O PASSE NA DESOBSESSÃO

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O passe, que ao mesmo tempo reúne limpeza energética e energização/revitalização, tem várias utilidades.
Pode ser utilizado para tratamento e cura de doenças de vários tipos. E assim ele é muito utilizado nos centros espíritas.
Na casa espiritualista na qual trabalho, em Salvador, o passe é usado com uma finalidade bem específica: Desligar os espíritos que estão ligados energeticamente aos nossos pacientes, e fazer também, é claro, uma limpeza em todo o campo energético da pessoa e uma revitalização.
Como temos três tipos de técnicas energéticas visando o tratamento dos diversos corpos diferentes da pessoa encarnada, que são a canalização, a energização e a cura prânica, cada uma servindo para tratar um corpo diferente (físico, etérico e astral ou perispítio), o passe foi modificado pelos mentores da casa para atender a um fim específico, e está voltado para o tratamento da influência espiritual nociva, como chamam nossos mentores, que não costumam usar a expressão obsessão.
A influência espiritual nociva tem conceito mais amplo do que a conhecida obsessão.

Enquanto na obsessão há um ou mais de um espírito desencarnado assediando propositalmente um encarnado, normalmente visando a vingança, na influência espiritual nociva (IEN) muitas vezes há até parentes desencarnados prejudicando o encarnado, mas sem querer.
Exemplo: Uma pessoa morre com depressão. Dorme alguns dias logo após o desencarne, e ao acordar está na sua casa, e ali permanece, por não conhecer nada do mundo espiritual, por ter medo de sair para a rua, às vezes sem entender o que está acontecendo, e sem ter consciência de seu desencarne, e fica então em casa junto aos entes queridos, muitas vezes até querendo ajudá-los. Mas seu estado psíquico/emocional não mudou. A pessoa continua deprimida. E isso pode ser sentido por alguém na casa que é mais sensível, e que está em sintonia com o espírito, por estar passando por algum problema que a entristece, o que pode ser até a própria morte do ente querido. Dessa forma, o encarnado começa a desenvolver um quadro de depressão igual ao desencarnado, e precisará de tratamento psiquiátrico e psicológico.

Observe que o encarnado absorve o estado mental e emocional do desencarnado, adoencendo também, mas isso não é uma obsessão, pois o desencarnado não deseja o mal do parente, e até tenta ajudar, mas o seu desequilíbrio íntimo acaba sendo transmitido para o encarnado, que com isso é prejudicado, de forma não intencional.
Já acompanhei muitas dezenas de situações como essa, variando apenas a doença do desencarnado, que pode ser tuberculose, alcoolismo e muitas outras, que podem ser transmitidas para um encarnado sem o desejo consciente e deliberado de fazer o mal.
Todavia, situações como essa do exemplo dado acima precisam ser tratadas, não como obsessão, mas tratando o encarnado e o desencarnado, que é levado para nossa reunião mediúnica para com ele conversarmos e convencê-lo a ser afastar da casa e do encarnado, encaminhando o desencarnado para uma colônia espiritual para tratamento e estudo. Na quase totalidade das vezes conseguimos isso, pois quando o espírito se dá conta de que está prejudicando o ente querido, e ele na verdade ama o encarnado que está doente, ele concorda em se afastar e aceita ser levado para tratamento no mundo espiritual.

Agora, na obsessão, quando há o intuito claro de fazer o mal, de prejudicar, de se vingar, a conversa é de outro tipo, e sempre envolve o perdão, e isso nem sempre é fácil, e nem sempre o resultado é rápido.
Contudo, tanto na influência espiritual prejudicial não intencional quanto naquela intencional, a chamada obsessão, dá-se uma vinculação fluídica, energética, ou seja, forma-se um laço fluídico entre o desencarnado e o encarnado.
Segundo nossos mentores, essa ligação se apresenta mais fortemente perceptível no bulbo, que faz a ponte entre a medula espinhal e o encéfalo, onde fica o cérebro.
O bulbo fica logo abaixo do crânio, se descermos o dedo pela cabeça buscando a coluna, na região cervical. Ali, entre a medula e o crânio, há uma reentrância, parecendo um buraco. É ali, segundo nossos mentores, que está a ligação principal entre o desencarnado e o encarnado.
Essa ligação pode ser percebida pelo passista treinado para isso.

Quando há uma ligação energética contínua, pela aproximação permanente do desencarnado, há um acúmulo de energia na região do bulbo, e esse acúmulo energético pode ser detectado da mesma forma que pode ser detectado o acúmulo energético em um chacra, por exemplo, ou em uma região doente do corpo, com sensação de calor e com energia vibrante.
Aprendi, a partir das informações dadas pelos mentores espirituais da casa onde trabalho, a sentir esse acúmulo de energia no bulbo, fazendo a leitura energética do bulbo.
O passista pode sentir também em outras regiões do seu corpo a existência da IEN, durante o passe, mesmo que não consiga perceber o acúmule energético no bulbo ou no cóccix. Eu particularmente costumo sentir apenas no bulbo e no cóccix.

