SUPERANDO LIMITES

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A motivação e a inspiração para escrever este texto nasceram ontem, após a reunião de estudos do Santuário Luz e Vida, centro espiritualista de cura onde trabalho.
Comentei durante a reunião sobre como falamos muito dos nossos limites e estamos ao mesmo tempo sempre superando aquilo que havíamos colocado como limite para nós.
Usei para isso uma metáfora que me veio à mente domingo passado quando estava sentado em um gramado na beira da praia, em Salvador, refletindo sobre várias coisas.
Olhava para o mar e para aquilo que chamamos de linha do horizonte.
Ao olharmos para o mar, vemos ao longe uma linha arredondada, que é o nosso limite de visão.
Os antigos pensavam que se fossem até lá, até aquela linha, cairiam em um abismo, cairiam em uma cascata que cai e não tem fim. Por isso chamavam de “o fim do mundo”, por pensarem que o mundo, a terra, acabava ali.

Hoje, após as navegações, sabemos que se formos navegando mar adentro jamais chegaremos ao fim do mar, e não há nenhuma cascata na linha do horizonte, nem tampouco lá está o “fim do mundo”.
Nós vemos a linha do horizonte de onde estivermos, seja no mar, seja em terra.
Quando estamos na terra, na praia, vemos aquela linha no “fim” do mar, que é apenas o nosso limite visual, do ponto de vista do local onde nos encontramos.
Se entrarmos em um barco e começarmos a navegar pelo mar adentro, estaremos sempre vendo a linha do horizonte, mas ela nunca será a mesma, nunca estará no mesmo local na medida em que avançamos pelo mar em sua direção.

O nosso limite visual se expande e se projeta cada vez mais para frente na medida em que avançamos na direção daquilo que era o limite, a linha do horizonte.
Da mesma forma, trazendo agora essa metáfora para a nossa vida, e pensando em limites, perceberemos que estamos sempre falando em limites, sempre estabelecendo limites, mas na verdade esses limites estão sendo sempre superados e ultrapassados.
Falamos em limites de tolerância, por exemplo. Dizemos que nossa tolerância tem limite, mas na verdade nossa tolerância sempre se expande, e nos surpreendemos com essa expansão da nossa tolerância.
Dizemos que não podemos suportar mais do que tal limite de coisa, que pode ser maus tratos, irritação, dor, etc, mas sempre suplantamos aquilo que pensávamos ser o nosso limite de suportação de tal coisa.

Acreditamos que temos um limite de inteligência, e que não podemos aprender mais do que já aprendemos, mas se nos esforçarmos, ainda podemos aprender muito mais, e superaremos os nossos limites imaginários.
Se acreditarmos que o Universo é infinito, e que Deus é infinito, e que somos expressões de Deus no seu próprio Universo, não podemos pensar em limites.
Dizemos que Deus é infinito, e falamos em amor infinito em relação a Deus.
Falamos que a misericórdia Divina é infinita.
Todos os atributos que damos a Deus envolve infinitude.

Como pensar, então, que nós, sendo a sua imagem e semelhança, poderíamos não ser infinitos também?
Acreditamos que somos espíritos imortais, e que nossa evolução é infinita, já que a nossa vida é eterna.
Assim, se vamos evoluir eternamente, e nos expandir infinitamente, como podemos pensar que temos limites rígidos e intransponíveis em relação às coisas?
Para sermos coerentes com a evolução eterna e infinita, temos que pensar que não existem limites para nada.

Não temos limite algum de tolerância, nem de paciência, nem de suportação da dor, nem de inteligência, nem de nada mesmo.
Podemos o tempo todo expandir os limites impostos a nós por nós mesmos, pois na verdade esses limites são apenas imaginários.
Nós imaginamos os limites, e os pré-estabelecemos para nós mesmos, e ficamos presos a eles, achando que chegamos ao limite que fixamos.
Na verdade, os limites imaginados por nós não têm existência real!
Se acreditarmos que podemos entrar no mar, soltar a âncora de nosso barco, e navegar, logo perceberemos que aquilo que estávamos vendo e achando ser o limite de nossa visão era apenas uma ilusão de ótica.
A linha do horizonte não existe de fato!

Assim, temos que fazer o exercício constante de superação dos nossos limites.
Soltar âncora significa romper com o limite estabelecido por nós, e andar para frente.
Quanto mais avançamos, mais percebemos que não existia o limite imaginário que nós mesmos havíamos criado.
Diante de um limite, coloque o marco no mar, solte a âncora e navegue para frente, e supere o limite aparentemente existente.
Esse exercício vai fazer você se superar sempre, a cada dia, e cada vez mais, e isso vai lhe surpreender, e também vai surpreender aos outros, que achavam que você era limitado.
Acredite que não existe limite para a sua evolução!
Não existe limite para o seu aprendizado!

Não existe limite para você se superar!
Transcenda seu limite de tolerância, de paciência, de resignação, quando necessário, de renúncia, quando devido, de abnegação, de humildade, de bondade e tudo o que for bom para o seu crescimento espiritual.
É só querer, e você vai avançar e irá muito além daquilo que você mesmo enxergava como sendo um limite intransponível.
Supere-se! Surpreenda-se!

Desconstitua os seus limites e vá mais além, sempre querendo avançar mais e mais, sempre para frente, sempre na direção da luz, do bem, do aprendizado, do crescimento e da evolução espiritual.

Viva sempre SUPERANDO LIMITES!

Muita Paz.
Salvador, 17 de novembro de 2010.
Luiz Roberto Mattos

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