LUZ E TREVAS

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Em todas as religiões, desde a mais remota antiguidade, há registro nos livros sagrados e as pessoas acreditam na existência de seres voltados para o bem e outros voltados para o mal, não importando se acreditem ou não que os seres já foram criados com uma destinação e direção específica, o bem ou o mal.
Como sou espiritualista, de base espírita, acredito que todos os seres espirituais foram criados iguais, simples e ignorantes, como está escrito em O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec.
Desde que a humanidade existe, existe o bem e o mal, e o mal sempre tentou dominar, sempre tentou influenciar e controlar as pessoas, sempre buscou o poder.
Os espíritos chamados “das trevas” são incansáveis buscadores do poder, de todos os tipos e formas, e jamais desistem de seu intento.
Logo no início da civilização já existiam guerras.
Tribos ainda primitivas guerreavam por áreas de caça; depois, as cidades nascentes guerreavam por áreas para pasto e plantio.
Com o crescimento das cidades, os seres desejosos de poder buscavam o trono, e quando conseguiam buscavam a expansão territorial de sua civilização, até irem aos poucos formando os impérios.

O império mais antigo que a história registra foi o egípcio, mais de mil anos antes de Cristo.
Depois vieram os impérios persa, grego, romano, muçulmano, espanhol, inglês, francês, soviético e outros.
Os espíritos não têm nacionalidade!
Desencarnados, os espíritos podem ficar alguns anos ou mesmo vaários séculos presos a uma cultura, a uma etnia, a uma nacionalidade, mas depois de certo tempo isso passa, eles se libertam, pois acabam reencarnando em outro país, com outra cor de pele, com outro idioma, outra cultura, e assim vão passando por todas as civilizações e culturas.
No entanto, os espíritos voltados para o chamado “mal”, que são aqueles que se unem e traçam estratégias de dominação, de poder, permanecem os mesmos, séculos após séculos.
Eles vão reencarnando e se juntando em diversos países, em diversas épocas, mas sempre com o mesmo objetivo: o poder!
Dessa forma, as organizações das trevas têm agido há vários milênios, organizando grupos na Terra, formando impérios pela força, e levando destruição pelo mundo afora.
Nenhum império se forma de modo pacífico!

Os egípcios não conquistaram a Palestina, a Núbia e a Síria com flores!
Os Persas não formaram um gigantesco império só com conversa!
Os gregos, com Alexandre, o Grande, também não tomaram o império persa e foram ainda mais longe sem usar a espada e lança.
Do mesmo modo os romanos, os espanhóis, os ingleses, os franceses com Napoleão Bonaparte, nem muito menos os soviéticos.
Grupos de espíritos das trevas estiveram presentes, alguns encarnados e outros desencarnados, em todos esses impérios.
O último grande império territorial, construído à força, foi o império soviético, que começou depois da Revolução Russa de 1917, e principalmente após o nascimento da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, em 1922.

Ao longo e ao final da Segunda Guerra Mundial, a URSS (União Soviética) tinha expandido enormemente o seu território, pois por onde passava o Exército Vermelho, em direção à Alemanha, libertando os países antes ocupados pelos nazistas, os soviéticos, comunistas, iam incorporando os territórios de cada país, pois a simples presença do Exército Vermelho permitia que os comunistas locais tomassem o poder, organizando o partido comunista antes perseguido pelos nazistas, e sem reação da população, devido ao medo.
Assim, a URSS cresceu de forma extraordinária ao fim da guerra, tendo ficado com metade da Coreia, metade do Vietnã, metade da Alemanha, e boa parte de toda a Europa Oriental, por onde passou o Exército Vermelho em sua trajetória para Berlim.
O espírito das trevas que possui mais poder na Terra, que em nossa cultura judaico-cristã é conhecido como Lúcifer, ou Satanás, é um ser que tem a pele vermelha, mas não a pele vermelha dos índios americanos. É vermelha mesmo, da cor do sangue.

Já estive com ele! Já fui atacado por ele, como já descrevi em outro texto.
Talvez por isso ele “imprimiu” a sua marca vermelha em várias organizações ao longo da história.
Se observarmos bem, veremos que os romanos tinham grande gosto pelo vermelho.
As capas dos centuriões, as bandeiras, os tapetes, cortinas, muitas coisas em Roma eram vermelhas.
Também os nazistas tinham grande predileção pelo vermelho.