Aproveitei algumas técnicas apresentadas no livro Mãos de Luz, e pratiquei, exercitei muito, e poucos dias depois estava sentindo coisas que não senti durante trinta anos de estudos e práticas energéticas.
Inicialmente, aproximava as palmas das duas mãos, e depois as afastava lentamente, repetindo esse movimento várias vezes, até sentir o campo de energia nas mãos, sobretudo na mão direita, que se revelou a mais sensível, sendo hoje o meu sensor, o meu radar de energia, como um detector de minas usado pelos militares.
Somado aos conhecimentos do livro citado, lembrei dos ensinamentos que tivera muitos anos antes (1985/1988), de médico espiritual com quem trabalhei, sobre a utilização dos chacras das palmas das mãos, e então passei a estimular o centro da palma de uma mão com o dedo indicador da outra mão, girando a ponta do dedo no sentido horário no centro da palma da outra mão (da direita para a esquerda).

Com esses exercícios, logo comecei a sentir o campo de energia, o campo eletromagnético do meu laptop, enquanto trabalhava em casa, o que hoje é permanente.
Depois de um tempo, nem precisava mais estimular o chacra da mão. Era só aproximar a mão de qualquer campo eletromagnético, como relógio, celular, computador, qualquer aparelho eletrônico ou elétrico, e sentia a mão direita vibrar, com intensidade diferente, a depender do tamanho do aparelho e da intensidade do campo de energia.
Tornei-me capaz até de rastrear um fio de eletricidade dentro da parede, a partir da tomada, sentindo o campo eletromagnético fora da parede.
Exercito constantemente minha sensibilidade com o relógio, com o celular, com a marcha do carro, quando parado, etc.
Aprendi que posso sentir os campos de energia, acreditei, e então passei a exercitar e a sentir quando quero.
Então, passei a usar isso no passe em minha casa de trabalho, que tem como finalidade o desligamento de espíritos, e é importante, para isso, perceber e sentir que há de fato uma ligação energética forte de outro ser com o paciente encarnado, o que pode ser detectado principalmente na região do bulbo.
Quando um outro campo de energia se soma, pela proximidade, ao campo de energia do encarnado, esse somatório de energia se faz sentir no bulbo.
Se o bulbo está com grande concentração de energia, há ligação energética nociva, ou influência espiritual nociva, como chamamos, com ligação anergética de um ente desencarnado.
Como fazer a leitura do bulbo? Como funciona nosso passe?

Nosso passe tem três etapas distintas.
Primeira Etapa: A primeira etapa é a de limpeza energética geral. Colocamos o paciente em pé, ao lado de uma cadeira, e então nos colocamos na sua frente. Orientamos o paciente a relaxar, a concentrar-se, a entregar-se, a orar, e aí começamos o passe com movimentos das mãos de cima para baixo ao longo do corpo, arrodeando o paciente até retornarmos para a posição inicial, na sua frente.
Segunda Etapa: Terminada a primeira etapa, de limpeza, damos um leve toque no ombro do paciente e fazemos sinal para o paciente se sentar. Então nos posicionamos ao lado da cadeira (qualquer lado) e iniciamos o que chamamos de toque de desligamento, que consiste em colocarmos o dedo indicador de uma mão entre as sombrancelhas e o dedo indicador da outra mão na região do bulbo, na base do crânio. A energia que sai dos dedos se dirige para a glândula pineal (dedo da frente) e bulbo (dedo de trás). Com isso, fortalece-se o bulbo e faz-se o desligamento fluídico/energético entre o espirito desencarando e o encarnado, se houver. Mas nem sempre isso acontece em uma única sessão de passe. Fazemos no mínimo quatro sessões. Podemos chegar até a seis sessões, e excepcionalmente até oito, número máximo orientado por nossos mentores. Esses números nos foram sugeridos pelos mentores. Levamos alguns minutos nessa fase de desligamento. É bom estar orando durante esse tempo, pedindo a Deus que permita fazer o desligamento com respeito e amorosidade pelo desencarnado que se pretende desligar. Não se deve estar com postura mental de desligar pela força. É assim que oro. É assim que faço.

