A AURA HUMANA

Print Friendly, PDF & Email
Avalie o artigo

A palavra aura tem a mesma origem das palavras áurea e auréola.
Auréola nos lembra logo aquilo que os livros religiosos, sobretudo a Bíblia, descrevem como existente acima da cabeça dos santos.
Áurea vem de ouro, que é dourado. E auréola deriva de áurea.
Assim, vemos que a auréola que era vista acima da cabeça dos santos tinha uma cor dourada, ou seja, a cor do ouro.
A palavra aura tem também essa mesma origem, porém a ideia de aura, mais desenvolvida do que a de auréola, em séculos posteriores, abrangeu a ideia de algo a envolver não somente a cabeça da pessoa, mas todo o corpo.
A aura circunda todo o corpo humano, melhor dizendo, circula todos os corpos que envolvem o espírito.
Algumas pessoas têm uma ideia de aura fixa, rígida, imóvel, como se fosse uma esfera definida, como uma bolha de sabão, por exemplo.
Se olharmos para uma bolha de sabão, veremos que ela é uma esfera perfeita, e que a sua superfície separa o interior do exterior. E veremos que de certo modo a bolha isola e protege e o seu interior.
O ar de fora não entra na bolha de sabão, nem insetos, nem bactérias, etc.
No entanto, a aura não é exatamente igual a uma bolha de sabão.
A aura não é algo definido, rígido, estático, mas algo indefinido, mutável, dinâmico, que altera a sua forma, a sua cor e o seu tamanho a depender de vários fatores internos da pessoa.
Uma das maneiras que considero mais eficazes para se ter uma visualização aproximada da aura, e ver como ela se comporta, é acendendo uma vela num ambiente escuro.
Acenda a vela e observe por um tempo, atentamente, as chamas e a claridade que dela derivam e se irradiam para longe.
Pense que o pavio da vela, que pode ser visto sem dificuldade no interior das chamas, é o corpo físico.
Podemos ver as chamas, com cores fortes e vibrantes, ao redor do pavio. E essas cores mudam, se alteram, e as chamas não são estáticas, mas muito dinâmicas, ou seja, as chamas se movimentam o tempo todo.

Podemos ver de certo modo um limite, ainda que não exatamente definido como a superfície da bolha de sabão, para as chamas, mas podemos perceber que a luz se irradia além das chamas, além do fogo.
Vemos que um quarto pode ser totalmente iluminado por uma única vela, mas podemos ver, também, que a claridade é maior perto da vela, e na medida em que vamos nos afastando da vela a claridade, a iluminação, vai diminuindo.
Isso nos mostra que o poder de irradiação das chamas, do fogo, é limitado, e está relacionado à intensidade da chama.
Uma fogueira maior irradia luminosidade mais longe do que uma fogueira menor.
Façamos, agora, um paralelo entre a chama e a irradiação luminosa de uma vela com a aura humana.
Nós humanos, somos, antes de tudo, espíritos.

Assim, estando encarnados, possuímos um corpo de carne, ou corpo físico, o que os espíritos desencarnados não possuem, e mais o corpo espiritual, que algumas correntes espiritualistas subdividem em vários corpos, como corpo astral, corpo mental, etc.
Dessa forma, nossa aura é um conjunto de irradiações em diversos níveis.
De forma intermediária entre o corpo físico e o corpo espiritual, ou perispírito, denominação criada por Allan Kardec, temos ainda o chamado duplo etérico, de que não tratou Kardec em suas obras, mas que outros estudiosos trataram, e que posteriormente a literatura espírita passou a adotar também em seus estudos.
Na visão espírita, então, temos um conjunto de corpos formado pelo corpo físico, o duplo etérico e o perispírito, ou corpo espiritual, que engloba o corpo astral, o corpo mental e outros, segundo outras correntes.

Assim, enquanto estamos acordados, em estado de vigília, somos espíritos internados no corpo físico, no duplo etérico e no corpo espiritual, tudo ao mesmo tempo, e cada um no seu nível próprio de “matéria”, e em seu nível diferente de vibração.
O corpo físico irradia calor, e alguns aparelhos modernos podem ver claramente o que se chama de aura de calor. E esse calor pode ser sentido por qualquer pessoa, e, se treinada, pode perceber doenças e desajustes orgânicos a partir da mera percepção de um calor maior, anormal, em algumas regiões corporais.
Da mesma forma que o corpo físico, o duplo etérico também irradia alguma coisa, e essa irradiação é chamada de aura da saúde, que normalmente não se espande muito do corpo, podendo ser vista quando olhamos para uma pessoa junto a uma parede branca. Essa aura é azulada, e pode ser vista distante alguns poucos centímetros além do corpo físico.
O corpo espiritual também emite irradiações. E elas são fruto tanto do que se absorve na esfera ou dimensão desse corpo mais sutil quanto do que pensamos, sentimos, etc.
A aura irradiada do corpo espiritual não é estática, imóvel, imutável, etc. Pelo contrário, ela se move, se transforma o tempo todo, cresce, diminui, muda de cor, a depender de nosso estado interior.

