Pesquisar:


Tem este espaço virtual

como único objetivo

divulgar meus trabalhos,

esperando com isso estar

contribuindo para o

crescimento das pessoas,

para o despertar da

espiritualidade e o desejo

do estudo sério sobre as

coisas do espírito.

 

Preecha o formulário abaixo para receber informativos do site:

Nome:
E-Mail:
Sites parceiros:
IPPB

Revista Crista de Espiritismo

Santuário

 ::   Textos do autor - clique no título para ler na íntegra

Voltar
Quantidade de leituras:1651    Versão para impressão
NÍVEIS DE NÃO-VIOLÊNCIA
Quando penso em não-violência, logo me vêm à mente três pessoas: Jesus, Buda e Gandhi.

Além deles, lembro-me também de um filme que assisti na televisão quando era jovem, que tratava de níveis de não-violência.

Não-violência significa agir de forma sempre pacífica, calma, serena, sem agredir ninguém, sem ferir ninguém, seja qual for a situação.

Quem é verdadeiramente adepto da não-violência jamais fere o outro, mesmo quando agredido. Nunca reage a uma ação violenta de forma igualmente violenta.

Analisando a filosofia ou doutrina da não-violência, percebemos que há níveis diferentes e diversos de não-violência.

As pessoas respondem de formas diferentes a provocações, a agressões, a violências físicas e verbais.

Os monges shaolins, por exemplo, imortalizados na série de TV Kung Fu, estrelada nos anos 1970, aprendiam a lutar, a se defender, e usavam lanças, espadas, varas e muitas outras armas. Além, é claro, das mãos e pés, que se tornavam verdadeiras armas.

Esses monges, como a série mostrava, somente usavam a violência quando agredidos, ou seja, apenas para defesa própria, ou para defender a vida de outro. Eles nunca atacavam, nunca agrediam primeiro.

Todo o conhecimento das artes marciais era usado apenas para defesa da vida. Mas eles na defesa machucavam, feriam, embora evitassem matar.

Esse é um nível de não-violência.

Não é o mais avançado, mas já representa um avanço evolutivo.

Vamos tentar colocar a violência e a não-violência em escala, da mais baixa violência até a mais alta não-violência.

Na antiguidade, homens se reuniam por afinidade para formar exércitos e saíam pelo mundo afora conquistando terras, reinos, saqueando, estuprando mulheres, matando, queimando casas e cidades, etc.

Facilmente lembramos-nos de Alexandre, o Grande, fazendo isso. O pai dele antes, na Grécia. Lembramos de Júlio Cesar, o general romano, conquistador da Gália. Lembramos também de Gengis Khan, Átila, chamado de O Flagelo dos Deuses, e Napoleão, Hitler, Stalin, e há tantos outros que daria para encher uma página de nomes de conquistadores cruéis e sanguinários. Não se conquistava com flores! Eles matavam pela espada ou pelo canhão!

Essas pessoas não tinham noção do que é não-violência. Suas mentes viviam no nível da violência mais primitiva como se fosse uma coisa normal, e o tempo todo.

Ainda hoje há criminosos ao redor do mundo, e o Brasil está cheio deles, que assaltam usando armas, ferem, matam sem motivo, batem, estupram, e que não têm sequer remorso depois do ato. Muitos são psicopatas, como antigamente denominados.

Essas pessoas ainda vivem no nível da violência mais primitiva, como os exércitos de Gengis Khan ou Átila.

A maior parte da população mundial já não é capaz de viver assim.

Os criminosos violentos constituem uma minoria muito pequena no mundo. Mas fazem barulho, e a mídia faz muita divulgação de seus feitos, dando à sociedade a impressão de que tem muita gente fazendo isso nas ruas, o que não é verdade. Eles são poucos, uma diminuta minoria. Mas agem usando o elemento surpresa, impedindo qualquer reação de suas vítimas, ou a ação da polícia.

Há pessoas no mundo que já conseguem ter algum controle de sua agressividade, e conseguem aguentar ofensas, palavras duras, reclamações, etc, sem reagir fisicamente. Sem usar violência física. Mas revidam com palavras, com xingamentos, com ofensas verbais.

Há pessoas que não xingam, não ofendem, não revidam com palavras grosseiras uma agressão física ou verbal

No entanto, essas pessoas, apesar de não reagirem fisicamente, de não revidarem fisicamente, e de não agirem com violência verbal, por dentro estão fervendo de raiva, estão se segurando para não explodirem, para não berrarem.

Então, já podemos começar a perceber níveis diferentes de não-violência.

Vamos, então, começar a numerar os diversos níveis de não-violência, apenas como didática.



NÍVEL 1. SEM VIOLÊNCIA FÍSICA. APENAS VIOLÊNCIA VERBAL.

A pessoa sofre uma violência física e não responde de forma violenta fisicamente, ou seja, não reage fisicamente, mas fala, podendo gritar, xingar, ofender, etc. Usa apenas violência verbal.



NÍVEL 2. SEM VIOLÊNCIA FÍSICA. SEM VIOLÊNCIA VERBAL. SENTE RAIVA. FALA. GUARDA RANCOR.



A pessoa sofre uma violência física e não reage fisicamente, não xinga, não berra, não grita, não ofende verbalmente, e apenas tentar falar para o agressor parar com a agressão, dizendo, por exemplo, “Pare com isso”, “Não me bata”, “Pare, por favor”, e fica com raiva por dentro, com muita raiva.



