A BUSCA PELA LIBERDADE

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Todos os seres vivos amam a liberdade, pois a liberdade é algo natural!
Estar preso, trancafiado, limitado em sua ação normal, pelo menos dentro da lei, tolhido em sua liberdade de movimentação, impedido de ir e vir aonde bem entender, não é algo bom para nenhum ser!

Pensar na prisão de um criminoso, sobretudo perigoso, que ameaça a sociedade, é uma coisa normal e natural. Mas pensar na prisão de alguém que age apenas dentro da lei, da moral, observando os bons costumes, é algo preocupante.
Democracia, como hoje conhecemos, é um conceito relativamente novo.
A Grécia antiga inventou a democracia, inclusive a palavra, que significa governo da maioria.
Todavia, em que pese os gregos terem inventado a eleição, através do voto livre, nem todos podiam votar naqueles tempos. Mulheres e escravos não votavam em Atenas! E até os filósofos ricos, como Platão e Epicuro tinham escravos!

Roma também teve alguns períodos de democracia, com a república. Mas mulheres e escravos também não votavam.
No século passado a democracia começou a tomar uma forma mais sólida, sobretudo no Ocidente. O Oriente continua em parte dominado por governos autoritários, com monarquias e ditaduras, civis e militares.
Somente no século XX as mulheres passaram a votar, apenas nas democracias, é claro.

Após a Segunda Guerra Mundial, iniciou-se um processo de libertação e democratização de vários países, como a Índia, por exemplo, que estava sob o domínio inglês havia alguns séculos.
Como os Estados Unidos ganharam a guerra, com o apoio de aliados, e eles eram uma democracia, isso provocou uma onda democratizadora no mundo todo, sobretudo porque os países que iniciaram a guerra eram ditaduras ou monarquias, e não democracias.
A Alemenha era uma ditadura ferrenha. A Itália também. O Japão era uma monarquia, mas sem participação popular no governo.
Como se costuma dizer, nunca uma democracia iniciou uma guerra!

Todas as guerras são iniciadas por governos autoritários, são iniciadas por ditadores.
Constuma-se dizer, também, que é preferível uma democracia ruim a uma boa ditadura.
Em outras palavras, a pior democracia é melhor do que a melhor ditadura!
Aliás, acho que não se pode falar em boa ditadura. Há ditaduras mais brandas, menos cruéis, mas todas cometem excessos.
Se compararmos, por exemplo, o período da ditadura militar brasileira com igual período da ditadura comunista soviética e chinesa, veremos que a nossa ditadura foi super branda. Em 21 anos de regime militar no Brasil, fala-se em trezentos e poucos desaparecidos, e não se sabe de fato se todos eles foram mortos pelas forças de segurança.
Na Argentina, em menos tempo de regime militar, desapareceram mais de 3 mil pessoas.

Enquanto, por exemplo, durante o regime militar no Brasil havia censura prévia de emissoras de rádio e televisão que eram da iniciativa privada, bem como jornais e revistas, na União Soviética, na China e em Cuba na mesma época sequer existiam esses meios de comunicação de massa na forma de empresas privadas. Tudo era estatal. Os governos desses países comunistas controlavam absolutamente todas as informações, da mesma forma que faziam os nazistas na Alemanha.
Até hoje em Cuba não existem emissoras de televisão privada, nem rádio, nem jornais ou revistas. Em pleno século XXI, em Cuba ainda se vive em um regime comunista estatal um pouco parecido com o regime da antiga União Soviética, com emissoras de televisão apenas estatais, informando ao povo só o que o governo quer.
Não faz muito tempo que assistimos pela televisão o chamado massacre da Praça da Paz Celestial, na China. O regime até hoje não admite contestação de suas ações por parte do povo. A repressão a essas tentativas é sempre violenta, e termina em massacre mesmo.

Faz menos tempo ainda que assistimos pela televisão as manifestações de rua na capital do Irã, e vimos como o governo usou a força contra os manifestantes.
Agora foi a vez do Egito, depois da Tunísia, de o povo sair às ruas para derrubar o governo ditatorial. E em outros países já começou o mesmo movimento popular.
As pessoas no mundo todo estão ansiando por liberdade de expressão, liberdade de ação, dentro da lei, é claro, e nenhum regime ditatorial, seja ele civil, militar ou religioso, como no caso do Irã, permite que as pessoas sejam livres.
Vimos há alguns anos o fanático regime Talibã no Afeganistão, e o regime duro de Sadan Russeim no Iraque, que terminaram em duas guerras sangrentas.
O mundo está mudando, porque as pessoas estão mudando.
Há um movimento mundial pela liberdade!

