CIRURGIA NO DUPLO ETÉRICO

Print Friendly, PDF & Email
Avalie o artigo

Para falarmos em cirurgia no duplo etérico, precisamos primeiro falar um pouco sobre o próprio duplo etérico, e para isso faz-se necessário uma introdução acerca da condensação de energia no universo, o que a Teosofia chamou de Involução.
Releva salientar, inicialmente, que Involução não significa o contrário de Evolução, ou seja, Involução não é retrogradar, não é andar para trás.
Para que se compreenda melhor o que é a Involução começaremos fazendo um exercício mental de desconstituição da matéria que chamamos sólida.
Olhando para qualquer objeto físico, como uma mesa, uma cadeira, uma parede, etc, temos a sensação de solidez, não é mesmo?
Todavia, se pegassemos um microscópio eletrônico e fossemos observar a superfície do objeto observado veríamos que em verdade ele não é sólido.
À luz do microscópio eletrônico, veríamos em toda a extensão do objeto apenas nuvens de elétrons, que são partículas minúsculas circulando em alta velocidade ao redor do núcleo do átomo.
Hoje sabemos que o elétron pode ser dividido em partículas menores, e que também o núcleo do átomo pode ser igualmente desconstituído, e suas partículas divididas.
Ainda não se sabe onde vai parar a divisão das partículas!

Assim, sabemos que o que chamamos de matéria é na verdade a reunião temporária de partículas que podem ser divididas, sendo ainda desconhecida a partícula última, indivisível, se é que ela existe.
No começo do que chamamos de Universo, havia apenas partículas menores, que alguns chamam de éter, outros chamam de fluido cósmico universal, e há várias outras denominações.
Essa “matéria” ou “energia” primária, primitiva, foi lentamente se reunindo e formando partículas maiores, em um processo gradativo de agregação e “condensação” de energia, ou de matéria, chegando após bilhões de anos a formar os átomos e moléculas por nós hoje conhecidos.
Não houve saltos nesse processo de condensação de energia até chegar ao que chamamos de matéria.
Desse modo, não há um salto ou um vazio entre o que chamamos de Plano Físico e Plano Astral.
Há uma matéria intermediária entre esses dois planos, que é chamada de matéria etérica.

Essa matéria etérica tem em sua constituição tanto elementos do Plano Físico quanto do Plano Astral.
A matéria etérica faz a ponte, e serve de elo de ligação entre os dois planos.
No processo de surgimento dos espíritos, que somos todos nós, passamos pelo processo de envolvimento na matéria, desde a matéria mais sutil de todas do Universo até a matéria mais densa que conhecemos, quando estamos encarnados, que é o que chamamos de matéria física. É a esse processo de envolvimento em matéria cada vez mais densa que a Teosofia chama de Involução.
Assim, quando estamos encarnados, estamos revestidos de matéria em vários graus de condensação. Possuímos vários corpos que se interpenetram, e cada um é formado por matéria de um grau diferente.

Possuímos o corpo físico, este que está agora escrevendo (você lendo); possuímos o duplo etérico; possuímos o corpo astral; possuímos o corpo mental, etc.
Vamos nos concentrar aqui apenas no duplo etérico.
O duplo etérico às vezes é chamado também de corpo etérico, mas ele não é um corpo independente, que sobreviva à morte do corpo físico e que sirva permanentemente de veículo de manifestação da consciência, que é o espírito.
O duplo etérico é formado junto com o corpo físico, a partir da fecundação do óvulo pelo espermatozóide.
O espírito, após a morte, volta ao seu mundo original, que é o mundo espiritual, revestido do corpo astral e também de outros corpos mais sutis. E o duplo etérico fica no Plano Físico, e se desintegra após algum tempo, que varia.

O duplo etérico não pode ir para o Plano Astral, porque ele é constituído em parte de matéria física, que integra o Plano Físico.
Ele é um “corpo” apenas temporário, que serve a um propósito definido, que é fazer a ponte e servir de intermediário entre o corpo físico e o corpo astral.
O duplo etérico é formado pela matéria etérica, a matéria intermediária entre o Plano Físico e o Plano Astral.
Não existe um Plano Etérico, como existe Plano Físico e Plano Astral! Por isso não se fala em projeção etérica! Fala-se em projeção astral e projeção mental apenas!
O duplo etérico tem esse nome exatamente por ser visto como uma duplicata do corpo físico, mas de matéria etérica. Assim, foi chamado de duplo etérico. Ele é uma cópia completa e perfeita do corpo físico, mas formado apenas com matéria etérica.

O duplo etérico é uma cópia exata do corpo físico, mas não apenas em sua aparência externa. Ele possui todos os órgãos internos e externos, todos os tecidos, músculos, nervos, etc, de forma idêntica ao corpo físico.
Assim, o duplo etérico possui pernas, braços, mãos, cabeça, olhos, orelhas, boca, nariz, pele, músculos, sistema nervoso e tudo o mais que conhecemos do corpo físico.
Cada célula, cada molécula, cada átomo do corpo físico tem um correspondente etérico no duplo etérico.
Para cada órgão, como os olhos, por exemplo, existe um órgão correspondente etérico no duplo etérico.
Tudo o que fazemos com o corpo físico causa repercussão no duplo etérico, e vice versa.

Assim, se danificarmos o corpo físico fumando ou bebendo demais, estaremos igualmente e consequentemente danificando também nosso duplo etérico.
Se obstruirmos nossas artérias do corpo físico com o colesterol contido nas carnes e outros alimentos de origem animal, estaremos automaticamente obstruindo também nossas correspondentes artérias do duplo etérico, o corpo irmão gêmeo do físico.

