PROJEÇÃO ASTRAL E ALIMENTAÇÃO

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Iniciei meus estudos sobre projeção astral, e também a prática consciente, em 1978, quando estava com 19 anos.
Até o mês de junho daquele ano eu era o maior carnívoro da minha família.
Adorava, e devorava, as carnes gostosas que minha mãe fazia, boa cozinheira que era.
Então, naquele mês de junho de 1978, após ler o livro Hatha Yoga, do Yogue Ramacháraca, e ler também um livro sobre a vida de Buda, decidi deixar de comer carne, de qualquer tipo, não fazendo distinção de cor, se vermelha ou branca.

Muita gente fala em carne vermelha e carne branca. Para mim, naquela época, que não estava pensando apenas em saúde física, não havia distinção entre as carnes.
O que eu pretendia, ao deixar de comer carne, corpos de animais mortos, era deixar de compactuar com todo o sistema perverso montado de criação e abate dos animais, principalmente os bois, porcos e aves criados em confinamento, e a morte também de outros animais livres na natureza, como peixes, carangueijos, camarões, etc.
Ler ou ver pela TV o sistema de alimentação forçado de gansos para fazer seus fígados incharem e virarem saborosos patês era demais para mim! Ver pintinhos deformados serem mortos porque não serviam para a criação era degradante! Ver os animais confinados, sem poderem sequer se mover, para a carne ficar macia, era ultrajante! Quanta dor e sofrimento causamos para satisfazer nosso paladar ainda animalesco!

No livro Fisiologia da Alma, Ramatís afirmou que se tivéssemos que matar os animais para comer, pouca gente comeria carne.
De fato, hoje muita gente não conseguiria mais matar um boi, um porco, nem mesmo uma galinha com uma faca. A nossa sensibilidade já não nos permite mais matar com tanta facilidade. Mas ainda há gente que mata com facilidade, sem nenhuma dor na consciência, e essas pessoas estão nos matadouros fazendo o que não temos mais coragem de fazer, e nós já compramos as carnes cortadinhas e congeladas, e nem lembramos que aqueles pedaços de carne um dia pertenceram a corpos físicos de seres vivos.
Quando eu tinha 16 para 17 anos, e estava fazendo o serviço militar, como aluno do Colégio Militar do exército, em um treinamento de sobrevivência na selva recebi a incumbência de matar cinco galinhas para o meu grupo de dez pessoas.

Teria que matar as galinhas com a baioneta do fuzil!
Não tive coragem! Troquei com um colega, e fiquei com a tarefa de cuidar da fogueira, e ele aceitou matar as aves. E eu nem tinha lido nada de espiritismo, budismo, yoga, nem nada de espiritualismo ainda. Minha sensibilidade não me permitia matar as galinhas mesmo antes de me tornar um espiritualista!
Pouca gente hoje conseguiria matar cinco galinhas cortando-lhes o pescoço, o que nos parece cruel! Mas quase todos no Ocidente comem as galinhas cortadinhas, ensopadas, fritas, cozidas, ao molho pardo, etc. Ninguém quer saber se aquilo um dia foi um ser vivo, que foi assassinado de forma fria e cruel.
Cedo comecei a desejar não mais comer carnes de tipo algum.
Isso, no entanto, era apenas parte do que eu queria.

Desejava, também, deixar de me envolver com energias mais densas dos animais, por serem seres menos evoluídos do que os humanos.
Além disso, no momento da morte os animais sofrem, se estressam, sentem medo, e com isso eles produzem substâncias químicas que são tóxicas ao ser humano. E ainda mantêm em seus corpos as energias animais, e o seu ectoplasma, com seus duplos etéricos.
As carnes possuem o mau colesterol, principalmente as chamadas carnes gordas. E o colesterol se acumula nas paredes de nossas artérias, estreitando-as, o que impede muitas vezes a livre circulação do sangue, podendo causar inclusive infarto e nos levar à morte, o que é cada vez mais comum.

