidado com a teia sexual!
Tenhamos mais consideração com os outros!

A infelicidade dos outros pode se refletir na nossa felicidade, e nos fazer igualmente infelizes.
Não estou a julgar ninguém, pois não devo e não posso. Apenas incentivo a reflexão de todos!

Muita Paz!
Salvador, 20 de julho de 2010.
Luiz Roberto Mattos

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