GENÉTICA OU ÍNDOLE?

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O que uma coisa tem a ver com a outra? Pode perguntar o leitor.
Será que não tem nada a ver, que a genética nenhuma relação guarda com a índole?
Todos os seres vivos possuem uma carga genética, principalmente contida nas moléculas de DNA.
Nós, humanos, temos o DNA apenas, e nele estão contidas todas as informações que estão relacionadas com a forma.
Se parecemos com o pai, ou com a mãe, ou com a avó, ou com o avô, etc., isso está diretamente ligado ao DNA.
Se nascemos com determinada deformidade física, ou cego, ou mudo, ou surdo, etc., isso está relacionado com o DNA.
Todavia, se desde pequeninos apresentamos um comportamento voltado para a transgressão das normas sociais, das leis, somos rebeldes, não aceitamos ordens de ninguém, não gostamos de autoridade, não conseguimos perdoar, somos avarentos, orgulhosos em excesso, vaidosos em excesso, etc., será que isso tudo também estava previsto em nosso DNA?
Será que nosso comportamento, nosso caráter, nossa índole, estavam programados em nosso DNA?
Hoje, muitos cientistas materialistas acham que existe um gen que nos dá uma predisposição para o crime, outro que nos dá predisposição para ser homossexual, outro para ser corrupto, outro para o alcoolismo, etc.

Dessa forma, retiram a responsabilidade das pessoas, posto que, estando já programadas pelo DNA para tantas coisas, elas são apenas impelidas para tudo isso.
Então, as pessoas já nasceriam “predestinadas” pelo DNA a serem gays, lésbicas, criminosos, etc.
É claro que não há até o presente momento em que estou a escrever isso absolutamente nenhuma prova científica de que exista um gen gay, nem um gen criminoso, etc.
Isso é apenas uma ideia de alguns, uma hipótese a ser ainda provada.
Desse modo, isso não é certeza científica!
Particularmente, não acredito nessa hipótese!
Não acredito, até que a ciência apresente provas contundentes e irrevogáveis em sentido contrário, que exista mesmo um gen que predisponha alguns homens a se tornarem gays e algumas mulheres a se tornarem lésbicas.

Da mesma forma, não acredito que exista um gen predispondo algumas pessoas para o crime.
Não somos, a meu ver, predispostos para a homossexualidade ou para a criminalidade, nem mesmo para os vícios de álcool e drogas pelos gens.
Nenhum criminoso entrou na vida do crime porque tinha um gen defeituoso que o impulsionou para essa atividade criminosa.
Nenhum viciado em droga, de qualquer tipo, foi impulsionado por um gen para o vício.
Vemos pessoas viciadas em droga que nasceram em famílias que nunca tiveram um único viciado em droga de qualquer tipo, e falo de pais, avós, bisavós, etc.!
Há pessoas alcoólatras que nunca tiveram antes um alcoólatra em seus ascendentes, seus antepassados!
Há corruptos e criminosos de todos os tipos que são filhos de pais honestos e trabalhadores, pessoas de bem, e que tiveram avós e bisavós honestos!
Onde estaria a fonte genética “deformada”, “degenerada”, “defeituosa”, etc., dessas pessoas, se seus ancestrais eram pessoas do bem, honestas, respeitadoras da lei, e sem vícios?
Em minha visão espiritualista, eclética, sem fanatismo ou vinculação com uma só religião ou corrente filosófica, mas universalista, entendo que nós somos espíritos, e já vivemos muitas e muitas vezes, milhares de vezes antes desta atual existência física.
Essa não é, de modo algum, nossa primeira vida terrena!

Assim, todo o somatório de experiências vividas em muitas vidas está gravado em nossa memória espiritual, mas não está gravado em nosso consciente, que é formado por nossas memórias recentes, desta atual existência.
As experiências de vidas passadas – todo o nosso conhecimento de vidas anteriores – estão gravadas, sem chance de se perder, em uma “camada” de memória mais profunda, no nosso inconsciente mais profundo, mas não na mesma “camada” que guarda algumas lembranças passadas desta vida, como, por exemplo, nossos primeiros anos de vida, dos quais quase nada recordamos.
Ao desencarnarmos, deixamos o corpo de carne, o corpo físico, na dimensão material, física, e ele se dissolve, se desintegra.
Com isso, o cérebro físico se desintegra.

Se as memórias estivessem registradas apenas no cérebro físico, com a morte corporal perderíamos essas memórias.
Todavia, vemos que isso não acontece, pois os espíritos carregam consigo suas lembranças, boas e ruins, ao partirem para o mundo espiritual, de volta ao mundo original.
Tudo o que vemos, ouvimos, sentimos, etc., no plano físico, através do corpo físico, fica registrado no cérebro do corpo espiritual (corpo astral, perispírito), e ao deixarmos para trás o corpo carnal, levamos esses registros em nosso corpo espiritual.
Com isso, nossas ideias, nossas crenças, nossos desejos, nossos apegos, nosso orgulho, nossos preconceitos, nossa vaidade, nosso ódio, nossas mágoas, etc., nos acompanham após a morte.
Costumava dizer, há muitos anos atrás, que “A morte é uma mudança de mundo sem mudança de personalidade”.
De fato, ao deixarmos o corpo, de forma definitiva, que é a chamada morte, não mudamos imediatamente, e em nada.
Normalmente conservamos a mesma aparência externa do corpo físico, conservamos os vícios, os desejos, os sonhos, tudo.
Um criminoso que é morto em uma troca de tiros com a polícia não muda de uma hora para a outra e se torna um homem de bem na mesma hora!
Um alcoólatra não perde a vontade de beber logo após a morte!

Um viciado em crack ou cocaína não perde a vontade de usar essas drogas logo após deixar o corpo pela morte!
Um viciado em sexo não perde a vontade de fazer sexo logo após desencarnar!
A prova de tudo isso é que em reuniões mediúnicas vemos com tanta frequência espíritos falando na vontade incontrolada de sentir o prazer sexual, ou de beber, de fumar crack, de cheirar cocaína, de fumar cigarro, etc.
Igualmente, um político viciado em poder não perde esse gosto e necessidade exagerada de ter poder só porque morreu fisicamente.
Um psicopata, antiga e mais conhecida denominação de uma patologia psíquica, hoje denominada de Transtorno de Comportamento Antisocial, não deixa de ser um psicopata assim que morre.
Nas reuniões mediúnicas vemos também inúmeros psicopatas desencarnados, como os conhecidos “magos negros”, assustando, aterrorizando, ameaçando, tentando acabar com os grupos mediúnicos, porque eles os incomodam, resgatando espíritos por eles aprisionados, e até alguns de seus soldados e servidores.
Quantas vezes em meu grupo resgatamos “escravos” de organizações criminosas do mundo espiritual. E normalmente vem primeiro um soldado tentar resgatar de volta aquele que libertamos, e depois vem um chefe de segurança, e até em algumas situações o chefe maior, na hierarquia, esbravejando, em alguns casos, e calmos e frios em outras.
As nossas tendências, que chamo genericamente de índole, não estão pré-fixadas em nosso DNA como se fosse uma meta de inflação fixada pelo governo.
Não. Nossas tendências – nossa índole – estão em nós, na alma, na nossa mente, e só a custo de muito trabalho interior intenso elas mudam, e lentamente.
Hitler não se tornou um homem frio, cruel e perverso nesta vida, nem da noite para o dia!
Ele já era um espírito perverso antes de reencarnar, apegado ao poder, cruel, insensível, nada afeito a receber ordens, com dificuldades de perdoar, de amar, etc., ou seja, tinha todas as características de um psicopata.

