DESARME-SE II

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Em razão da recente tragédia na escola de Realengo, bairro do Rio de Janeiro, preciso retornar ao tema e dizer mais algumas coisas sobre armas e desarmamento das pessoas.
Inicialmente, como de tudo podemos tirar lições e aproveitar algo de positivo, a tragédia em questão chamou a atenção para duas coisas positivas, a meu ver, e sobre as quais escrevi recentemente.
Uma é sobre a discussão acerca do desarmamento, e a outra é sobre a doação de órgãos.
Já se começa novamente a discutir o desarmamento, com a proibição de porte de armas para civis, de um modo geral, e algumas famílias de estudantes mortos na escola do Rio tiveram a grandeza de doar as córneas dos filhos vitimados pela tragédia, o que permitirá que cegos possam enxergar, o que é uma atitude maravilhosa, e muito nobre, no meio de tanta tristeza e diante da perda irreparável.

A notícia da doação de córneas pela televisão pode incentivar outras famílias a fazerem o mesmo, o que é fantástico!
Quanto ao desarmamento, motivo maior de estar agora aqui escrevendo, tenho mais algumas coisas a dizer.
Hoje no Brasil ainda é fácil uma pessoa comprar uma arma de pequeno porte e mantê-la em casa, sendo a arma devidamente registrada.
O porte de arma, para levá-la para a rua, já é mais difícil, e poucos civis conseguem esse porte, quando comprovam uma série de requisitos legais.
Assim, temos muitas armas de fogo em casa, e poucas armas circulando pelas ruas de forma autorizada e legalizada.
Todavia, as armas compradas legalmente, nas lojas de armas, e registradas, acabam vindo para as ruas nas mãos de criminosos que conseguem comprar armas roubadas ou furtadas, os que simplesmente tomam, eles mesmos, as armas legalizadas em assaltos nas ruas ou nas residências.
Muitas pessoas ainda acreditam que portar uma arma de fogo no carro ou carregá-la na cintura vai lhes dar proteção e segurança, o que é um grande engano, como dizem os especialistas em segurança pública.

Os assaltantes sempre atacam de surpresa, e o fator surpresa não só torna a arma inútil do assaltado, como também faz com que a arma seja tomada, e vá alimentar o mercado negro de armas ilegais e contribuir para o armamento dos criminosos.
Por outro lado, ter armas em casa, sem levá-las para a rua, significa criar o risco de crianças, adolescentes e jovens poderem encontrar as armas e usá-las em escolas, como já aconteceu tantas vezes, ou simplesmente cometerem suicídios em casa, ou ainda matar um colega ou amigo sem querer, porque a arma disparou ao mostrá-la ao amigo.
Tudo isso acontece!
Ter uma arma de fogo não garante a segurança de ninguém!
Pelo contrário, coloca ainda mais em risco a vida do portador da arma, pois se o criminoso descobre a arma, aumenta as chances de ele matar a pessoa, e ainda ficar com a arma.
Assim, na verdade, comprar uma arma de fogo significa em grande parte das vezes comprar uma arma para os criminosos, indiretamente, e isso pode gerar a sua própria morte.
Além disso, para quem é espiritualista, é certo que não há acaso, que ninguém é assaltado e morto por mero acaso.
Tudo envolve uma programação cármica, e somente são assaltados e mortos aqueles que tiverem mesmo que passar por isso, e se você está marcado carmicamente para passar por isso, possuir uma arma de nada vai adiantar. Você morrerá de qualquer forma, e ainda vai deixar a arma de “herança” para quem tirou a sua vida, para que essa pessoa tire ainda outras vidas como a sua.

Ninguém foge ao seu destino!
Ter uma arma, em casa ou na rua, não vai mudar o seu carma, nem o seu destino. Por isso, pense em entregar a sua arma à polícia, ou às Forças Armadas, pois é melhor que eles estejam armados do que os bandidos.
Acho que a venda de armas deveria ser restrita aos integrantes das Forças Armadas, das polícias em geral, civil, militar e federal, e às empresas de segurança devidamente registradas pela Polícia Federal.

Civis não deveriam poder comprar armas, de qualquer tipo ou tamanho, pois as armas servem apenas para matar, para nada mais.
Há poucos meses, em Salvador, houve uma discussão no trânsito, e os dois motoristas pararam seus carros.
Desceu um homem de um dos carros e foi em direção ao outro veículo, levando consigo uma arma na mão, e antes que chegasse perto demais, o outro motorista sacou a sua arma e atirou no que vinha em sua direção, e o homem morreu.
O que saiu do carro armado, se sentindo poderoso, potente, superior ao outro, por estar armado, e com excesso de confiança, era um juiz, e o outro, que atirou nele, era um policial militar, mais treinado no manejo de armas, logicamente.

O juiz perdeu a sua vida por estar armado! Se o outro fosse criminoso, e não policial defendendo a própria vida, o juiz ainda teria deixado de “herança” para quem lhe tirou a vida também a sua arma.
Quanta gente já morreu com arma na mão, ou na cintura, ou na porta do carro? Até policiais morrem armados! Soldados pegos de surpresa nas guerras morrem com armas nas mãos!
Não adianta ter arma! Ela não protege! Ela é apenas um fator de aumento do risco de morte de quem a porta!
É melhor confiar em Deus, confiar na Lei de Causa e Efeito, e andar sem armas!
Não compre a arma que poderá ser usada contra você!
Não compre uma arma para os criminosos!

Desarme-se!
Entregue sua arma às autoridades que devem estar bem armadas para a proteção da sociedade!
Quem possui arma já está pensando na possibilidade de matar! Afinal, armas foram feitas para matar! Mesmo em defesa!
Reflita muito sobre isso!

Muita Paz!
Salvador, 10 de abril de 2011.
Luiz Roberto Mattos

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