Se sentimos raiva, a cor da aura muda; se sentimos ódio, muda; se sentimos compaixão, muda; se estamos triste, muda, e assim por diante.
Cada estado mental, psíquico, e cada estado emocional, faz mudar o formato, a cor e a extensão da nossa aura.
Assim como vemos a chama azul, vermelha, amarela, etc., ao redor do pavio da vela, a aura humana pode estar bem vermelha, se estivermos muito ligados, de forma bastante desequilibrada, ao sexo, de forma que o pensamento contínuo em sexo, junto com o ciúme doentio, faz irradiar uma aura vermelha brilhante. O ódio faz irradiar cor escura, do marrom escuro ou cinza ao preto.
Por outro lado, o intelecto bem desenvolvido, e de forma equilibrada, faz irradiar uma aura amarela brilhante, da cor do ouro, daí o nome tradicional áurea, e auréola, dos quais derivou posteriormente a denominação aura, mais usada atualmente pela literatura espiritualista.
Quando a pessoa tem a espiritualidade bem desenvolvida, quando tem já certa evolução espiritual, a aura se apresenta em tom azul claro, ou lilás. E os espíritos muito elevados, os chamados espíritos de luz, têm uma aura branca, um branco puro, intenso, que muitas vezes se assemelha a um holofote, quase impedindo completamente a visualização do ser que está envolto nessa aura poderosa.

Por isso, quando alguém é visitado por um ser muito evoluído, descreve normalmente como tendo visto uma bola de luz, ou uma grande luz que se aproximou, e ofuscou, pois a luz realmente é muito intensa, e ofusca mesmo, pois nossos olhos, mesmo do corpo espiritual, ainda não estão acostumados a enxergar uma luz tão intensa.
Cada aura, de cada corpo, se irradia em tonalidades e intensidades diferentes em cada pessoa.
Se pudéssemos enxergar todas as auras de uma pessoa, veríamos uma aura azulada poucos centímetros além do corpo físico, e uma aura mais extensa, e multicor, se irradiando a alguns metros além do corpo físico.
Algumas auras possuem vários metros de comprimento.
Pela cor da aura de um encarnado, pode-se saber o seu estado físico, o estado mental, o estado emocional, e seu grau de evolução espiritual.
Nossa aura é como a nossa impressão digital. É única, e nos identifica.

Não há duas auras idênticas, como não há também duas digitais idênticas.
Assim, os espíritos podem nos identificar pela aura, pela sua cor e intensidade.
A aura tem um padrão vibratório que varia de pessoa a pessoa.
Um espírito amigo com quem estudei durante alguns anos, um cientista, chamava a aura de “campo vibracional”.
A aura é um campo de energia, um campo de forças, para usarmos uma linguagem moderna, da física.
A aura tem cor, tem cheiro, e tem uma vibração própria e derivada de tudo que a forma, que a compõe.
Qualquer pessoa pode ser treinada a sentir a aura, pelo menos as mais densas, e mais perto do corpo físico. Não falo de ver, mas de sentir, com todo o corpo ou com as mãos, como aprendi a fazer.

Treinei e desenvolvi a mão direita para ser o meu sensor, e com isso posso sentir campos de energia em aparelhos elétricos e eletrônicos, bem como posso sentir a aura, mais curta, mais longa, mais densa, etc., mas não vejo as cores, nem sinto o cheiro das auras, ainda.
Ao aplicarmos passe a um doente, a sua aura de saúde, que se irradia do duplo etérico, crescerá, mudará de forma, e se tornará mais forte.
Quando uma pessoa ora, com sinceridade, com sentimento, sua aura se intensifica, muda de cor, cresce de tamanho, e pode influenciar pessoas nas redondezas, e até produzir efeitos curativos.
Um passe dado com muito amor produz um efeito magnífico na aura de quem está tomando passe.
Um reiki ou jorei dados com amor produzem semelhante efeito!
Qualquer trabalho energético feito para curar, quando feito com amor produz efeito benéfico no paciente.
Um enfermeiro ou um médico que atendem com amor estão irradiando boa energia para o paciente, e podem estar contribuindo mais para a sua cura do que o medicamento químico ministrado.
A aura de Jesus era tão grande e intensa, e tão saudável, que a simples proximidade dele já produzia efeitos de cura, como no caso da mulher que tinha um sangramento que não curava e tocou nas vestes dele, e Jesus sentiu o toque na sua roupa, mesmo em meio a uma multidão, pois dele saiu, nas palvras registradas nos Evangelhos, uma “virtude”.
Devemos considerar que naquele tempo não se falava em energia, nem mesmo em fluidos, termo utilizado no tempo de Kardec no século 19.
Assim, a “virtude” que os apóstolos escreveram, por falta de uma palavra para melhor denominarem o fenômeno, era em verdade energia, ou fluido, se quisermos usar ainda a terminologia antiga espírita.

A aura de Jesus curava muita gente que dele se aproximava.
Uma pessoa que tem amor no coração, equilíbrio emocional e psíquico, e boa saúde física, cura mesmo sem querer, sem ter consciência de que está curando, pela sua mera presença em algum lugar onde haja pessoas doentes.
Uma Madre Tereza de Calcutá, uma Irmã Dulce, um Francisco de Assis, curavam pela simples aproximação dos doentes, porque a compaixão que sentiam fazia deles irradiar, automaticamente, a melhor energia de cura, os melhores fluidos de cura.
Estamos o tempo todo dentro de muitos campos de energia no universo. E interagimos com muitos campos de energia.
Recebemos energias variadas o tempo todo, e também irradiamos energias variadas o tempo todo.
Absorvemos as energias que se sintonizem conosco, e irradiamos energias que afetarão pessoas que se sintonizem com as nossas energias irradiadas.
Por isso, é bom termos cuidado com o que comemos, com o que pensamos, com as nossas emoções e, sobretudo, com os nossos sentimentos, para termos uma aura global saudável, para contribuirmos positivamente para o bem de todos que nos cercam, e para que não captemos e absorvamos energias não saudáveis.

Muita Paz.
Salvador, 17 de setembro de 2011.
Luiz Roberto Mattos

Conheça nossa loja virtual: http://mestresanakhan.com.br/loja/

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *