CIRURGIA NO CORPO ESPIRITUAL

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Inicialmente, cumpre-me esclarecer que estou chamando de corpo espiritual no título acima o que algumas correntes espiritualistas e esotéricas chamam de corpo astral, e o espiritismo chama de perispírito.
Ora usarei um termo, ora outro.
Todavia, para certas correntes, há ainda outros corpos ainda mais sutis, como o corpo mental.
Para o espiritismo, há generalização do corpo espiritual, que é chamado simplesmente de perispírito, o que englobaria todos os outros corpos energéticos.
Paulo de Tarso chamava o corpo do espírito de corpo espiritual.

Como tratarei apenas do corpo que mantemos logo após a morte física, que é o corpo astral, não tem importância prática fazer qualquer distinção, pois o corpo astral faz parte e integra o que genericamente alguns chamam de corpo espiritual e perispírito.
Assim, falaremos de cirurgia no corpo astral (corpo espiritual ou perispírito).
Não nos esqueçamos do processo de Involução, ou envolvimento do espírito em matéria cada vez mais densa, da mais sutil até a chamada matéria física, de que tratamos ligeiramente no texto anterior, quando falamos em cirurgia no duplo etérico.

No processo que antecede a encarnação, ou reencarnação, passamos por um procedimento de perda da matéria astral, de perda do corpo astral, ou perispírito.
Entramos no que alguns chamam de “sono da alma”, em uma câmara reencarnatória, na qual passamos por um processo de miniaturização, até ficarmos do tamanho de uma célula, praticamente mantendo apenas o corpo mental, corpo sutil que envolve a mente. E o corpo astral, através do qual antes nos manifestávamos, se dissolve quase por completo.
Poderíamos, de certa forma, dizer que morremos no Plano Astral, no mundo espiritual, pois perdemos o corpo que usávamos lá e ainda perdemos temporariamente a consciência.
Há perda de um corpo, perda temporária de consciência e perda de memória (esquecimento do passado), lembrando a morte física.
Isso é muito parecido com o processo de morte no Plano Físico, só que no caso da “morte” do corpo astral não há dor alguma.
Quando somos ligados à célula-ovo no útero materno, inicia-se propriamente dito a encarnação, ou reencarnação.

A partir desse momento, à medida em que o organismo físico, o feto, vai crescendo, com a multiplicação celular, ao mesmo tempo o duplo etérico vai também se formando, como vimos no texto anterior.
Cada átomo físico, cada molécula física, tem um correspondente etérico.
Da mesma forma, vai se formando, ao mesmo tempo, também o corpo astral, corpo espiritual ou perispírito.
O espírito miniaturizado, e sem corpo astral, vai ganhando, aos poucos, não apenas um novo corpo físico, mas também concomitantemente e na mesma proporção um corpo etérico, ou duplo etérico, e um corpo astral (corpo espiritual ou perispírito).

Dentro do útero materno, que é verdadeiramente uma câmara reencarnatória sagrada, são construídos ao mesmo tempo três corpos, não apenas um, como pensam os materialistas.
Assim, com o aborto, não se destrói apenas um corpo, mas três.
Com a multiplicação celular que gera o feto, e depois o bebê, vão se formando mais dois corpos em paralelo, cada um com um tipo de matéria mais sutil do que a matéria física. O duplo etérico é formado com uma matéria mais próxima da matéria física, que é a matéria etérica, e o corpo astral é formado de outra espécie de matéria ainda mais sutil e plástica, que foi chamada nas obras de Allan Kardec de “matéria quintessenciada”.

Da mesma forma que o duplo etérico não é um corpo diáfano, transparente, como o gasparzinho, como dito no texto anterior, igualmente o corpo astral não é “fantasmagórico”. Não é um corpo transparente, como uma névoa.
O corpo astral se forma junto com o corpo físico e junto com o duplo etérico, átomo a átomo, molécula a molécula, célula a célula, órgão a órgão, membro a membro, e por isso os espíritos desencarnados se apresentam aos olhos dos “vivos” exatamente na forma que possuíam antes de morrerem, podendo, é claro, mudar a aparência após algum tempo depois da morte física.
Após o desencarne, os espíritos normalmente mantêm o corpo astral com a mesma aparência por algum tempo, que varia de pessoa para pessoa, mantendo inclusive as deformidades físicas, as doenças, os ferimentos de bala, acidentes, etc.

