O AMOR INCONDICIONAL

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Amor incondicional é o amor sem condições.

Será que já conseguimos amar sem impor condições?

Vemos as pessoas dizerem a toda hora nas novelas e nos filmes de cinema, e também na vida real, que amam o outro.

Jovens que mal conhecem o companheiro logo estão dizendo “Eu te amo!”, quando o que sentem é apenas uma forte paixão.

Encantamento, paixão e amor são muito confundidos pelas pessoas.

Quando se conhece logo uma pessoa, podemos ficar encantados, sentindo-nos atraídos fortemente por ela. E isso normalmente está atrelado à forma externa, à aparência, à beleza estética.

Se isso demora algumas semanas, ou alguns meses, pode nascer uma paixão, que considero uma fase mais avançada, duradoura e complexa do que o simples encantamento.

O encantamento, se não alimentado, desaparece rapidamente. A paixão, não.

Se uma paixão leva meses para nascer, também levará certamente alguns meses para desaparecer totalmente.

Uma forte paixão pode levar anos para se dissolver!

Vemos encantamentos e paixões o tempo todo em nossa vida, mas muitas vezes as pessoas acham que estão amando.

A facilidade com que algumas pessoas dizem “Eu te amo!” é impressionante!

Por outro lado, a facilidade com que essas mesmas pessoas deixam de amar também impressionada.

Considero o encantamento um sentimento muitíssimo superficial, de curta duração, e muito condicionado, pois depende da aparência, da estética, da voz, da maneira de vestir, de falar, de andar, ou seja, depende de coisas somente externas mesmo.

A paixão, ainda que também dependa de tudo isso, tem uma duração maior, sendo um sentimento menos superficial do que o mero encantamento.

A paixão penetra mais fundo no coração do que o encantamento, e por isso requer um tempo maior para se dissolver completamente.

Nunca ouvi dizer que alguém tivesse matado ou morrido por causa de um encantamento. No entanto, quanta gente já matou, já se matou ou morreu por causa de paixão.

A paixão tem um poder destrutivo muito grande, quando não correspondida, e principalmente quando se transforma em ódio!

E o amor?

O amor é diferente de tudo isso!

O amor é um sentimento muito mais profundo, que penetra ainda mais fundo no coração do ser, e, uma vez instalado lá, não sai nunca mais!

O encantamento cessa rapidamente. A paixão cessa também, ainda que em tempo maior. Mas o amor não desaparece mais depois que nasce.

E o amor incondicional?

O amor incondicional é um estágio ainda mais avançado desse sentimento elevado.

Precisamos passar pelo instinto animal, em nossa etapa evolutiva no reino animal, pelo encantamento e pela paixão no reino humano, para lentamente desenvolvermos a capacidade de amar sem condições.

Amar sem condições é amar a essência das pessoas, sem que nada externo atrapalhe o amor, nem limite esse sentimento.

Se amamos o(a) magro(a), o(a) esbelto(a), o(a) malhado(a), mas não conseguimos amar o(a) gordinho(a), etc., não amamos sem condições, e nosso sentimento ainda não é de amor puro, incondicional.

Se amamos uma pessoa de pele clara, mas não conseguimos amar a de pele escura, e vice versa, nosso amor ainda está condicionado às aparências.

Se amamos o jovem de pele lisinha, mas não conseguimos amar o idoso de pele enrugadinha, então o nosso amor ainda depende de forma, de estética, e é ainda condicionado.

Se amamos apenas quem gosta do mesmo partido político, quem torce pelo mesmo time de futebol, quem gosta das mesmas coisas, nosso amor ainda está preso a coisas externas, e ainda está atrelado a condições.

Se amamos o comunista e não amamos o capitalista; se amamos o capitalista e não amamos o comunista; se amamos o muçulmano e não amamos o judeu; se amamos o judeu e não amamos o muçulmano, ainda não desenvolvemos uma capacidade de amar sem limites, ainda não amamos de forma pura, sem condições.

O amor incondicional é o sentimento que temos por alguém independentemente de qualquer “ismo”, de qualquer variante, de qualquer qualidade externa ou mesmo interna.

Quem nos deu a maior amostra do que seja o amor incondicional foi Jesus, há dois mil anos.

Ele amava judeus, samaritanos, romanos e todos os outros povos com os quais convivia.