Entre 1985 e 1988 trabalhei com um médico desencarnado, o Dr. David, que foi americano em sua última vida. Ele trabalhava incorporado em uma médium. Eu era seu enfermeiro. Ele me treinou para paralizar a circulação do sangue nas áreas em que ele iria operar com faca, e não saía uma gota de sangue mesmo introduzindo a faca nos corpos das pessoas. Ele me ensinou a trabalhar em certos chacras menores, nas palmas das mãos, nos pés e nos lóbulos das orelhas para esse fim, e para outros.
Ele sempre me dizia que “o ectoplasma animal entra em choque com o ectoplasma humano”, e isso nos prejudica. E dizia também que “os alimentos gordurosos e de energia concentrada entopem os canais de energia”. Ou seja, os nadis, os meridianos de energia, que ficam no duplo etérico.
Sabemos que temos uma duplicata do corpo que chamamos físico, e que essa duplicata é chamada de duplo etérico.

O duplo etérico integra também o Plano Físico, mas parte de sua matéria ainda não foi descoberta pela ciência.
O ectoplasma sai do citoplasma das células, daí a semelhança dos nomes. Assim, todos os seres vivos que possuem células têm um duplo etérico, como as plantas, os animais e os humanos.
Quando comemos corpos de animais mortos, de qualquer espécie, estamos absorvendo também seus duplos etéricos, com todas as suas energias e ectoplasma, além das toxinas químicas do corpo físico.

Ingerindo as carnes, nos envolvemos com energias mais densas, e ficamos envoltos com o ectoplasma animal, que fica em nosso campo energético vibracional, em nossa aura, circulando, sem ser digerido. E isso pode atrair espíritos que ainda buscam o ectoplasma animal para se alimentarem, o que facilita o vampirismo.
Ingerir álcool, tabaco ou drogas também rebaixa a vibração de nossos corpos, desde o corpo físico, com o duplo etérico até o corpo astral.
Todo esse conjunto de energias – carnes de animais, álcool e drogas variadas – nos coloca mais à mercê das influências dos espíritos de baixa evolução, nem sempre maus, mas muitas vezes apenas presos à Terra e às sensações de comer carne, tomar bebibas alcoólicas e fumar, igualzinho aos encarnados.
Tal aqui como lá, as pessoas não mudam de hábito do dia para a noite apenas porque desencarnaram.
Esses espíritos presos à Terra e buscando bebidas, carnes e drogas são apenas nós mesmos após a morte, ainda apegados a essas coisas.
Agora pensemos na projeção astral.

Sair do corpo é uma coisa natural! Todos saem do corpo ao dormirem!
A questão não é sair do corpo. A questão é se lembrar das vivências astrais depois de voltar ao corpo físico; lembrar para onde fomos e o que fizemos fora do corpo.
Já tive experiências fantásticas em madrugadas após ter comido peixe, tomado refrigerante e um pouco de vinho, além de café no final da refeição. Mas essas experiências sempre estiveram limitadas ao que chamo de Projeção Astral do Tipo 1, que é aquela em que ficamos apenas ligados ao Plano Físico. E por que isso acontece?
Quando ingerimos carne, de qualquer tipo, mesmo que peixe, e também álcool, rebaixamos as nossas vibrações, tanto dos corpos físico e etérico quanto também do corpo astral.
Assim, nossa sintonia vibratória, energética, não nos permitrá mudar de plano e subir. Sairemos do corpo, sim, mas ficaremos normalmente no Plano Físico, ou no máximo desceremos para o Plano Astral inferior, no que chamo de Projeção do Tipo 2.