As bandeiras, os porta-estandartes, as braçadeiras, e muitas outras coisas dos nazistas eram vermelhas.
Os romanos e os nazistas ainda tinham em comum a águia, como símbolo de poder, pois a águia é um animal caçador. E também a saudação estendendo o braço direito para a frente. O Ave César e o Heil Hitler são muito semelhantes, como se os nazistas apenas tivessem copiado o movimento romano.
O último grande império mundial que existiu, mas que já se dissolveu, em 1991, foi a URSS.
A URSS nasceu com o comunismo, e este nasceu com Carl Max, na metade do século XIX.

Não podemos nos esquecer que para contrabalançar cada império do mal, houve a encarnação de espíritos de luz na humanidade.
Em uma mesma época, entre os séculos VI a IV antes de Cristo, encarnaram na Terra: Buda, na Índia; Confúcio e Lao Tsé na China; Zoroastro na Pérsia; Pitágoras, Sócrates, Platão e Aristóteles na Grécia; todos trazendo ideias boas, renovadoras, e inovadoras, que ajudaram muito a humanidade a crescer, a avançar, a evoluir.
Não foi a coincidência, nem o acaso, que trouxe esses luminares para a Terra na mesma época!
Alguns séculos depois da encarnação dessa turma de espíritos de escol, tivemos a encarnação de Jesus na Palestina, então dominada pelos romanos, pregando o amor a todos, indistintamente, o que mais adiante contribuiria também para o enfraquecimento do Império Romano.
Sempre que um grupo das trevas reencarna em uma país e inicia um movimento para dominar as pessoas, ali também reencarnam espíritos de luz para fazer o contraponto, para equilibrar a influência maléfica sobre as pessoas.

Carl Max publicou o Manifesto Comunista na Alemanha no final de fevereiro de 1948. E foi desse manifesto que nasceu o comunismo que influenciou Lenin.
Em 31 de março de 1848, apenas um mês depois, no outro lado do mundo, nos Estados Unidos, na pequenina cidade de Hydesville, no interior do Estado de Nova Iorque, as irmãs Fox começavam a se comunicar com os mortos através de pancadas, o que logo se espalhou, chegando até a capital do estado, e de lá foi para a Europa, como diversão, e alguns anos mais tarde o professor francês Hypolite Leon Denizar Rivail, que ficou conhecido como Allan Kardec , lançava sua obra O Livro dos Espíritos, em 1957.
De um lado, Carl Max trouxe para o mundo o comunismo, que já matou mais de cem milhões de pessoas em todo o mundo, desde 1917, segundo alguns historiadores, e de outro os fenômenos de efeitos físicos iniciados na mesma época levaram Allan Kardec a trazer ao mundo o Espiritismo, que não cessa de crescer, e que ainda vai crescer muito nos próximos séculos.
Enquanto o comunismo sempre buscou escravizar as pessoas, sob o pretexto de dar a elas qualidade de vida, o que de fato nunca foi feito (vide Cuba e China hoje), o Espiritismo ajuda a libertar as pessoas, as almas, da ignorância.

Enquanto o comunismo é ateísta, e por isso perseguiu religiosos em todo o mundo onde ele se implantou, o Espiritismo abre a mente para uma visão mais elevada de Deus, e revela o mundo espiritual para as pessoas.
A Revolução Russa pela primeira vez implantou efetivamente as ideias de Carl Max na Rússia, pelas mãos de Lenin, em 1917.
No mesmo ano, 1917, ocorreram as aparições de Nossa Senhora em Fátima, em Portugal.
Mera coincidência?
Um espírito do quilate de Maria, mãe de Jesus, ou Nossa Senhora, aparece a três jovens pastoras, no interior de Portugal, o que levou ao crescimento da fé entre os cristãos de todo o mundo, no mesmo momento em que Lenin impõe pelas armas o comunismo ateu na Rússia, que depois seria o centro do poder do gigantesco Império Soviético até 1991, quando finalmente ruiu.
Voltando um pouco no tempo, vemos que São Francisco de Assis (Assis, 5 de julho de 1182 — 3 de outubro de 1226) viveu na época das Cruzadas, que aconteceram entre os séculos XI e XIII.
As cruzadas foram incentivadas e em parte financiadas pelo Vaticano, pela Igreja Católica, que tinha há muito tempo saído do caminho certo, tinha perdido o rumo do cristianismo, e Francisco de Assis veio dar uma lição de simplicidade e humildade ao Vaticano e ao Papa. Veio lembrar aos poderosos do Vaticano o que é o cristianismo.

