EXPERIÊNCIAS PROJETIVAS CONFIRMADAS – Parte 1

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Ultimamente tenho pensado em algumas experiências fora do corpo em relação às quais pude confirmar ao voltar ao corpo físico a veracidade de algumas coisas que vi.
Relatarei algumas aqui, com diferenciação entre elas de acordo com o tipo de coisa que vi e que foi confirmado depois no Plano Físico.
Algumas delas estão relacionadas com ambientes e situações totalmente físicas, e pessoas encarnadas em seus corpos físicos; algumas dizem respeito a encarnados fora do corpo junto com desencarnados, e envolvendo coisas físicas; algumas envolvem coisas que vi no Plano Astral e que foram depois confirmadas por espírito desencarnado incorporado em médium em reunião mediúnica; outras estão ligadas a conversas e confissões que encarnados me fizeram fora do corpo e depois confirmaram no corpo.
São várias e diferentes as situações de experiências de projeção astral que tive nesses longos 32 anos de vivências astrais.
Colocarei os relatos separados, de acordo com o seu tipo.

1º CASO. EXPERIÊNCIA DO OVO FRITO.
Este caso é o mais antigo de todos, e já relatado em dois livros meus, o primeiro e o terceiro volumes do Sana Khan – Um Mestre no Além.
É um caso típico de Projeção Astral do Tipo 1, conforme a classificação que criei recentemente, pois somente percebi o Plano Físico, enquanto estava fora do corpo.
Aconteceu em 1978, nos meus primeiros meses de projeção astral consciente, e dentro de minha casa.
Vi apenas o interior de minha casa, e alguns familiares, não tendo visto nenhum espírito desencarnado ou qualquer objeto que não estivesse no ambiente físico.
Certo dia acordei perto das seis horas da manhã, como de costume, e olhei meu relógio, que ficava na cabeceira de minha cama, e vi que faltavam cinco minutos para as seis. Pensei, então, em aproveitar aqueles minutinhos restantes de preguiça e relaxamento.

Fechei, então, os olhos, e relaxei, e em poucos momentos estava de pé, em meu corpo astral, na porta da copa de minha casa, vendo o ambiente físico exatamente como ele é, e vi um irmão meu, Jorge, que dormia no mesmo quarto que eu, sentado à mesa, em posição quase totalmente frontal para mim.
De repente, vi minha mãe, que vinha da cozinha, que é contígua à copa, e passou por trás de Jorge, e colocava um pequeno prato de plástico na mesa, na frente dele, e vi que havia um ovo frito no prato, e nesse momento minha visão se aproximou do prato, e o vi bem de perto, em close, podendo ver claramente a cor alaranjada da gema do ovo. Então de repente acordei na cama e abri os olhos.

Foi tudo muito rápido, mais de uma nitidez visual incrível, com as cores vivas, e muita clareza.
Pensei, ao despertar no corpo, que tinha sido um mero sonho, e não acreditei que tivesse sido realmente uma experiência fora do corpo, tamanha a realidade e nitidez de tudo o que tinha visto, e porque não tinha vivido nada parecido até então.

Levantei, fui para o sanitário, satisfiz necessidades fisiológicas, escovei os dentes e me dirigi para a copa, a fim de tomar café.
Ao chegar à porta da copa, parei, e olhei tudo aquilo na minha frente, exatamente como eu havia visto alguns minutos antes.
Devido ao tempo em que fiquei parado na porta, olhando Jorge tomando café, ele me perguntou: “O que foi, Beto?”. E eu comecei a perguntar a ele sobre como ele havia comido o ovo e colocado o prato ao lado e depois estava tomando café com bolachas, e ele ia confirmando os fatos, e eu também perguntava a ele sobre minha mãe ter vindo por trás dele e colocado o prato com o ovo, exatamente como eu havia visto, e ele simplesmente confirmou tudo, tudinho mesmo, sem nada ficar sem bater.
Da porta da copa, já no corpo físico, vi na mesa, um pouco ao lado de Jorge, o mesmo pequeno prato plástico que havia visto minutos antes, agora apenas com restos da gema de ovo, alaranjada, mostrando que ele havia comido o ovo e depois afastado o prato para o lado.

Incrível é que o tempo em que eu levei no banheiro bateu mais ou menos com o tempo em que Jorge comeu o ovo frito e estava já tomando café com bolacha.
O que eu vi na porta da copa, estando fora do corpo, em meu corpo astral, em rápidos segundos, talvez um minuto, aconteceu mesmo no Plano Físico.
Vi o ambiente físico da copa à luz do dia, e vi dois familiares, tudo claro, nítido, permitindo que depois pudesse confirmar o que eu vi, e o que aconteceu naquele ambiente, exatamente dentro da realidade, sem absolutamente qualquer distorção visual ou de interpretação.

Eu não estava sugestionado. E o que eu vi da porta da copa tinha um ângulo de visão totalmente inverso ao que meu irmão e minha mãe viram naquele momento. Eu estava na porta, olhando para dentro, e eles estavam dentro. Assim, não poderiam, mesmo inconscientemente, terem transmitido para mim telepaticamente o que eu vi. Meu ângulo era outro, repito. E vi tudo como se estivesse lá fisicamente, com o olhar da mesma altura que eu olho as coisas, como se realmente eu estivesse ali em um corpo da mesma altura que o corpo que estava dormindo na cama no meu quarto.

O que eu vi estando no corpo astral ficou registrado com clareza no cérebro físico, e ainda está, tanto que agora estou a escrever estas linhas sem consultar meus relatos de anos atrás no primeiro livro. Escrevo neste momento apenas de memória, o que significa que o que eu vi no corpo astral, e que ficou registrado no meu cérebro astral, ainda continua registrado com clareza no cérebro físico.
Essa foi, que eu me lembre, a primeira experiência projetiva que pude confirmar após voltar ao corpo.

2º CASO. EXPERIÊNCIA DA CAMA BOX.
Este relato está descrito no Sana Khan III, no capítulo sobre o diário de encontros com meu pai no mundo espiritual, escrito em 2006, ano em ele desencarnou.
A experiência ocorreu na noite do dia 21 para 22 de novembro de 2006. Meu pai desencarnou em 7 de agosto desse ano. Não tinha ainda três meses de desencarnado.
Não saí do corpo voluntariamente, ou seja, de forma consciente e provocada.
Lembro de estar no Plano Astral indo ver meu pai em uma casa, depois de passar por uma rua sem movimento.
Não sei se a casa ficava nessa mesma rua.

Quando entrei na casa, sem bater, sem abrir a porta, fui até um quarto, onde ele estava, com a porta fechada, mas não trancada com chave. Abri a porta e o encontrei deitado em uma cama grande, de casal, que era na verdade dois grandes colchões grandes, um em cima do outro.
Empurrei com a perna o colchão de cima, para ficar na mesma posição do colchão de baixo, para eles ficarem alinhados e sobrepostos, pois eles estavam desalinhados.
Havia roupa pendurada na porta de um armário, podendo ver claramente um casaco azul, igualzinho a um que ele usava em vida, e que gostava muito. E meu irmão Luca estava com ele na cama, também deitado.

Perguntei a meu pai por minha mãe, e ele me disse que ela havia estado lá, mas que já havia ido embora, ficando claro que ela não morava ali, mas ele sim. Eu perguntava se eles já haviam tomado café, ou se eles já haviam comido alguma coisa.
Meu pai não demonstrou interesse em comer, ao contrário de Luca, que disse não haver ainda comido.
Meu pai aparentava estar muito bem. Lembro que observei se ele estava doente, observei seu corpo, e eu sabia, tinha plena consciência, de que ele já havia morrido. Mas ele estava realmente muito bem de aparência, e de humor. Estava muito bem mesmo. Conversamos um pouco, com naturalidade, e pela primeira vez eu me lembro de ter realmente falado com ele, uma conversa de verdade, bilateral. E havia grande sensação de realidade e tridimensionalidade durante todo o encontro.
Um dia depois, quando fui à casa de minha mãe, contei o sonho a meu irmão Luca, que morava lá, e ele me disse que havia comprado uma cama box, e que a havia montado na noite do meu sonho.

Uma grande coincidência. Eu não sabia da cama box de Luca, e nem mesmo que ele gostava e que pensava em comprar uma cama Box, e o encontrei deitado em uma cama box com meu pai no plano espiritual no mesmo dia em que a cama box foi montada. E a cama que ele comprou era de casal, em que pese ser solteiro nessa época, e dormir sozinho, detalhe também importante.
Luca me levou até o seu quarto, para que eu visse a sua cama box nova.

Meu pai jamais compraria uma cama box em vida, pois ele era tradicional, e não gostava dessas “modernidades” de gente nova. Ele tinha 78 anos quando desencarnou.
Na verdade foi Luca quem levou ou plasmou lá no Plano Astral, na casa de meu pai, a cama box, e igual àquela que ele havia comprado, e a colocou no quarto de meu pai, no mundo espiritual.
O mais importante nessa experiência para mim, do ponto de vista de confirmação do que eu vi no Plano Astral foi exatamente a cama box, pois meu irmão havia comprado uma igual no Plano Físico e montado no seu quarto exatamente no mesmo dia em que foi ao encontro de nosso pai, fora do corpo.
Eu vi realmente no mundo espiritual uma cama igual àquela que Luca havia comprado, sem eu saber de nada, e não poderia ser mera coincidência, porque meu pai não gostava de cama box e jamais colocaria uma em seu quarto por iniciativa dele. A iniciativa foi de meu irmão, e eu não sabia nada sobre sua intenção de comprar uma cama box, o que afasta a possibilidade de eu estar sugestionado e criar o sonho com tais detalhes, pois desejava ver meu pai.

Os detalhes da cama box que eu vi lá na casa de meu pai comprovam que de fato eu estive projetado na casa dele, e conversei com ele e meu irmão, que estava lá também projetado, mas nada lembrou depois.
Tudo o que eu vi foi muito nítido! A sensação de realidade estava presente do início ao final do que me lembro.
Se na experiência do ovo frito eu apenas vi o Plano Físico, e não ouvi sons, nessa experiência no Plano Astral eu registrei imagens e sons de conversas de forma muito clara, distinguindo o tom de voz de meu irmão e o de meu pai, que são diferentes, e tudo o que eu vi tinha cores bem nítidas.
Nessa experiência projetiva, encontrei um encarnado projetado e um desencarnado, ambos parentes meus, e vi coisas no mundo espiritual que me permitiram depois confirmar a presença de meu irmão junto a meu pai no Plano Astral, mais precisamente a réplica da cama box que meu irmão havia comprado e montado no mesmo dia no Plano Físico, detalhe de suma importância para a confirmação dessa experiência fora do corpo.

Essa experiência mistura coisas do Plano Astral e do Plano Físico. Foi uma Projeção Astral do Tipo 3.
Relatarei outras experiências na Parte 2, que escreverei a seguir, para não ficar mais longo este texto.

Muita Paz.
Salvador, 30 de outubro de 2010.
Luiz Roberto Mattos

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