Em termos de materialidade, e de vibração, o duplo etérico está muito próximo do corpo físico. E sua emanação, ou aura, pode ser facilmente vista e sentida se treinarmos para isso.
Essa é a razão de utilizar-se a substância chamada de ectoplasma, que é matéria etérica, nas materializações de objetos e de espíritos desencarnados.
O ectoplasma está no citoplasma das células, daí a semelhança de nomes (citoplasma e ectoplasma), e todos os seres vivos possuem ectoplasma, mesmo os unicelulares.
Na verdade não se materializa espírito, mas apenas o corpo astral (corpo espiritual, perispírito) dele, revestindo-o com o ectoplasma dos médiuns de efeitos físicos, por ser o ectoplasma matéria do duplo etérico, gerada pelo metabolismo do duplo etérico a partir da matéria etérica que ele absorve, e por ser o ectoplasma matéria física.
Do mesmo modo como podemos adoecer o duplo etérico com má alimentação, álcool, fumo e drogas ingeridos pelo corpo físico, podemos curar o duplo etérico deixando de ingerir coisas tóxicas e danosas aos dois corpos.

A matéria etérica que integra o duplo etérico é renovável, da mesma forma que a matéria que integra nosso corpo físico. A cada gole de água, a cada garfada de alimento, a cada inspiração, estamos ingerindo matéria física e ao mesmo tempo também matéria etérica, que forma, renova e mantém o duplo etérico.
Assim como podemos fazer cirurgias físicas, no corpo físico, com cortes e pontos no final do procedimento, podemos fazer também cirurgias no duplo etérico, com cortes e pontos, só que isso não é visto pela maioria das pessoas.
Há médicos desencarnados especializados em cirurgias no duplo etérico. Conheço vários, e comecei a trabalhar com um em 1985, e trabalho com alguns deles diretamente atualmente.
Os médicos que fazem cirurgias no duplo etérico trabalham incorporados em médium, e geralmente utilizam algum instrumento físico que serve para fazer uma incisão muito superficial, apenas na epiderme, segundo eles, o que para nós encarnados é visto apenas como um arranhão superficial na pele.
Alguns utilizam bisturi médico, mas não fazem sair sangue do paciente.

Já trabalhei com um médico que operava com faca, tanto de ponta fina e penetrante quanto de ponta redonda. Ele fazia apenas um arranhão na pele dos pacientes na maioria das vezes, porém muitas vezes ele fazia a faca de ponta penetrar no corpo físico do paciente, mas sem sair uma gota de sangue sequer, devido a um procedimento prévio realizado em chacras determinados para paralisar a circulação do sangue na região a ser operada. Já conheci um espírito que operava com bocal de caneta, material plástico.
Quando um médico desencarnado opera o duplo etérico, porque há doença no corpo físico, sempre se dá o que se chama de repercussão, e vemos depois o resultado da cirurgia na melhora ou na cura total do problema físico.

Da mesma forma que o que fazemos no corpo físico se repercute no duplo etérico, também o que fazemos no duplo etérico se repercute igualmente no corpo físico, em sentido inverso e descendente, ou seja, o resultado do tratamento no duplo etérico “desce” vibratoriamente para o corpo que lhe é mais denso, e mais próximo, o corpo físico.
Precisamos cuidar do nosso corpo físico, com boa alimentação, sem fumar, sem beber, ou beber raramente e pouco, sem drogas, para que não adoeçamos o corpo físico e o duplo etérico também.

Há tratamento energético também feito no duplo etérico, com repercussão no corpo físico.
A medicina espiritual está cada vez mais avançada, com utilização inclusive de aparelhos desenvolvidos e criados no plano astral, e os médicos desencarnados podem muitas vezes realizar cirurgias que a medicina dos encarnados só conhecerá daqui a cem anos, como já disse um médico que trabalha em nosso centro de cura, nosso hospital multidimensional.
O duplo etérico não é um corpo energético transparente como o gasparzinho, aquele fantasminha do desenho animado. O duplo etérico é um corpo quase tão material quanto o nosso corpo físico, uma duplicata exata dele, com todos os seus membros e órgãos externos e internos.
Desse modo, as cirurgias espirituais feitas no duplo etérico dos encarnados não são “mágicas”, mas processos cirúrgicos muito parecidos com os realizados nos hospitais da Terra, inclusive colocando curativos, com indicação de repouso, dietas, etc.

Quem passou por uma autêntica cirurgia feita por médico espiritual incorporado, mas sem corte, – o que difere das cirurgias feitas no corpo físico pelo conhecido espírito Dr. Fritz – tendo sido operado em seu duplo etérico, sentiu certamente o corte, mesmo sem haver corte físico real, sentiu alguma dor, e sentiu todo o pós-operatório em casa, como se tivesse sido operado fisicamente por um médico encarnado em um hospital.

A cirurgia espiritual feita no corpo astral é outra coisa totalmente diferente, e dela falaremos no próximo texto, quando falaremos de cirurgia no corpo astral.
Para cuidarmos do duplo etérico, e mantê-lo saudável, basta cuidarmos do corpo físico!
Tudo o que fizermos a um desses dois corpos, o outro será beneficiado ou prejudicado, por tabela, face ao fenômeno da repercussão!
Corpo físico saudável, duplo etérico saudável!

Muita Paz.
Salvador, 08 de novembro de 2010.
Luiz Roberto Mattos

Conheça nossa loja virtual: http://mestresanakhan.com.br/loja/

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *