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NÍVEIS DE VIOLÊNCIA E EDUCAÇÃO INTERIOR
Este texto complementa o anterior, sobre os níveis de não-violência.

No anterior, dividimos e classificamos a não-violência em quatro níveis.

Agora, neste texto, vamos classificar a violência de modo geral em três níveis.

São eles: violência física, violência verbal e violência mental.

Não costumamos pensar em níveis diferentes de violência, mas a violência pode se expressar de três maneiras ou níveis diferentes, como apontados acima.

No reino animal, somente existe violência física, porque os animais não falam, não verbalizam, e não pensam. Eles agem por instinto!

Quando iniciamos nossa caminhada evolutiva no reino humano, e começamos a falar, surgiu a violência verbal, e também a violência mental, com o desenvolvimento da razão, do raciocínio.

Vamos analisar separadamente os três tipos ou níveis de violência.



VIOLÊNCIA FISICA.

A violência física se caracteriza basicamente pela utilização da força física, e pela utilização do corpo como instrumento de ação.

Nós seres humanos ainda somos capazes de agir ou reagir de forma violenta, usando o corpo como instrumento para afastar um agressor, e também para atacar, ou para se defender.

Algumas culturas ainda caçam usando lanças, arco e flexa, e outras usam espingardas, construindo artefatos que acabam sendo extensões do corpo.

Há pessoas que lutam, tanto atacando quando se defendendo, usando o corpo, e às vezes usando armas, como extensão do corpo.

Muitas pessoas atacam usando o corpo, golpeando o outro, mesmo que tenham sido atacadas apenas verbalmente.

É a utilização da força física, do corpo, como resposta ou reação a um ataque apenas verbal. Isso acontece por falta de autocontrole, e por ter baixa resistência a frustração.

Quantas discussões no trânsito já terminaram em lutas corporais, e também em mortes por arma de fogo?

Tudo começa com palavras fortes, com críticas verbais, ofensas, chega à fase do xingamento, e termina em luta corporal ou vira logo um duelo armado, em plena rua. Isso ainda acontece no Brasil!

É a falta de autocontrole que leva a essa situação!

Se duas pessoas, normalmente homens, partem para a discussão acalorada, falando alto, e se partem para a ofensa verbal, tem tudo para acabar em luta corporal, em agressão física, ou talvez em morte por arma de fogo, quando pelo menos uma carrega uma arma no carro.

É preciso que pelo menos uma pessoa nessa situação mantenha a calma, mantenha o autocontrole, e seja capaz de conversar, de dialogar tranquilamente, sem ofender, e sem responder as ofensas no mesmo nível.

Um tem que “colocar o trem no desvio”, como dizia minha amiga Acácia Maria muito tempo atrás.

Se os dois estão trafegando na mesma linha, porém em direções opostas, haverá certamente um desastre.

Alguém tem que suportar, tem que manter o controle, tem que saber ouvir o outro com tranquilidade e equilíbrio, mesmo que o outro esteja errado, ou que pense que o outro está errado.

Um amassado no carro não é pior do que perder a vida ou ficar numa cadeira de rodas para o resto da vida!

Uma discussão séria no trânsito não vai resolver nada, e pode terminar em tragédia, em morte. Quem quer isso?

Precisamos aumentar nosso limite de suportar ofensas, de ouvir críticas, e até mesmo de ouvir xingamentos, e manter a calma, a serenidade, e as coisas vão se resolver.

Se achar que o outro está errado, ceda assim mesmo, ou ao menos dê a parecer que você cedeu, e diga que vão conversar depois, trocando os telefones, e com calma, talvez com um advogado, as coisas se resolvam mais facilmente, se um não tem condições emocionais para o diálogo equilibrado.

Existe polícia e existe justiça para resolver questões de acidentes de trânsito! Não mate nem morra por isso!

Precisamos aprender a evitar discussões, sejam políticas, sobre futebol, trabalho ou de qualquer outro tipo.

Uma discussão pode ser o início de um crime! E muitas vezes é!

Precisamos nos educar, aprender a nos controlar, para podermos segurar os impulsos agressivos pelo menos a nível físico.

Não atacar fisicamente, mesmo quando atacado verbalmente, já é um grande avanço, pois se não demonstrarmos agressividade física, fica mais difícil o outro nos atacar fisicamente, o que reduz as chances de sermos agredido fisicamente.

Desenvolver o autodomínio, o autocontrole, para não colocar a agressividade para fora, fisicamente, no outro.

Não se pode deixar fluir a agressividade física em direção a outro ser humano, salvo se em legitima defesa, se a pessoa ainda está no nível de lutar para se defender.

