DOE ÓRGÃOS! SALVE VIDAS!

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Hoje de manhã cedo, assistindo ao telejornal Bom Dia Bahia, na TV Bahia, vi uma reportagem que me deixou triste e pensativo.
Falava o repórter do aumento do número de doações de órgãos no Brasil em 2010, mas dizia também que na Bahia a coisa é diferente, que ainda há grande fila de espera de órgãos para transplantes, e que houve diminuição do número de doadores no ano passado.
Fui pesquisar na internet, e percebi que em Pernambuco isso também aconteceu em 2010.
Vejam os trechos de reportagens de jornais que peguei pela internet:
“O Brasil apresentou em 2010 novo recorde de doação de órgãos. O número de doadores efetivos cresceu 14% em um ano, subindo de 1.658 para 1.896. Isso significou um aumento de 8,70 doadores por milhão (pmp) para 9,90 pmp. Alguns estados, como Santa Catarina e São Paulo, mantêm índices de doações próximos aos de países altamente desenvolvidos no setor, como Espanha e Canadá, que mantêm médias acima de 20 doadores pmp. Os índices de doações de Santa Catarina e São Paulo são, respectivamente, de 17 pmp e 21 pmp”.
Essa notícia é excelente! Mas agora veja a reportagem do jornal Diário de Pernambuco, de 01.03.2011:

“Diário de Pernambuco

01/03/2011 | 14h40 | Pernambuco
Central de Transplantes amarga mais um mês de queda nas doações de órgãos.
Pelo segundo mês consecutivo, a Central de Transplantes de Pernambuco amarga o menor nível de doação desde o ano 2000. Com a queda no número de órgãos vitais disponíveis, a instituição não consegue dar vazão à lista de pacientes que precisam de fígado, coração ou rins sadios para continuar vivendo. A situação é ainda mais crítica quando considerado o fato de que, no ano passado, 16% menos transplantes foram realizados, ainda que a fila não tenha diminuído.
A espera, quase sempre ingrata e dolorosa, nem sempre gera resultados. O faturista Carlos Barros de Santana teve a luta registrada nas páginas do Diário de Pernambuco no final de janeiro deste ano. Depois de superar um problema de alcoolismo e ter o quadro complicado por uma esquitossomose, seu fígado já não mais funcionava bem e, há 3 anos, seu cotidiano passou a ser permeado por consultas e internamentos frequentes. Internado no Hospital Amaury de Medeiros, Carlos ocupava o primeiro lugar da lista de espera por um novo fígado, até o último dia 20 de fevereiro. O órgão para o qual teria prioridade chegou seis dias mais tarde, dando uma nova perspectiva de vida a uma outra pessoa.
Seis dias suficientes para determinar o limiar entre a vida e a morte de Carlos. O mesmo período foi o bastante para, na semana passada, duas famílias recusarem-se pela doação múltipla de órgãos de pacientes declarados com morte cerebral no Hospital da Restauração na semana passada. Por medo, religião, preconceito ou ignorância, a possibilidade de conceder revitalização a quem convive diariamente com a dor parece continuar esbarrando em uma barreira cultural. “É preciso haver um maior conhecimento de cooperação por parte dos profissionais de saúde, tanto no que diz respeito à acolhida das famílias, quanto ao diagnóstico da morte. Essa ideia de que o corpo fica deformado ou violado tem que ser superada e nossa causa, fortalecida”, defende a coordenadora da Central de Transplantes, Zilda Cavalcanti.
Atualmente, 3.218 pessoas aguardam por um órgão em Pernambuco. A maior demanda ainda é por um rim, que concentra 1.783 pacientes. No mês de fevereiro, o estado teve apenas duas doações múltiplas, que inclui fígado, rim, coração e pâncreas, e recebeu uma terceira da Bahia. Os números do primeiro bimestre do ano são desanimadores e estão abaixo da média histórica, que é de, no mínimo quatro mensais. A diminuição segue a tendência de decrescimento registrado nos últimos dois anos: em 2009, um total de 991 procedimentos foram realizados, enquanto no ano passado, o número caiu para 831.
Pacientes na espera (por órgão:)
Coração 7
Córnea 1162
Rim 1783
Figado 266
Total 3218
Em carta à redação, os familiares de Carlos comunicaram a perda do ente querido e reforçaram o desejo de que mais pessoas se sensibilizem sobre a necessidade de salvar a vida de quem nem se conhece. “Meu irmão, ainda em vida, falava que mesmo depois de transplantado lutaria por mais doações de órgãos, pois falava constantemente da luta implacável pela vida […] você não imagina o quanto essa reportagem (publicada no dia 27.01.2011) reforçou a esperança dele de surgir doadores. Não só para ele como também para os outros que estavam na mesma situação”, escreve Teresa Cristina de Santana Negromonte.
É para que discursos como o de Teresa Cristina sejam destacados quanto à causa, mas não quanto ao lamento da perda, que Zilda Cavalcanti reforça o apelo: “A doação é a única instância em que a morte toma dimensão de vida”, ensina. A lição não faz mais diferença para Carlos, mas para outras 266 pessoas esperam na fila por um fígado, decidir ajudar o próximo hoje, em vez de pensar em esperar um pouco mais, ainda que apenas seis dias, pode fazer toda a diferença.
Por Ed Wanderley”

