PROJEÇÃO ASTRAL DO TIPO 4
Tendo já falado sobre as projeções dos tipos 1, 2 e 3, resta-nos, por hora, falar da projeção astral do Tipo 4, e é o que agora faremos.

Introdutoriamente gostaria de falar um pouco sobre transição energética, transição de matéria, para mostrar que a natureza não dá saltos.

Sabemos que a atmosfera da Terra é composta por camadas superpostas de gases variados.

São camadas que ficam umas acima das outras, a partir da crosta até o final da última camada de gás, formando uma espécie de aura gasosa do planeta, a se irradiar dele para fora, para o espaço, fazendo a sua proteção contra diversos tipos de raios vindos do espaço, como o raio ultravioleta, vindo do sol mais próximo.

Não conseguimos visualizar, e não há aparelhos capazes de detectar o ponto exato em que termina uma camada de um gás e começa outra camada de outro gás, mais acima e distante da crosta.

A zona que separa duas camadas de gás na atmosfera não é como uma linha reta, ou como a superfície de uma bolha de sabão que separa o exterior do que está no seu inteior.

Não há uma fronteira nitidamente demarcada separando duas camadas de gás na atmosfera da Terra!

Da mesma forma acontece com as cores do arco-íris.

Quando olhamos atentamente para um arco-íris formado pela suave chuva que cai, e tendo o sol como coadjuvante, não conseguimos perceber claramente uma linha separando duas cores vizinhas entre aquelas que compõem o arco-íris.

A mudança de cores é gradual, sutil, sem uma fronteira clara separando-as.

Esses dois exemplos dados servem como introdução para a afirmação de que não existe também uma linha clara, nítida, definida, separando dois planos energéticos, dois planos de matéria diferente, ou duas dimensões, como o Plano Astral e o Plano Mental.

Há também uma gradação na passagem do Plano Físico para o Plano Astral, mas não tão sutil quanto a passagem entre o Plano Astral e o Plano Mental.

A maioria dos espíritos enquanto estão encarnados não consegue perceber o Plano Astral estando no corpo físico, acordado, no estado de vigília.

Quando deixamos o corpo físico, na chamada saída astral, estando a consciência no corpo astral, normalmente começamos percebendo o Plano Físico, a partir de nossos órgãos de percepção do corpo astral.

Vemos, nas saídas astrais do Tipo 1, o Plano Físico com os olhos do corpo astral, o que mostra que há uma íntima relação e aproximação energética entre o corpo astral e o Plano Físico, e consequentemente uma íntima relação entre o Plano Físico e o Plano Astral.

Quando deixamos o corpo físico, e vamos para o Plano Astral, nas projeções dos tipos 2 e 3, então passamos a ter contato apenas com o Plano Astral, perdendo temporariamente todo o contato com o Plano Físico, sem perder, no entanto, nossa ligação energética com o corpo físico.

Já vimos como podemos descer para as zonas escuras do Plano Astral na projeção do Tipo 2 ou subir um pouco, na projeção do tipo 3, para regiões claras do Plano Astral.

Agora, vamos falar sobre o Plano Mental.

Algumas correntes espiritualistas subdividem o que os espíritas chamam genericamente de perispírito em corpo astral, corpo mental, corpo intuicional, corpo causal, etc.

Paulo de Tarso chamava também genericamente de corpo espiritual.

Algumas correntes chamam o corpo astral de corpo emocional, ou corpo de desejos.

Não podemos, no entanto, achar que somente estando no corpo astral temos emoções e sentimos desejos, e que as emoções e desejos estão restritas a esse corpo.

De igual modo, não podemos achar que o pensamento está limitado ao corpo mental.

No nosso nível evolutivo, praticamente não separamos esses dois corpos.

Pouca gente vai ao Plano Mental verdadeiramente deixando o corpo astral adormecido no Plano Astral.

Assim, estamos agora acordados e tendo todos os nossos corpos energéticos integrados, interpenetrados.

Temos emoções, pensamos, raciocinamos, sentimos amor, etc, estando com todos os corpos integrados.

Ao sairmos do corpo físico, em projeção astral, e subirmos bastante, se nosso equilíbrio e saúde integral nos permitir, chegaremos a um ponto em que estaremos adentrando o chamado Plano Mental.

Não veremos fronteira alguma separando o Plano Astral do Plano Mental.

Não há barreiras visíveis, nada demarcando a mudança de plano; não há guardas de fronteira, e não há passaporte para atravessar a fronteira.

Isso é exatamente igual aos dois exemplos dados acima, das camadas gasosas ao redor do planeta e das cores do arco-íris.

A mudança na constituição “material” de um plano para outro, e aqui uso a palavra material porque é mais fácil de entender, e por não haver uma denominação melhor, é gradual.