Se quisermos seguir no caminho e na direção da não-violência, temos que aprender a exercitar a não-violência, controlando a raiva mesmo em situações como uma discussão no trânsito ou no trabalho.

Controlar-se para não usar a força física, para não bater, não agredir fisicamente, nem matar. Isso é um passo importante e primeiro no caminho da não-violência, no nível físico.



VIOLÊNCIA VERBAL.

Esse nível de violência já é menor do que a violência física!

Quem não é mais capaz de agredir fisicamente alguém, e apenas fala, reclama, rebate argumentos, ou até mesmo fala alto, grita, xinga, mas não agride fisicamente, já alcançou um outro patamar evolutivo, e está já trilhando o caminho da não-violência. Essa pessoa dificilmente matará outro ser humano, salvo se em situação de legítima defesa própria ou de algum familiar.

Dado o primeiro passado, e tendo deixado a pessoa de agredir o outro, de bater, de matar, mas apenas ficando no nível da reação verbal, agora é a vez de começar a aprender e exercitar o autocontrole das palavras, o que envolve logicamente o autocontrole como um todo.

As palavras saem da mente!

É a mente desequilibrada e descontrolada, deseducada, que faz saírem da boca as palavras duras, a agressão verbal, os xingamentos, que podem levar à agressão física.

Tudo começa na mente!

Todavia, conseguir se controlar para não agredir fisicamente, para não lutar, não brigar, não matar, e ficar apenas na agressão verbal já é um bom começo. Ou melhor, um ótimo começo!



VIOLÊNCIA MENTAL.

A violência física muitas vezes surge depois da violência verbal, e esta surge da violência mental.

Então, tudo começa mesmo na mente!

Daí a necessidade de autocontrole mental! De autodomínio mental!

Precisamos aprender a controlar a nossa mente! Precisamos educar a nossa mente!

A nossa mente não é algo apartado de nós! A mente somos nós mesmos!

É, então, um processo de autoeducação, de autodomínio, de autocontrole! E de autodisciplina!

O autoconhecimento faz parte desse processo!

Aos poucos vamos nos conhecendo mais e mais, vamos conhecendo nossos limites, e vamos aumentando esses limites, e aí vamos descobrir que não temos limites verdadeiros.

Um amigo espiritual uma vez chamou meus limites de “pseudolimites”!

Não temos limites verdadeiros! Nós estamos sempre fixando novos limites, e eles estão sempre se estendendo mais e mais, sempre.

Na verdade não temos limites!

Somos mais capazes do que imaginamos, em todos os sentidos!

Podemos, sim, controlar o nosso corpo, controlar a nossa língua, a partir do controle dos nossos pensamentos.

Uma mente serena, calma, tranquila e equilibrada não carrega maus pensamentos, não vive fazendo mau juízo das pessoas, não carrega inveja, nem é agressiva, não quer o mal, e por isso não cria palavras duras e ofensivas, e não gera ação física agressiva.

Dentro ainda da violência mental, temos que lembrar que os pensamentos ruins e negativos, violentos, fazem mal a nós mesmos.

Mesmo quando esses pensamentos ruins não se externam em palavras nem em agressão física a outra pessoa, eles, os pensamentos, estão nos fazendo mal, estão sendo violentos para nós mesmos.

Nós somos vítimas de nossos próprios pensamntos ruins e desajustados!

É presciso, então, educar a mente, educar os pensamentos, para que não geremos palavras agressivas, ofensivas, e que possam terminar gerando uma agressão física contra nós.

Uma mente verdadeiramente serena, equilibrada e educada não se irrita, não se sente ofendida, e por isso não reage violentamente nem física, nem verbal nem mentalmente. Apenas compreende o nível do outro, e não reage. E não perde a sua serenidade!

A não-violência depende essencialmente do nível de violência que ainda somos capazes de gerar em nós e ao nosso redor!

Comecemos controlando a violência física! E então vamos depois trabalhando a violência verbal, a agressividade verbal, até um dia podermos ter uma mente serena, sem pensamentos violentos internos que possam ser exteriorizados e que causem algum tipo de violência contra o outro.

Tudo é evolução, e tudo é exercício, é aprendizado, e é vontade!

Querendo, e exercitando, podemos tudo!

Autoeducação, autocontrole, autodomínio, autodisciplina!

Tudo começa dentro de nós!

Muita paz.

Salvador, 06 de janeiro de 2013.

Luiz Roberto Mattos





6/1/2013 12:37:53    Versão para impressão
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Luiz Roberto Mattos

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