A internet, mais do que a televisão, porque esta tem mais controle estatal, está espalhando as ideias de liberdade pelos países ainda dominados por governos autoritários.
Jovens do Irâ, da China, de Cuba, e de muitos outros países estão cada dia mais informados do que acontece no mundo todo, e eles são influenciados pelas informações que chegam até eles via internet, e isso os impulsionam muitas vezes a se unirem e a lutarem pela liberdade, como aconteceu na China e no Irã.
É só uma questão de tempo até todos os regimes ditatoriais caírem, como o da China, o de Cuba, o da Coréia do Norte, etc.
O comunismo é um regime ultrapassado, que já deu muitas provas de sua ineficiência de prover as necessidades materiais das pessoas, e de auxiliar as pessoas a atingirem a felicidade.
Dez milhões de russos foram deliberadamente mortos de fome no período de Stalim, isso apenas em um único inverno, e em uma única região do país, e só porque não apoiavam o regime! Stalim simplesmene mandou confiscar a produção agrícola de todos os produtores da região, e isso matou dez milhões de pessoas! Isso é história! Hitler matou milhões de judeus alemães e de outros países! Isso é história!

Ninguém sabe ainda, porque os regimes desses países ainda são fortes e controladores das informações, quantas pessoas já morreram em Cuba e na Coréia do Norte porque ousaram contrariar e contestar os governos comunistas ditatoriais.
Sabe-se que há hoje mais de 300 presos políticos em Cuba! Na Coréia ninguém sabe, porque o regime é ainda mais fechado do que o cubano!
Não vai demorar a todos os países do planeta se tornarem democracias, com governos eleitos pelo voto popular, e com todos votando, homens e mulheres. Essa é uma tendência mundial.
Os que não abrirem o regime de forma mais tranquila e espontânea, como a União Soviética, em que o próprio governo dissolveu a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas em 1991, sofrerão a agitação popular, como agora aconteceu na Tunísia e no Egito, colocando o país em risco de uma guerra civil, pois muitas vezes há uma parte da população que gosta dos ditadores e os apoia, como acontecia com Hitler, e também com Mubarak no Egito.
No Brasil, mesmo depois de longo período de governo, os militares terminaram entregando o governo pacificamente aos civis, sem que tivesse havido guerra civil ou banho de sangue. E já na democracia restaurada, os jovens que ficaram conhecidos como “caras pintadas” saíram para as ruas e terminaram pressionando o congresso a aplicar o impeachment ao Presidente Collor de Mello.

Quando muita gente sai para as ruas para protestar, sempre há o risco de o governo cair.
Não podemos deixar de falar, por outro lado, que nenhuma violência se justifica na busca da liberdade.
Os fins não justificam os meios! Pelos menos nem sempre!
Penso que as manifestações populares pela liberdade e pela democracia podem ser feitas de forma ordeira e pacífica.
Ademais, ninguém nasce em um país dominado por um ditador por acaso, se considerarmos a Lei de Causa e Efeito.
Quem nasceu na Alemanha Oriental, e somente viu a queda do Muro de Berlim em idade mais avançada, em 1989, estava resgatando algo.
Quem nasceu em família judia na Alemanha no período de Hitler também tinha que passar pelo que passou. Nada foi por mero acaso.
Isso, no entanto, não quer dizer que se justifica o que os alemães fizeram durante a Segunda Guerra, nem o que os soviéticos fizeram ao cercarem parte da Alemanha depois da guerra e criarem um gingantesco “campo de concentração”, a Alemanha Oriental, com pessoas morrendo na tentativa de fugirem do país dominado pelos comunistas.
A humanidade precisa despertar! Todos precisam pensar em todos!

Precisamos deixar de lado o egoísmo, para desejarmos a todos o mesmo bem-estar que buscamos para nós mesmos!
Investir na educação, na saúde, na segurança!
Os políticos de todos os países precisam ouvir mais a população, e não apenas o seu pensamento egoísta e ambicioso de poder e fortuna.
O mundo vai se libertar em breve de todos os ditadores, de todos os reis e rainhas, ainda sobreviventes de uma época ultrapassada, e que devem ficar apenas na história.
Marchar para frente, avançando sempre, aperfeiçoando as democracias, e respeitando a vontade da maioria!
Se um povo quer liberdade, quer democracia, ele tem que ser atendido!
Já é hora de os ambiciosos ditadores deixarem os governos de todos os países, e se aposentarem do poder!
É hora de o comunismo reconhecer a sua incapacidade de propiciar o que as pessoas querem e precisam!

Já tiveram tempo demais para tentar, e não conseguiram! Apenas mataram milhões de pessoas, milhões de sonhos e as esperanças de milhões de pessoas durante décadas!
Agora é chegada a hora da democracia em todo o planeta!
É preciso que todos aprendam a respeitar a vontade das maiorias!

Nenhum governo comunista chegou e se instalou no poder pelo voto! Todos chegaram ao poder pela força das armas, e matando gente! Foi assim na Rússia, na China, No Vietnam, na Coréia e em Cuba. E nenhum regime comunista jamais teve a coragem de fazem uma eleição direta para Presidente da República, temendo o óbvio, a perda do poder! E isso o que todos os ditadores temem!
Democracia! Liberdade! Felicidade! É disso que precisamos!
Muita Paz.

Salvador, 19 de fevereiro de 2011.

Luiz Roberto Mattos

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