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Revista Crista de Espiritismo

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A INCORPORAÇÃO DE UM ENCARNADO

Na última terça-feira, dia 8 de novembro de 2011, vivenciei uma experiência muito interessante, e diferente de tudo o que já havia vivido.

Estava trabalhando na reunião mediúnica da qual faço parte, na condição de doutrinador, com apenas duas médiuns, pois os demais integrantes do grupo não puderam ir naquele dia.

Em determinado momento, manifestou-se um espírito, através de uma das médiuns de psicofonia, dizendo que queria morrer, porque já não aguentava mais aquela situação.

Inicialmente pensei tratar-se da conhecida situação em que o espírito não tem ainda consciência de seu desencarne.

Pensei estar ele sofrendo, achando-se estar ainda no corpo físico, e desejando morrer, mas estando já desencarnado, o que é muito comum.

No entanto, logo me dei conta, com a nossa conversa, de que na verdade ele não havia morrido. Ele era um encarnado como eu!

Ele estava internado em um hospital de Salvador, cujo nome perguntei, e ele me respondeu, e estava fora do corpo, e ouvia os médicos dizerem que ele estava desenganado.

Ele tinha consciência de estar fora do corpo, e também tinha consciência de não ter morrido.

Dizia que não via muitas pessoas, e que ninguém conversava com ele. Acho que ele não via espíritos desencarnados, talvez por estar muito envolvido em energia física, o ectoplasma. Apenas uma hipótese. Ou talvez estivessem deixando ele sozinho mesmo, e isolado, para reflexão.

Como eu disse a ele que não sabia quando ele desencarnaria, nem quanto tempo isso levaria para acontecer, mas que os mentores do trabalhado poderiam lhe dar maiores explicações sobre isso, logo incorporou um amigo espiritual na outra médium, e ele começou a conversar diretamente com o outro espírito encarnado que estava incorporado.

À vezes isso acontece na mediúnica. Em situações muito complexas, nas quais não damos conta da orientação, por nos faltar conhecimento de certos fatos, um dos trabalhadores espirituais incorpora em um médium e faz a doutrinação do espírito comunicante diretamente.

O trabalhador espiritual, então, já incorporado, começou a dizer ao encarnado incorporado que ele tivesse paciência, pois tudo tinha uma razão de ser, e que ele aproveitasse aquele tempo antes de desencarnar para ir limpando sua mente de apegos, de magoas, etc.

Aquele tempo ainda ligado ao corpo físico, que já não abrigava mais condições de habitação para o espírito, era um tempo de preparação para o desencarne.

Certamente seus familiares também estavam tendo um tempo para se preparar para a perda, para a separação, que é sempre dolorosa.

Assim, ele e seus familiares estavam tendo um tempo de preparação.

Desapego. Como é difícil!

Deixar o outro partir...e partir em paz, sem lamentos, sem desespero...

Nossos mentores levaram o espírito até a nossa casa de trabalho e colocaram ele junto da médium para que ele se manifestasse.

Isso não é comum! Mas acontece!

O espírito disse que ele ficava consciente quando estava no corpo físico, podendo ouvindo tudo que falavam perto dele, mas que não conseguia se mexer, nem mesmo abrir os olhos físicos, porém não estava em coma.

Allan Kardec em O Livro dos Médiuns já havia tratado da evocação de pessoas vivas, que está no item 284 – Evocação das pessoas vivas, no CAPÍTULO XXV – DAS EVOCAÇÕES.

Em que pese no caso aqui narrado não ter havido a evocação do espírito, pois sequer sabíamos quem ele é, certamente os mentores do trabalho o levaram até nós, para que o espírito fosse ajudado, esclarecido, e tranquilizado.

Na pergunta 38 do item 284, Kardec perguntou aos espíritos que respondiam suas indagações:

Pergunta 38: Pode evocar-se o Espírito de uma pessoa viva?

Resposta: “Pode-se, visto que se pode evocar um Espírito encarnado. O Espírito de um vivo também pode, em certos momentos de liberdade, se apresentar sem ser evocado; isto depende da simpatia que tenha pelas pessoas com quem se comunica”.

A situação não se enquadra na conhecida EQM (Experiência de Quase-Morte), quando a pessoa é dada como morta clinicamente e depois retorna à vida.

Não houve evocação do espírito para comparecer à nossa reunião mediúnica.

Dessa forma, entendo que o espírito estava projetado, desdobrado, estava fora do corpo, e então foi conduzido até o nosso trabalho mediúnico de socorro espiritual para ser esclarecido, orientado, acalmado, e com isso se preparasse melhor para o momento do desencarne, que não tardaria muito.

Em que pese isso ser um pouco raro, pelo menos pela minha experiência em trabalhos mediúnicos, precisamos estar preparados e atentos para atender casos como esse, em que não podemos afirmar que o espírito vai desencarnar em tal ou qual dia, nem em tantos dias, mas devemos dizer a ele para ter paciência, para aguardar o momento certo, pois tudo tem a sua hora, e que procure se preparar, limpando a mente de pensamentos ruins, livre-se de apegos a coisas materiais, que ficarão no mundo material, e se abra para novas possibilidades evolutivas e de aprendizado no mundo espiritual, para onde irá em breve.

Precisei ser auxiliado por um amigo espiritual que precisou usar uma médium para conversar diretamente com o espírito encarnado que estava incorporado.

Da próxima vez, acho que estarei melhor preparado para receber um espírito em situação semelhante e orientar melhor, como fez de forma maravilhosa nosso amigo espiritual.

Vivendo e aprendendo sempre...e com humildade...

Salvador, 12 de novembro de 2011.

Luiz Roberto Mattos

12/11/2011 10:08:06
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: Experiência interessantíssima! Valeu, Mattos!

marvio: Olá amigo, Gostaria de te agradecer pelo belo site e todas as informções aqui contidas, hoje não pertenço a nenhuma religião e estou me iniciando na projeção astral, pois sempre senti muitas coisas desde de criança que foram esquecidas ao longo do tempo quando na época me tornei evangélico

marli p.oliveira: Luiz Roberto tenho aprendido muito com você muito obrigada por seus ensinamentos.com carinho Marli

sergio nogueira reis: Fantástica experiência Beto. Esta também nunca tinha visto durante os 10 anos em que trabalhei doutrinando na sessão mediúnica do Santuário Luz e Vida. Somente com o esclarecimento dos amparadores para ter certeza que era um espírito projetado do hospital. Forte abraço Sergio N.Reis

   
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