Na Bahia a situação é semelhante à de Pernambuco, pela reportagem que assisti hoje pela manhã.
Isso demonstra que ainda há muita ignorância e preconceito em relação à doação de órgãos, e isso ainda impede que os médicos salvem mais vidas que poderiam ser salvas com as doações e os transplantes de órgãos.
Na rerportagem da TV Bahia, no ano passado somente houve 47 doações de órgãos na Bahia, o que é muito pouco, considerando-se que um número muito maior de pessoas faleceu no Estado, e em condições de doarem órgãos saudáveis para a doação e transplante! E cerca de 77% das famílias não autorizaram a retirada de órgãos de parentes falecidos, para a doação!
Por que as famílias não estão autorizando as doações de órgãos?
Quando vamos a um sepultamento, o que vemos dentro do caixão aberto?
O corpo vestido do falecido, e em parte coberto de flores.

Não ficam à mostra o abdomem, e os olhos estão fechados!
Assim, ninguém presente ao sepultamento percebe que foram retirados as córneas, os rins ou o fígado!
Desse modo, a doação e a retirada desses órgãos em nada afetará ou causará constrangimento aos familiares próximos, aos parentes mais distantes e aos amigos no sepultamento.
E a alma, o espírito, do outro lado, no mundo espiritual, em que poderá ser afetado pela retirada desses órgãos?
Sabemos que somos espíritos, e que temos temporariamente um corpo de carne. E que esse corpo físico é uma réplica do corpo espiritual, o corpo da alma.
Quando se retira um rim, ou um fígado, ou as córneas do corpo físico do falecido, isso não quer dizer que se esteja ao mesmo tempo retirando os mesmos órgãos do corpo espiritual. Além disso, na maioria das vezes o espírito já foi totalmente desligado do corpo antes do procedimento cirúrgico de retirada de órgãos, e por isso não pode mais sentir nada do que for feito ao seu antigo corpo físico, como um corte para retirada de um órgão, por exemplo. O corpo é fechado novamente e apenas fica uma pequena cicatriz, que será coberta pela roupa que será usada no sepultamento. Ninguém verá a cicatriz.

Esse procedimento cirúrgico rápido não gera dor para o espírito, mesmo que ele esteja ainda perto do corpo, por apego excessivo a ele.
Outra coisa. Ao se retirarem os órgãos do corpo físico do falecido, o espírito não só nada sentirá, por já estar desligado do corpo físico, como também nenhuma falta sentirá dos órgãos físicos, pois seu corpo espiritual continuará com todos os órgãos desse corpo!
O espírito não ficará cego porque foram retiradas as córneas do seu corpo físico sem vida! Nem ficará com qualquer tipo de problema se lhe retirarem os rins, o coração ou o fígado! O espírito desencarnado não precisará mais de seu corpo físico para nada!
Ao morrermos, ou seja, ao deixarmos em definitivo o corpo físico que nos abrigou por algum tempo, voltaremos para o mundo original, que é o mundo espiritual, e o corpo físico será depositado debaixo da terra, ou colocado dentro de uma parede (gaveta), onde servirá de alimento para os vermes. O que era pó, ao pó retornará, para usar a linguagem bíblica!
Raros são os espíritos excessivamente apegados ao corpo que permacecem junto ao caixão acompanhando a decomposição do corpo de carne. E é exatamente o apego extremo ao corpo físico que permite que isso aconteça algumas vezes.

Por isso, quanto menos apego ao corpo físico tivermos, menor será a chance de isso ocorrer!
O que é mais sensato, mais justo, mais humano, e, sobretudo, mais nobre, entregar o corpo inteiro aos vermes, que o devorarão por completo, ou doar um, dois ou três órgãos que garantirão a sobrevivência de outras pessoas, que muitas vezes estão nas longas filas de espera de transplante, como os condenados no corredor da morte aguardando a hora de sua execução?
Se o corpo físico já não abriga mais o espírito de seu familar, e ele se libertou em definitivo, por que entregar a carne aos vermes e não aos humanos? Isso é humano? Os vermes arranjam sempre o que comer! Mas aqueles que estão nas filas dos transplantes estão correndo contra o tempo, e contando com a sua humanidade para salvá-los!
Diga a seus familiares, como eu sempre fiz, que deseja doar tudo o que puder ser aproveitado do seu corpo físico após a sua morte corporal!
Parta deste mundo fazendo uma doação, uma caridade, que salvará vidas!

Não seja muito apegado ao corpo, nem egoísta! Pense nos condenados à morte nas filas de transplante!
Sei que perder um filho é doloroso, ou perder o pai, ou a mãe, etc., e eu já enterrei filho e pai, mas lembre-se, quando for abordado por um médico no hospital, acaso aconteça um infortúnio, que pequenos órgãos que já não servem mais para manter seu familar vivo no mundo material podem salvar outras vidas!
Tente tirar do momento da morte corporal de um familiar a força interior que lhe permitirá fazer um gesto de amor ao próximo, e gerar vida com a morte, e com isso a morte não parecerá ter sido em vão. Ela terá um significado: a continuação da vida de outros!
Doe órgãos! Salve Vidas!
Espalhe essa ideia! Isso pode salvar muitas vidas!
Muita Paz!

Salvador, 17 de março de 2011.
Luiz Roberto Mattos

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