SEXO CASUAL

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Hoje de manhã assisti uma reportagem no Jornal da Manhã, pela TV Bahia, sobre crianças que não sabem quem é o seu pai, e sobre o mutirão que a justiça está fazendo para o reconhecimento de paternidade, de forma espontânea ou judicial.
Grande iniciativa da justiça estadual da Bahia! Estão de parabéns!
A matéria, no entanto, me deixou de certo modo triste, e reflexivo.
Constatou-se que 90 mil crianças na Bahia não sabem quem é o pai! Elas não foram registradas pelo pai, mas somente pela mãe.
É triste uma criança não saber quem é o pai! Isso muitas vezes causa problemas na criança, e, sobretudo, quando chega a adolescência, fase que já traz consigo de forma natural certa revolta e questionamentos.

A reflexão primeira é: Por que a criança não sabe quem é o seu pai?
A segunda é: Por que o pai, ou suposto pai, nega a paternidade?
Quando o filho é fruto do casamento, muito raramente o pai nega a paternidade! Isso só acontece se ele não está tendo relações sexuais com a esposa, ou ele fez vasectomia, e a esposa engravida, o que então deixa claro que ele realmente não é o pai.
Todavia, quando as pessoas estão apenas namorando, sem um maior compromisso, ou quando estão simplesmente “ficando”, sem qualquer tipo de compromisso, por mais superficial que seja, ou quando apenas “se bateram” numa balada, e fazem sexo, e a mulher engravida, o homem não tem certeza se o filho é realmente dele.
Se a mulher faz sexo com vários homens, e com intervalo curto de tempo, como vai saber quem é o pai da criança quando ela engravida?
Penso ser essa a situação da esmagadora maioria das 90 mil crianças que não sabem quem é o pai somente aqui na Bahia.
Isso faz refletir, naturalmente, na questão do sexo eventual, casual, e sem compromisso.

Cada dia mais as pessoas estão usando o sexo meramente como fonte de prazer físico, desvinculado de sentimento, de afeto, de carinho, de amor.
As pessoas se encontram em baladas, bebendo, e poucas horas depois vão para um motel, para fazerem sexo, sem se conhecerem antes. É apenas carnal!
A sociedade hoje vive uma era de encontros furtivos casuais e sem compromisso.
Vive uma era de erotização crescente, de sexo descompromissado.
O sexo serve para passar tempo, serve como ginástica, para queimar calorias, serve para desestressar, etc.
O sexo serve para tudo, menos para unir de verdade as pessoas!
O sexo deveria ser ponte para o amor, como escrevi em artigo recente.
No entanto, o sexo está servindo muito mais para criar um exército de filhos sem pai!
O sexo irresponsável cria gravidez indesejada, porque não planejada.
Muita gente ainda faz sexo sem usar preservativo, arriscando-se a contrair doenças sexualmente transmissíveis, como a mortal AIDS, que ainda não tem cura, e arriscando-se também a gerar crianças sem planejamento.

Isso acaba levando a essa situação citada na reportagem.
Se em cada estado brasileiro houver a mesma média de crianças que não conhecem o pai, teremos mais de dois milhões de crianças nessa situação em todo o país.
Quando é que vamos nos libertar de nossos limites conscienciais?
Até quando viveremos como seres espirituais irresponsáveis?
Será que não seria melhor retomarmos aqueles tempos de namoro?
Antigamente, as pessoas primeiro se conheciam, fazendo a chamada “corte”, depois pediam em namoro, e começavam a namorar, até pegar na mão, e sexo só vinha no casamento.
Os casais eram mais estáveis, se separavam menos, as famílias eram mais unidas, e o sexo era feito com consciência e responsabilidade.
Hoje, as pessoas fazem sexo como os gatos e cachorros de rua!
Encontram-se, “tomam uma” juntos, e logo transam!
Conhecer para quê? Isso dá trabalho! Traz compromisso!

Muita gente pensa assim!
No entanto, nessa vida superficial, sem aprofundamento das relações, sem conhecimento verdadeiro do outro, estamos criando uma sociedade virtual, na qual as pessoas só se “conhecem” virtualmente, pela internet, e só saem de casa para fazer sexo casualmente, sem compromisso.
Amigos só virtuais!
Sexo carnal só para liberar as tensões!
Filhos? Em grande parte são “acidentes de percurso”! E muitos são abortados!
Está na hora de crescermos um pouco!
Está na hora de refletirmos sobre isso, e de tomarmos atitudes simples!
Precisamos olhar o sexo em sua finalidade!
Crianças querem pais, de preferência dois! Pai e mãe! Não apenas mãe!

Muita Paz!
Salvador, 18 de abril de 2012.
Luiz Roberto Mattos

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