NÍVEL 3. SEM VIOLÊNCIA FÍSICA. SEM VIOLÊNCIA VERBAL. NÃO SENTE MUITA RAIVA. NÃO FALA NADA. GUARDA RANCOR.



A pessoa sofre uma violência física e suporta, não fala nada, não reage nem física nem verbalmente, não xinga nem grita.

Além disso, não fica com raiva, pois já desenvolveu uma compreensão maior do ser humano e suas limitações.

Já consegue entender e tolerar agressões, tanto físicas quando verbais, sem esboçar reações violentas, nem física nem verbalmente.

No entanto, essas pessoas não conseguem não guardar mágoa, não guardar rancor em relação ao agressor. Elas ficam com aquilo na cabeça por anos, remoendo, e ainda sentem rancor do agressor. Não conseguem perdoar, nem esquecer totalmente o ato agressor.



NÍVEL 4. SEM VIOLÊNCIA FÍSICA. SEM VIOLÊNCIA VERBAL. SENTE RAIVA. SEM RANCOR.

Nesse nível, o mais elevado que conhecemos na terra, a pessoa suporta qualquer agressão com tranquilidade, sem reagir fisicamente, nem verbalmente, sem ofender jamais o seu agressor, e sem ficar com raiva no momento, e não ficam com raiva depois, não guardam ressentimentos, mágoas, rancor em relação ao agressor. Essas pessoas conseguem entender, compreender em profundidade o nível espiritual do agressor, e por isso não se sentem ofendidas, e então não precisam perdoar.

Quem não se sente ofendido não precisa perdoar!



Pessoas de índole violenta, como Alexandre, Gengis Khan e Átila, na antiguidade, e Stalin e Hitler na primeira metade do século passado, ou ainda como Fidel Castro e Che Guevara, que matavam em nome de uma causa, estavam longe de entender a filosofia da não-violência!

Fazer guerrilha, promover atentados terroristas colocando bombas em locais públicos para matar pessoas inocentes, com vistas a atingir um fim político, seja porque o governo é uma ditadura militar ou comunista, representa uma mente violenta, agressiva, capaz de matar pela causa.

Gandhi pregava a não-violência na Índia, quando trabalhou pela sua independência, e não praticava atos violentos, nem mandava seus seguidores matarem ingleses, mas levava pessoas a enfrentarem a polícia, desrespeitando a lei, com a chamada resistência pacífica, estando desarmadas, sabendo que as pessoas seriam feridas pela polícia. Isso mostra um nível de não violência que ainda não era o máximo.

Nelson Mandela, na África do Sul, antes de ser preso, estava envolvido com grupos terroristas que colocavam bombas. Não vivia a não-violência no início.

Buda pregava a não-violência. Nunca foi preso, nem foi agredido. Não foi testado em sua filosofia.

Jesus, que considero o exemplo máximo de não-violência, jamais agrediu uma pessoa, mesmo tendo sido preso injustamente, espancado até à exaustão de suas forças físicas, chicoteado e crucificado de forma cruel. Sequer xingava os soldados romanos, nem mesmo os sacerdotes judeus que pediram a sua prisão. E do alto da cruz, no auge da agonia, antes de morrer, ainda pediu a Deus que perdoasse aqueles que o estavam matando.

Jesus não reagia jamais de forma vilolenta, seja física ou verbalmente, e não ficava com raiva. Não guardava raiva, não guardava rancor.

Foi o expoente maior da não-violência! Estava no nível 4.

Somos espíritos em evolução!

Na mais remota antiguidade, logicamente praticamos muita violência, tanto física quanto verbal, e estamos nos aprimorando, nos aperfeiçoando, galgando degraus após degraus, atingindo níveis de não-violência cada vez maiores.

A natureza não dá saltos!

Vamos crescendo devagar, mas o importante é estarmos crescendo, sempre, sem andarmos para trás.

Em que nível de não-violência você se vê neste momento evolutivo, considerando a escala colocada acima?

É apenas uma reflexão, e uma autocrítica.

Muita paz.

Salvador, 05 de janeiro de 2013.













5/1/2013 11:42:48    Versão para impressão
Se desejar, faça um comentário:
Seu nome:
Cidade:
Faça seu comentário:
Favor digitar exatamente as letras da figura abaixo antes e clicar enviar:
Voltar    
Programação e Design por Alexei Bueno - Visitas: 422396

FECHAR

Criação da Loja Virtual e venda dos livros

Amigos, durante mais de nove anos mantive todos os meus livros disponíveis para download gratuito e uso em qualquer site.

Decidi recentemente iniciar a produção dos livros que nunca foram publicados impressos. Isso implica em custo com capa, diagramação, revisão e impressão.

Dessa forma, e por esse motivo, resolvi criar uma loja virtual aqui no site para a venda dos livros, inicialmente em formato e-book, e depois um a um impresso.

Não posso custear a edição física de todos os livros sem a venda dos e-books.

Já estão à venda meus livros eletrônicos (e-book), com preço razoável, para custear a edição física dos livros.

Em breve lançarei, impresso, o livro "O ALÉM - DE ONDE VIEMOS E PARA ONDE VAMOS". E farei lançamentos com palestras.

Em seguida virão os outros.

O pagamento das compras será feito através do Pague Seguro, que aceita qualquer cartão de crédito ou débito!

Muita paz!

Luiz Roberto Mattos

Clique aqui para entrar na Loja: www.mestresanakhan.com.br/loja