Não termina a matéria do Plano Astral e um centímetro depois já começa a matéria do Plano Mental.

Há uma região não muito bem definida em que as duas matérias se confundem, se misturam, estão juntas, fazendo a ponte gradual entre as duas dimensões. E é exatamente por isso que os dois planos se ligam. Não há uma separação grande materialmente falando, energeticamente falando, nem vibratoriamente falando.

A natureza não dá saltos!

Quando conseguimos seguir em projeção até o Plano Mental, deixando o corpo astral em algum lugar no Plano Astral, ou já saindo do corpo físico apenas com o corpo mental, o que também é possível e acontece, continuamos tendo emoções e desejos, que não desaparecem quando estamos no corpo mental no Plano Mental.

Quando chegamos ao Plano Mental, sentimos surpresa, alegria, ou até tristeza, por descobrirmos coisas a nosso respeito que nos entristece. Isso tudo é emoção.

Temos emoções e também desejos no Plano Mental!

Não vejo hoje, após tanto tempo de experiências nesses dois planos, e agindo com os dois corpos, uma separação nítida e real entre eles, no sentido de chamar um corpo de corpo emocional e o outro de corpo mental.

O espírito pensa e sente com todos os corpos!

A maior ou menor “densidade” ou “materialidade” de um desses corpos mais sutis do que o corpo físico está relacionada em parte com nossas emoções, pensamentos e sentimentos de fato. Mas isso não significa que cada corpo está limitado a uma dessas faculdades do ser, que são pensar e sentir.

Pensamos e sentimos com todo o nosso ser integrado, e não de forma separada com cada corpo.

Quando fazemos a projeção astral do Tipo 4, indo para o Plano Mental, encontramos um mundo um pouco diferente do que vemos no Plano Físico, e também no Plano astral.

Não podemos pensar, contudo, em saltos fantásticos de realidade!

As regiões do Plano Astral mais próximas da crosta são muito parecidas com o que vemos aqui no Físico, com cidades, estradas, construções, veículos semelhantes, alimentação, etc.

Na medida em que ascendemos no Astral, a escuridão vai dando lugar à claridade, e os ambientes vão mudando, com cidades mais modernas e avançadas, tecnologia desconhecida na Terra, ausência de pessoas maldosas, ausência de crime, de dor, de sofrimento.

Subindo ainda mais, para o Plano Mental, a realidade vai gradativamente mudando mais ainda.

As coisas que vemos no Plano Mental vão se tornando mais e mais diferentes do que temos na Terra Física.

Enquanto no Plano Físico temos que fazer força física para mover objetos, usar guindastes, etc, no Astral isso começa a mudar.

Os seres mais avançados e experientes no Plano Astral também manipulam a matéria local sem maiores dificuldades. Mas a maioria de seus habitantes ainda faz força para mover objetos, e esses seres que fazem força se cansam de verdade, suam, tomam banho, etc.

No Plano Mental, sendo a matéria muito mais “leve”, mais “plástica”, mais “dinâmica”, etc, palavras que uso aqui apenas para tentar me fazer entender, mas que não são inteiramente adequadas para descrever a substância daquele plano, os espíritos que habitam essa região modificam a matéria local com muito maior facilidade, criando objetos, casas, edifícios, etc, apenas com o poder do pensamento, concentrando seu pensamento naquilo que desejam criar.

Nas primeiras “camadas”, ou seja, logo no início do Plano Mental, isso ainda não é tão fácil, mas à medida que progredimos, mais para cima, isso é mais concreto.

Assim, o projetor que chegar ao Plano Mental vai encontrar coisas estranhas, diferentes, uma realidade que pode ser muito diferente do que está acostumado a ver no mundo físico, e ao lembrar do que viu, ao retornar ao corpo físico, pensará que teve um sonho muito engraçado, ou bizarro, como nos desenhos animados.

Uma recordação de uma projeção do Tipo 4 somente é tida por nós como real quando já temos uma certa experiência em projeções dos tipos 1, 2 e 3.

Precisamos nos acostumar aos poucos com realidades outras, diferentes da nossa realidade cotidiana e comum do mundo físico.

Por isso a importância de começar tentando a projeção do Tipo 1, e depois partindo para as demais no Plano Astral, para somente depois de algum tempo chegarmos ao Plano Mental.

Temos todas essas possibilidades ao nosso dispor.

Precisamos nos preparar para utilizá-las.

Saúde corporal, mental, emocional e de sentimentos!

É isso o que nos possibilita chegarmos aos planos mais sutis, como o Plano Mental, ao sairmos do corpo, estando ainda encarnados, e conhecer a nossa realidade futura já no presente.

Essa é a “magia” da projeção astral para mim!

Muita Paz.

Salvador, 28 de agosto de 2010.

Luiz Roberto Mattos