A MISSÃO DOS MÉDIUNS

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A palavra médium, como hoje a utilizamos, vem do latim, da palavra medium, que significa meio, intermediário.
Médium é como uma ponte, que liga duas margens de um rio, ou como um telefone, que permite a duas pessoas distantes se comunicarem.
Há vários tipos de mediunidade, e o livro que mais se aprofunda na sua classificação é O Livro dos Médiuns, de Allan Kardec, lançado no século XIX, livro de leitura indispensável a quem se propuser conhecer, estudar e assumir a mediunidade.
A mediunidade é a capacidade natural que um ser humano tem de servir de intermediário entre o mundo material e o mundo espiritual, ou entre os encarnados e os desencarnados.
A mediunidade pode ser desenvolvida, mas é preciso que ela já esteja latente na pessoa, e esse dom tem sua base na genética, podendo, inclusive, ser passada de pai para filho, por herança genética, o que vemos muito acontecer entre os ciganos.

A base genética é fator determinante para definir se uma pessoa será ou não médium.
Há pessoas que não sabem nada sobre mediunidade, não gostam de mediunidade, mas nasceram médiuns, e o dom aflora em algum momento da vida, queira ou não a pessoa.
Quando aceita, bem compreendida, e bem utilizada, a mediunidade é uma ponte para o céu, pois permite que a pessoa ajude muita gente com o seu dom. Para isso, basta olharmos o exemplo de nosso querido Chico Xavier.
Não me proponho neste texto adentrar questões relativas à definição dos diversos tipos de mediunidade, nem suas características.
Vou apenas falar da missão dos médiuns.
A humanidade convive com a mediunidade desde muito cedo, talvez mesmo desde a sua origem.
Qualquer que seja a tribo indígena da Amazônia, tribo na África ou em qualquer outro país, vemos a presença de um feiticeiro, pagé, xamã, ou outro nome dado ao sacerdote, como intermediário entre os vivos e os mortos.
No passado isso sempre existiu também.

Assim, vemos que em todas as épocas e em todas as culturas o ser humano sempre cuidou de se comunicar de alguma forma com os chamados mortos, que na verdade nada têm de mortos.
Os sacerdotes das tribos sempre foram os especialistas na comunicação com os mortos, porque eles são médiuns.
Alguns são clarividentes, outros médiuns de psicofonia, ou incorporação, ou anda médiuns clariaudientes.
Assim, enquanto uns ouvem os espíritos, outros veem, e outros incorporam, e com isso servem de intermediários entre os dois mundos aparentemente distantes, mas apenas dimensionalmente.
A missão dos médiuns das tribos, os feiticeiros, pagés e xamãs sempre foi de curar os doentes de todos os tipos, sejam doenças físicas ou espirituais, e para isso eles utilizavam e ainda utilizam plantas, chás, ervas, etc., muitas vezes indicadas pelos espíritos, através de algumas das formas de comunicação mediúnica.
Até hoje isso é feito, e também em muitos centros espíritas isso é feito, com os médiuns que recebem receitas de remédios naturais.
Antigamente, e ainda hoje em algumas tribos ao redor do mundo, médiuns participam de processos de cura.
Há os que dão passe, sozinhos ou em conjunto com espíritos; há os que recebem receitas pela psicografia; há os que operam, com bisturis, como faziam Arigó e seus sucessores incorporando o conhecido Dr. Fritz, ou com facas, bocais de caneta, etc.

Há médiuns incorporando espíritos em reuniões mediúnicas em centros espíritas e assemelhados, atuando nos complicados processos de obsessão, permitindo que os doutrinadores auxiliem na orientação dos espíritos, levando-os a perdoarem e com isso desfazerem as obsessões.
Há médiuns fazendo pinturas mediúnicas e levando muita gente a acredirar na existência dos espíritos.
Há médiuns de psicografia recebendo livros pela mediunidade e levando luz a milhões de pessoas ao redor do mundo.
São tantos e variados os tipos de médiuns, e em tantos graus diferentes, e todos têm sua importância fazendo a ponte entre os dois mundos.
A missão do médium, para mim, é acima de tudo despertar nas pessoas uma reflexão acerca da sobrevivência do espírito após a morte do corpo.
Todas as comunicações, todas as curas, todas as receitas recebidas, as cirurgias mediúnicas, etc., tudo isso tem como fim maior o despertar das pessoas para a vida no mundo espiritual, nosso mundo original, de onde viemos e para onde retornaremos em breve tempo.