Jesus nunca pregou o ódio pelos romanos, que dominavam seu povo.

Ajudava e curava tanto judeus quanto romanos e pessoas de outros povos que o buscavam.

Jesus não fazia distinção de raça, de cor, de idade, de aparência, de condição social.

Conversava com os pobres nas ruas, nas sinagogas, e almoçava e jantava nas casas dos ricos, para poder levar a mesma mensagem para eles também, que não tinham coragem de se misturar aos pobres nas ruas.

Jesus entendia as limitações das pessoas, e as respeitava. O que interessava a ele era apenas ajudar as pessoas, fossem elas ricas ou pobres, de pele clara ou escura, dessa ou daquela raça ou povo, indistintamente.

Jesus não amava sob condições!

Seu amor era verdadeiramente incondicional!

Se nós amarmos apenas quem nos ama, isso não é amor incondicional.

É fácil amar quem nos ama!

Todavia, precisamos desenvolver a capacidade de amar sem condições, como Jesus, não se importando se a pessoa é feia, pobre, se tem deformidades físicas aparentes, se é gorda demais ou magra demais, se é do partido político que não nos agrada, se tem religião diferente da nossa, se tem gostos diferentes dos nossos, etc.

Se colocamos condições para o nosso amor, como, por exemplo, ser correspondido, ser amado, ser agradado, isso ainda não é amor incondicional.

O amor incondicional, como o próprio nome já diz claramente, é o amor sem qualquer tipo de condição!

Amar simplesmente, amar por amar, sem esperar ou desejar nada em troca.

O amor mais próximo do amor incondicional que nós temos na Terra é o amor de pai e mãe.

Pai e mãe amam os filhos mesmo se eles forem feios, deformados fisicamente, retardados, egoístas, cruéis, criminosos, viciados em droga, traficantes, psicopatas, etc.

Nos finais de semana muitos pais e mães vão visitar seus filhos em penitenciárias, porque o amor não deixou de existir porque os filhos se tornaram criminosos!

Pais e mães verdadeiros, que amam sem condições, não desistem jamais dos filhos alcoólatras, viciados em droga, ou que não gostam de estudar.

A preocupação é permanente com os filhos! Mesmo estando um filho com 50 anos, a mãe com 70 anos ainda se preocupa, o pai com 80 anos perde ainda o sono com o filho de 50 anos doente ou com problemas.

Filhos são uma razão para amar por toda a eternidade!

A condição de pai e mãe nos foi dada com a finalidade de aprendermos, praticarmos e desenvolvermos a capacidade de amar sem fronteiras, sem barreiras, e sem condição alguma.

Todavia, isso não quer dizer que quem é pai e mãe ama a todos na Terra sem condições!

Muitas vezes uma mãe ama sem condições seus filhos, mas não ama os vizinhos, os parentes, e tantas outras pessoas.

Um pai pode amar incondicionalmente seus filhos e odiar um filho de outra pessoa!

Isso mostra que somos apenas calouros na escola do amor incondicional!

Ser pai e mãe é uma grande oportunidade para aprendermos a amar incondicionalmente, mas esse sentimento precisa ser estendido, também, para as outras pessoas na sociedade, no planeta e no universo.

Tomemos como modelo de amor incondicional o mestre do amor incondicional: Jesus.

Então exercitemos esse sentimento, tentando olhar para todas as pessoas, e mais que isso, para todas as criaturas vivas, para todos os seres, como nossos irmãos, e ainda além, como reflexos também, e expressão, de Deus.

Quanto mais incondicional se tornar a nossa capacidade de amar, mais o mundo e o universo se tornarão um lugar melhor para vivermos, pois teremos menos disputas, menos litígios, menos guerras, menos brigas, menos desavenças, etc.

O amor incondicional trará a paz ao mundo de que tanto necessitamos e sonhamos!

Vamos exercitar todos os dias, e em todos os instantes o amor sem condições.

Simplesmente amar…a todos, indistintamente, sem se importar com aparência, forma, estética, raça, cor, condição social, nada…apenas amar…

A nossa essência, que é Deus, é puro amor!

Deixemos o amor divino brotar e fluir de dentro de nós…e inundar todo o universo ao nosso redor…

Muita paz.

Salvador, 07 de agosto de 2011.

Luiz Roberto Mattos

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