Envoltos em ectoplasma e energias densas das carnes, ou ainda nas energias do fumo, do álcool ou das drogas não conseguimos nos elevar a dimensões mais sutis.
No meu início, tive um grande desenvolvimento na projeção astral porque me tornei vegetariano e naturalista radical do dia para a noite, deixei de beber, já não fumava mesmo, e não tomava droga de nenhum tipo.
Além disso, fazia yoga todos os dias, fazia exercícios respiratórios duas ou três vezes por dia, lia muitos livros sobre espiritualidade, um a cada um ou dois dias no máximo, meditava e orava diariamente. Mantinha minha vibração sempre elevada, e com isso estava em sintonia com os seres mais elevados.
Logo estava saindo do corpo de forma consciente, e com boa recordação das andanças astrais. Em três meses apenas eu já estava me projetando consciente, e em seis meses isso acontecia em dias alternados. Se não tivesse interrompido o ritmo, talvez hoje estivesse saindo do corpo conscientemente todos os dias.

Consegui atrair seres de boa elevação para me ajudarem, como podem ler no livro Sana Khan – Um Mestre no Além (Volume I).
A alimentação em geral, e isso inclui não apenas os alimentos propriamente ditos, mas também o fumo, o álcool e as drogas, ou seja, tudo aquilo que ingerimos, influencia na qualidade de todos os nossos corpos, e isso acaba interferindo na qualidade de nossas experiências fora do corpo.
Se quisermos apenas sair do corpo e ficarmos no nosso quarto, ou andar apenas pelo Plano Físico, não é tão importante nos preocuparmos com comermos ou não comermos carne, ingerirmos álcool ou fumo.

Todavia, se pensarmos e desejarmos ir além disso, com experiências em dimensões mais elevadas, e acompanhados por seres mais evoluídos, teremos que pensar, sim, na alimentação, na carne, no álcool, no fumo e nas drogas, porque o padrão vibratório dos seres mais elevados é outro, e estando envolvidos em energias muito densas nós sequer os perceberemos quando eles estiverem ao nosso lado.
É apenas questão se sintonia vibratória!

Os verdadeiros mestres estão desencarnados! Eles não têm duplo etérico, nem corpo físico, e seus corpos astrais são muito sutis.
Assim, envoltos com ectoplasma animal, energia do álcool, do fumo ou das drogas, como vamos pretender a necessária sintonia com eles, que não estão envolvidos com nada disso?
Não esperemos que eles rebaixem muito as suas vibrações para se juntarem a pessoas indisciplinadas e extremamente apegadas a essas coisas!
Em vez disso, busquemos nos libertar de tudo isso e elevar nosso padrão vibratório para chegarmos até os mestres!
O que temos a oferecer a eles? O que temos a oferecer ao mundo, que atraia a atenção dos verdadeiros mestres do mundo espiritual, se nem conseguimos ainda deixar de devorar as carcaças de nossos irmãos mais novos em evolução, os animais, nem deixarmos de tomar álcool e de fumar?

Precisamos crescer, evoluir, e nos elevar!
Só assim conheceremos mestres de verdade, seres elevados que querem nos ajudar e auxiliar a toda a humanidade!
Um livro que muito me ajudou a me preparar para ser digno de um mestre de verdade foi Os Mestres e a Senda.
Aprendi que “quando o discípulo está preparado, o mestre aparece!”. Não antes! Então, precisava me preparar! Precisava fazer a minha parte, e foi o que eu fiz!
A qualidade de nossas projeções astrais depende muito das energias com as quais nós estamos nos envolvendo diariamente, inclusive na mesa, na hora das refeições! Não nos esqueçamos disso!

Não deixemos de fora, de modo algum, os pensamentos, as emoções e os sentimentos! É preciso ter equilíbrio geral! Mas a alimentação também é importante, porque com ela podemos envolver nossos corpos com energias mais densas!
Quanto mais denso nosso corpo astral, e envolvido com ectoplasma animal, menos subiremos a planos mais sutis! Nossas projeções astrais estarão sempre limitadas aos planos mais densos!
É isso o que queremos?

É bom refletir sobre essas coisas, e cuidar da alimentação de acordo com nossos propósitos e metas na vida, e também nossos objetivos com a projeção astral.
Muita Paz!

Salvador, 24 de outubro de 2010.
Luiz Roberto Mattos

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