Terceira Etapa: Terminado o toque de desligamento, e como faço o toque estando no lado direito do paciente, e uso a mão direita na frente, mudo de posição, indo para o outro lado da cadeira, e então inicio a leitura energética do bulbo, usando a mão direita. Às vezes passo inicialmente e ligeiramente as mãos ao longo do corpo do paciente, sem tocá-lo, para sentir o seu campo energético geral, mas não me preocupo com isso, e não foco nessa leitura geral, uma vez que há outros trabalhos energéticos na casa que fazem isso. Meu foco é o bulbo, principalmente, e também a região do cóccix, na base da coluna vertebral, onde também pode ser sentido o acúmulo energético de forma reflexa, como nos ensinaram nossos mentores. Primeiro faço a leitura do bulbo, e depois do cóccix. Na leitura do campo energético do bulbo uso sempre a mão direita, por ser o meu sensor, a mão mais sensível, e então vou aproximando a mão por trás, na horizontal, até ficar próxima do bulbo, sem tocar o corpo do paciente. Repito várias vezes o movimento, aproximando e afastando a mão até uns dez centímetros, e às vezes um pouco mais. Assim, sempre percebo se há muita energia nessa região, e, quando há, eu sinto minha mão vibrar, hora no centro da palma da mão, hora nos dedos, às vezes parecendo que estou tomando leve choque na mão, mas não dói. Se minha mão vibra, de uma forma que já conheço bem, tenho certeza de que existe IEN (influência espiritual nociva), e então o paciente permanece em tratamento no passe por, no mínimo, quatro sessões. Essa leitura energética do bulbo leva cerca de cinco minutos. Não tem tempo marcado para isso. É mais intuitivo, e sentimos a maior ou menor necessidade na hora, e pela experiência. Antes de aproximar a mão do bulbo, primeiro aproximo algumas vezes da cabeça, do crânio, para comparar com o bulbo.

Quarta Etapa: feita a leitura do bulbo e do cóccix, então se inicia a quarta e última etapa do passe, que é da recomposição energética, ou revitalização geral dos corpos. Somos orientados a não passar as mãos pelo alto da cabeça de forma rápida (o paciente está sentado), pois isso pode retirar um aparelho, um tipo de capacete, colocado pela equipe espiritual acima da cadeira, sendo invisível para olhos comuns. Posso sentir, quando tento fazer isso, um campo de energia acima da cadeira, igual ao campo energético que sinto no laptop, fazendo minha mão vibrar fortemente, o que mostra que ali há um campo eletromagnético também. Isso mostra que os aparelhos usados pelos espíritos não são tão menos materiais do que nossos aparelhos eletrônicos físicos. Nessa fase de doação de energia, começo colocando as duas mãos no alto da cabeça do paciente, mas imóveis, enquanto oro, e depois lentamente vou descendo as mãos ao longo do corpo, apenas pela frente, até quase chegar aos pés. Repito isso várias vezes, pensando que a energia entra pelo alto da cabeça, pelo chacra coronário, e penetra corpo adentro, vitalizando todos os corpos (corpo físico, duplo etérico e perispírito, ou corpo espiritual). Finalizo o passe na frente do paciente com as mãos juntas e fazendo leve inclinação para frente. E então pego um copinho com água na prateleira da câmara de passe, onde os espíritos colocam algum medicamento (o copo só é cheio de água quando o paciente vai entrar na câmara, sendo o medicamento específico para cada um), e entrego ao paciente, para ele tomar, e em seguida o libero.

Detalhe: Nosso passe é feito em dupla. O segundo passista fica apenas atrás do paciente, a mais ou menos um metro e meio de distância, e pode movimentar as mãos também participando da limpeza energética, e igualmente doar energia, mas afastado. Assim, o passe é potencializado. Isso é orientação da equipe espiritual da casa.
São no máximo cinco passes por dupla, alternando os passistas em cada passe. Uma vez um é o passista principal, e no passe seguinte ele fica atrás, e assim sucessivamente, para que não haja desgaste excessivo dos passistas, visto que nosso passe somente é feito em pacientes que estão sofrendo influência espiritual nociva, e muitas vezes altamente “carregados” e desenergizados.
Nosso tratamento para os pacientes diagnosticados com influência espiritual nociva (IEN) envolve palestras (todos os pacientes da casa assistem), passe (no mínimo quatro sessões – uma por semana), e no mesmo dia e horário das palestras realizamos nossa reunião mediúnica, quando são atraídos os espíritos ligados aos pacientes, enquanto estes estão assistindo a palestra, para que possamos conversar com os espíritos e convencê-los a se afastarem do paciente e a seguirem outro caminho, a perdoarem, quando for o caso, etc., a chamada doutrinação, termo utilizado nas casas espíritas e também por nós às vezes.

Como disse no início, nosso passe não se destina à cura física, cura do duplo etérico ou do perispírito, em que pese isso poder acontecer nesse tratamento. Tudo depende da energia e do nível evolutivo do passista, bem como do estado interior e da mudança interna do paciente. O passista dá apenas energia, mas a cura é interna.
Nosso passe visa primordialmente o desligamento energético de desencarnados, para que eles sejam tratados em nossa casa também, e visa ainda a recomposição energética do encarnado, posto que no processo de influência espiritual nociva o encarnado muitas vezes é vampirizado e recebe energias/fluidos nada saudáveis.
Esse, em linhas gerais, é o nosso passe!
Muita Paz.

Salvador, 01 de junho de 2011.
Luiz Roberto Mattos

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