Pode parecer estranho que isso aconteça, mas é o que temos lido em livros variados há mais de trinta anos, temos visto no Plano Astral em nossas vivências através da projeção astral, e ainda temos visto em reuniões mediúnicas durante anos a fio.
O corpo astral, como dito acima, é construído junto com o corpo físico, dentro do útero materno, sendo também uma cópia, ou uma duplicata exata do corpo físico, com todos os seus membros externos e órgãos internos e externos.
Assim, na maioria das vezes, espíritos de evolução mediana que desencarnam com doenças como câncer, por exemplo, deixam o corpo ainda doentes, necessitando de um tempo de tratamento em hospital no mundo espiritual.

Da mesma forma, se um espírito de evolução mediana perde a vida física por causa de um tiro, uma facada ou um acidente, levará um tempo vendo o ferimento, sentindo dor, vendo o sangramento, e precisará de cirurgia e tratamento.
Muitos são levados logo após a morte para hospitais nas cidades espirituais, mas também há muitos que não têm condição vibratória para isso, e por isso ficam internados em postos médicos em regiões escuras, como o conhecido umbral, como relatam vários livros de André Luis.
As cirurgias no duplo etérico são sempre feitas no Plano Físico, normalmente através de médicos desencarnados, incorporados em médiuns encarnados, e usando algum instrumento que serve apenas para “arranhar” a epiderme.

Já as cirurgias no corpo astral, corpo espiritual ou perispírito, normalmente são feitas estando o desencarnado no mundo espiritual. E nesse caso normalmente o médico é desencarnado também.
Todavia, um encarnado pode também operar um espírito desencarnado, estando este último em um hospital no mundo espiritual, para onde é levado o médium projetado (desdobrado), sendo feita uma ligação energética entre o corpo astral do médium e o corpo astral do espírito desencarnado a ser operado, e a cirurgia é feita por outro encarnado que se encontra numa sala de reunião mediúnica, junto ao corpo do médium, e através dele o encarnado que vai operar vai recebendo instruções sobre a cirurgia. Essas instruções podem ser dadas pelo próprio paciente desencarnado, e transmitidas através do corpo do médium, ou então pelo próprio médium, que está em outro ambiente, no Plano Astral, projetado, ou as informações para a cirurgia podem ainda ser dadas por um desencarnado incorporado em outro médium presente no ambiente físico (sala mediúnica).
Esse é um novo tipo de cirurgia com o qual passei a conviver semanalmente em meu grupo mediúnico.

Trata-se de um processo de aprendizado e experimentação implementado pela equipe espiritual, e com o qual somos forçados a estudar mais o corpo humano e desenvolver nossas potencialidades e percepções, pois fazemos a cirurgia com os movimentos direcionados ao corpo físico do médium, mas na verdade estamos operando o corpo espiritual de um desencarnado que sequer está no mesmo ambiente. Ainda não dá para entender perfeitamente o processo para passar adiante.
Os encarnados que operam os desencarnados dessa forma certamente já tiveram experiência médica em outra vida, ou pelo menos experiência de abrir o corpo humano depois de morto, como faziam os sacerdotes egípcios no processo de mumificação. Muitos de nós, inclusive eu, tivemos essa experiência.

O que fazemos agora é um exercício de buscar no mais profundo de nosso subconsciente os conhecimentos que nos permitem fazer cirurgias no corpo astral dos desencarnados.
Podemos pensar da seguine forma: Se um espírito desencarnado pode fazer tais cirurgias, por que um espírito encarnado com conhecimento não poderia?
Foi exatamente um espírito desencarnado, de nossa equipe médica desencarnada quem nos disse há poucos dias que todos nós podemos fazer isso!
Então, é só acreditar, estudar, e fazer!
No início, é um grande exercício de imaginação, mas o resultado vai sendo confirmado pelos desencarnados incorporados que acompanham tudo. E depois vai virar rotina, com a experiência do grupo, e a perda do medo.