Gengis Khan foi um gerreiro mongol (1155?-18/8/1227) que fundou o vasto Império Mongol, que matou muita gente de forma cruel. Os mongóis eram sanguinários!
Como se observa, Francisco de Assis e Gengis Khan foram contemporâneos, e Gengis Khan morreu apenas um ano depois de Francisco de Assis.
O espírito de luz contrabalançando o das trevas!
Na mesma época de Gengis Khan e Francisco de Assis tivemos também a inquisição.
A ideia da criação da Inquisição surgiu em 1183, quando delegados enviados pelo Papa averiguaram a crença dos cátaros de Albi, sul de França, também conhecidos como “albigenses”, que acreditavam na existência de um deus do Bem e outro do Mal.
Cristo, para eles, seria o deus do bem enviado para salvar as almas humanas, e o deus criador do mundo material seria o deus do mal, e após a morte as almas boas iriam para o céu, enquanto as más iriam praticar metempsicose (reencarnação).

Isso foi considerado uma heresia, e, no ano seguinte (1184), no Concílio de Verona, foi criado o Tribunal da Inquisição.
A criação do Tribunal do Santo Ofício, que instituiu a Inquisição, também foi contemporânea de Francisco de Assis!
O Papa Gregório IX, em 20 de Abril de 1233, editou duas bulas que marcam o reinício da Inquisição.
Nos séculos seguintes, ela julgou, absolveu ou condenou e entregou ao Estado – para que as penas fossem aplicadas – vários de seus inimigos propagadores de heresias.
O Vaticano na época possuía até exército, e os padres abençoavam os canhões e as tropas antes de partirem para a guerra.

Enquanto se desenrolava a Segunda Guerra, Chico Xavier trazia ao mundo, pela mediunidade, o livro Nosso Lar, primeiro de uma série espetacular, que descortinava de forma maravilhosa o mundo espiritual, exatamente em um momento em que havia luta no mundo todo pelo poder, uma luta que deixaria nada mais, nada menos, do que 60 milhões de mortos, além de outros tantos milhões de feridos, aleijados, inválidos, órfãos, viúvas e viúvos em todo o planeta.
As trevas penetraram e se infiltraram na Igreja Católica assim que ela nasceu, e logo a cor vermelha foi prevalecendo na Igreja.
Até hoje os cardeais vestem o mesmo vermelho sangue usados pelos romanos, pelos nazistas e pelos comunistas.
Os tapetes do Vaticano são vermelhos.

Em todos os cantos, épocas e organizações que contaram ou contam com a participação de um grupo de espíritos da trevas, sempre em busca do poder, apenas poder, está presente o vermelho forte, cor de sangue.
Assim, não é difícil identificar em partidos políticos e organizações sociais que lutam pelo poder a presença desses espíritos.
Todavia, para contrabalançar as trevas, sempre temos em todo o mundo boas pessoas, bons espíritos, como Madre Tereza de Calcutá, Gandhi, Chico Xavier, Irmã Dulce, e tantas outras que com o seu exemplo de vida inspiram coisas boas nas pessoas e na sociedade.
Onde as trevas estão agindo, tenha a certeza de que também a luz está presente, contrabalançando a influência das trevas.

Acima de tudo, é preciso lembrar que o império romano caiu, o império persa caiu, o império de Napoleão Caiu, o império Inglês caiu, o império soviético caiu, e todos os que se levantarem cairão também. A Inquisição acabou, e o vaticano já não tem mais poder e exército como no passado!
A luz sempre foi e continuará sendo mais forte do que as trevas, e sempre prevalecerá!

Muita paz.
Salvador, 10 de janeiro de 2012

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