Os médiuns nos lembram, através da sua mediunidade, mesmo sem que isso seja dito, que somos espíritos, e temos mais de um corpo, sendo o corpo físico apenas um deles, e que aqueles que já “morreram” podem vir até nós para se comunicar, dar mensagens, dar recados, dar conselhos, dar receitas de medicamentos, fazer cirurgias e muito mais.
O papel do médium é extremamente importante!
Seja recebendo inspiração dos espíritos ao fazerem uma palestra; seja recebendo sua influência de pensamentos e ideias ao escreverem um livro; seja transmitindo os pensamentos dos espíritos numa reunião mediúnica; seja psicografando mensagens de consolo ou escrevendo livros ditados pelos espíritos, todas as formas de mediunidade são importantes, e servem a um propósito.
A missão dos médiuns é por demais nobre!
Por isso, os médiuns precisam manter um razoável equilíbrio psíquico, emocional, e também físico.
Não precisa tentar ser santo, como muitos tentam, e não conseguem!
Santo mesmo são poucos que pisam na Terra!

Se o médium for bom de coração, tiver boa-vontade, boa-fé, e amor para dar, isso já é o suficiente.
Mediunidade é sacrifício!
Os médiuns normalmente precisam sacrificar uma ou mais noites na semana para o trabalho de intermediação entre os dois mundos.
Há médiuns que sofrem perseguição de espíritos maus em função de seu trabalho. E isso às vezes não é fácil mesmo.
Médiuns às vezes sofrem incompreensão da própria família, que não aceita ou não acredita nessas coisas, e ainda sofre preconceito no trabalho, na escola, etc., e por isso muitos médiuns procuram se esconder, e levar duas vidas paralelas, uma para a sociedade, outra na sua casa de trabalho espiritual. Alguns têm uma vida dupla!
Não é fácil ser médium!

Algumas pessoas têm uma visão fantasiosa da mediunidade, e acham que ser médium é legal, e que é fácil.
Legal só é para os que aceitam a mediunidade, e que estudam, e que vivem a mediunidade com amor, e que se dedicam ao trabalho espiritual.
Desequilibrado, o médium se torna presa fácil para seus perseguidores, e podem ser, inclusive, manipulados para prejudicar a casa de trabalho, em processo de obsessão.
Quando encaramos a mediunidade como missão, de verdade, e ao mesmo tempo como resgate, porque ela também tem esse aspecto, as coisas fluem melhor.
Todo médium é um espírito endividado!
Quanto maior o grau de mediunidade, mais endividado é o ser, que teve então uma oportunidade maravilhosa de encarnar com esse dom para servir ao próximo, para ajudar, para socorrer, e com isso resgatar pelo amor e pelo trabalho seus débitos passados, ao invés de resgatar pela dor.
A missão do médium é espinhosa, mas muito bela!

Um espírito como Hitler, por exemplo, causa a morte de milhões de pessoas em uma única vida, e pode em outra vida ser um espírito com alto potencial mediúnico, após o arrependimento, e ser como Chico Xavier, e ajudar milhões de pessoas, o que compensa o mal feito no passado.
Apenas um exemplo, já que Chico Xavier nasceu enquanto Hitler ainda era encarnado.
Se você é médium, e ainda não assumiu a sua missão, ainda não compreendeu a sublimidade dessa missão que lhe foi confiada, ainda está em tempo!
Ao desencarnar lhe será perguntado: “O que você fez com os talentos que lhe foram dados?”.
A mediunidade é um talento!
Não enterre o seu talento debaixo da terra!
Aceite-o, estude-o, e utilize-o em benefício próprio e também do próximo, e com isso estará garantindo um futuro bem melhor para você e para a humanidade!
Cobrar pelo talento que lhe foi dado de graça? Jamais!

A mediunidade não pode virar moeda de troca!
Mediunidade é fonte de luz, de amor, de força, para o crescimento e a evolução da humanidade!
Faça da sua mediunidade a missão da sua vida, e da sua profissão o seu ganha-pão.
Mediunidade com Jesus é intermediação do amor entre o Céu e a Terra!
Muita Paz.
Salvador, 25 de agosto de 2011.
Luiz Roberto Mattos

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