O corpo astral é igualzinho ao corpo físico.
Em obras de André Luis há descrições de procedimentos de auscultação dos batimentos cardíacos e do pulmão, de sentir a pulsação, olhar a garganta inflamada, etc, tudo como faz um médico na Terra. Mas ele está falando disso em relação ao corpo espiritual de desencarnados em hospitais do mundo espiritual, o que mostra a materialidade do corpo espiritual, e ainda mostra que ele é realmente igual do corpo físico, não apenas um campo energético vago e transparente.
Espíritos chegam à mediúnica dizendo que estão sangrando, com um profundo corte em uma parte do corpo, ou com uma flecha atravessada na garganta, ou uma bala dentro do corpo, e isso é real mesmo. E eles falam em dor, e muitas vezes é preciso aplicar um anestísico nele, seja energeticamente, com um passe, seja por meio de uma injeção, que imaginamos, mas que ele sente o efeito.

Muitas doenças nascem na mente, ou no “coração”, devido a desequilíbrios de pensamentos, emoções e sentimentos. É a insatisfação com algum aspecto da vida, a infelicidade, o estresse permanente da vida, a mágoa velha guardada, o ressentimento, etc, que fazem a pessoa adoecer de dentro para fora.
A doença nesse caso começa na mente, ou nas emoções e sentimentos, e vai “descendo”. A somatização se inicia pelo corpo astral, e depois “desce” para o duplo etérico, e por fim se somatiza no corpo físico, que pode ser em forma de câncer, por exemplo.
Nesse caso, podem ser feitas cirurgias no duplo etérico, com repercussão no físico, mas o efeito é apenas temporário, se a pessoa não mudar o seu padrão mental, emocional, sentimental e psicológico.

Pode ser feita uma cirurgia no corpo espiritual. O efeito nesse caso é mais duradouro, porque mais profundo do que a cirurgia no duplo etérico, mas ainda assim, se não houve a mudança interior acima mencionada, a doença, que é interior, tornará a se somatizar no duplo etérico e depois no corpo físico.
Nenhuma cirurgia relacionada com doenças que vêm de dentro tem efeito mágico e absoluto se a pessoa não mudar o seu padrão espiritual interno.
As cirurgias funcionam mais nos casos de doenças mais superciais, ou em casos de acidentes, deformidades físicas, defeitos congênitos, etc.

Precisamos deixar de ver o corpo astral como um “corpo fluídico”, “corpo energético”, “corpo sutil”, “corpo emocional”, “corpo de desejos”, etc, expressões vagas que utilizamos, mas que na verdade não dizem nada, não retratam a verdadeira natureza desse corpo, que para o espírito é tão material quanto nosso corpo físico agora é para nós.
Em minhas experiências fora do corpo, que se inciaram em 1978, mas sobretudo de 2006 para cá, tenho sentido cada vez a materialidade do corpo astral, sentindo o tato nesse corpo da mesma forma que sinto em relação ao corpo físico.
Sinto a pele, a carne, o calor do corpo, o cabelo e tudo o mais do corpo astral.

Pego e abraço um desencarnado como faço com um encarnado, estando eu fora do corpo, é claro. E da mesma forma, quando encontro um encarnado projetado como eu, sinto a sua materialidade também.
Todas as obras de André Luis e de Robson Pinheiro nos dão exatamente essa sensação de materialidade do corpo astral, mostrando os desencarnados sentindo cansaço, fome, sede, sono, necessidades sexuais, vontade de beber, etc.
Há espíritos que dormem, que comem, que tomam banho, que fazem sexo, etc, no mundo espiritual. Então como dizer que esse corpo que eles possuem é “fluídico”, “energético”, “sutil”, de modo a dar a entender que o corpo deles é algo transparente e nebuloso como o corpo do gasparzinho?

O corpo astral é material! Apenas a matéria da qual ele é formada é um pouco diferente da matéria que constitui o corpo físico.
Por isso as cirurgias no corpo astral são tão reais para um espírito quanto é real para nós quando feitas em um hospital no Plano Físico.
Muita Paz.

Salvador, 12 de novembro de 2010.
Luiz Roberto Mattos

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