Se lermos, como eu li, o livro Mentes Perigosas, da psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva, veremos que Hitler tinha todas as características, e em alto grau, dos psicopatas, na forma das características descritas nesse livro.
Na verdade, Hitler é o protótipo perfeito do psicopata! Um bom exemplo para estudar essa patologia do ser.
Quem entra na vida do crime já trouxe a índole criminosa, e diante de certas circunstâncias apenas dá vasão ao que tinha de pior dentro de si.
Todos sabem que nas favelas, nas invasões, está a maioria dos criminosos, e que a maioria deles nasceu pobre.
No entanto, sabem também que esses criminosos são minoria nas populações dessas favelas.
Não é a genética, não são as condições sociais, não é o meio, não é nada disso que faz de uma pessoa um criminoso!
É a índole! São as tendências inatas que já trazemos ao reencarnarmos!

Diante das provas e expiações que vivenciamos, damos ou não vasão às nossas más inclinações, nossas tendências.
Kardec, ao perguntar aos espíritos se existem arrastamentos irresistíveis, ouviu deles a seguinte resposta: Arrastamentos existem, mas não são irresistíveis!
Todos podemos resistir aos diversos tipos de arrastamentos, mas nem sempre conseguimos, pela nossa fraqueza, pela nossa indecisão, pela nossa divisão interna, etc., pois nem sempre a pessoa quer de fato deixar o vício, deixar a atividade ilícita, etc.

Viciados em cigarro sabem muito bem todos os malefícios do fumo, mas não querem largar o cigarro!
Alcoólatras sabem tudo sobre o mal que a bebida em excesso causa ao corpo, mas não querem largar a bebida!
Muitos corruptos, mesmo já bastante ricos, não param de roubar o dinheiro público, mesmo não precisando de mais dinheiro.
Muitos porcos não conseguem sair da lama, mesmo que demos a eles uma cama com lençóis limpos! Já se acostumaram com a lama! Sentem prazer em ficar na lama!
Na Terra há pouca gente evoluída de verdade!
A maioria de nós ainda traz uma índole voltada para os vícios, para o crime, para muitas coisas ruins, e o que temos que fazer é resistir aos arrastamentos, resistir às nossas próprias más inclinações, às nossas más disposições de caráter, às nossas tendências ruins.
Há espíritos encarnados hoje como mulheres que viveram durante séculos ou milênios como homens e que hoje se sentem mais masculinos, e se sentem atraídos por mulheres.
Há também espíritos hoje encarnados como homens que viveram durante séculos ou milênios como mulheres e que hoje se sentem mais femininos, e se sentem atraídos por homens.
Muitas lésbicas vivem essa situação, o mesmo se dando com muitos gays.

Não é genética predispondo à homossexualidade!
É tendência, por causa da polaridade sexual longamente vivenciada como homem ou como mulher! E isso deve ser entendido, aceito e respeitado, pois muitos deles sofrem muito com isso, sobretudo com a rejeição, o preconceito e a discriminação! Precisam ser amados e aceitos, acima de tudo, como são!
Todavia, há pessoas que fazem sexo com homens e mulheres, e até com animais, como cavalos, cachorros, bodes, etc., como se pode ver na internet.
Isso não é nem genético nem mudança de polaridade sexual! É a busca desequilibrada de prazer pelo prazer, sem outra finalidade maior! É a bestialização do sexo, a bestialização do ser humano, e a degradação do espírito!
Estamos em evolução! E evolução é aperfeiçoamento!

Assim, precisamos estar atentos à nossa índole, às nossas tendências inatas, às nossas más inclinações, para podermos nos conhecer bem, e só assim podermos nos modificar, nos melhorar, nos aperfeiçoar, evoluir.
Dessa forma, na próxima vida viremos para o mundo com uma índole melhor, com inclinações superiores, com tendências a fazer apenas coisas boas para nós mesmos e para os outros!
Muita Paz.
Salvador, 08 de outubro de 2011.

Luiz Roberto Mattos

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