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Revista Crista de Espiritismo

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UM HOMEM DE BEM
Hoje é dia 16 de fevereiro de 2013. Era o dia do aniversário de meu pai, Durval de Mattos Santos, que voltou ao mundo espiritual em agosto de 2006.

Pensando nele, decidi homenageá-lo e ao mesmo tempo falar sobre o homem de bem, encontrando nele o maior exemplo que posso dar, e que conheci de perto durante muitos anos.

Meu pai nasceu em Genipapo, pequeno distrito de Ubaíra, uma pequena cidade no interior da Bahia, em 1928.

Fez o ginásio em Jequié, também interior, pois em Genipapo não havia ginásio naquela época.

Por causa da Segunda Guerra Mundial, e por ouvir notícias da guerra pelo rádio, decidiu entrar para o exército.

Aos 19 anos entrou para a Escola Preparatória de Cadetes do Exército, em Fortaleza.

Em seguida cursou a AMAN, academia Militar das Agulhas Negras, em Resende, Rio de Janeiro.

Casou-se com Inalda Peixoto de Castro Santos quando ainda era tenente, aos 24 anos, e com ela tiveram 8 filhos. Sou o quarto mais velho.

Segundo o pai dele contava, meu pai tinha asma na infância, e por isso não podia brincar de correr, jogar bola e outras coisas, como as crianças de sua idade. E com isso ele passou a ler, a ler muito. Sua mãe era professora, e certamente foi a sua incentivadora das leituras.

Ainda não conheci pessoa com uma cultura geral igual a dele! Meu pai uma biblioteca inteira...ou quase isso...

Não sei como, ele cursou as escolas do exército sem problemas de saúde. Parece que a asma desapareceu. Foi até atleta. Jogava futebol, basquete, vôlei. Foi excelente atirador, tendo sido campeão de tiro em Pernambuco.

Seu pai, meu avô, era um homem extremamente rígido, rigoroso ao extremo na educação, honesto de um modo hoje quase em extinção.

Contava que certa feita tomou um empréstimo no Banco do Brasil, o que muitos fazendeiros fizeram na região, e houve, salvo engano, uma seca, e o governo resolveu anistiar os débitos.

Meu avô fez questão de pagar o empréstimo até o último centavo! Ele não admitia o não pagamento de um dinheiro que ele tomou emprestado. Hoje seria taxado de burro, idiota, etc. Mas esse era meu avô Rodolfo. Um homem honesto, um homem de bem.

Foi esse homem, e mais uma professora primária honesta e que amava a leitura que educaram meu pai.

Meu pai sempre foi um oficial estudioso, sempre ficando entre os primeiros classificados nos cursos que fazia no exército, e por isso escolhia o estado para onde queria ir, e sempre ficamos entre Rio de Janeiro e Bahia, depois que nasceram os quatro mais velhos em Olinda, Pernambuco, pois seus pais eram da Bahia, e a família de minha mãe era do Rio.

Em 1972 meu pai assumiu o Comando Geral da Polícia Militar da Bahia, a convite do Governador Antonio Carlos Magalhães.

Naquela época, os comandantes da PM ainda eram oficiais do exército, pois vivíamos sob o regime dos generais da reserva que governavam o país.

Meu pai foi comandante da PM na Bahia por cinco anos, até 1977.

Dispensou o mercado que era dado pela PM aos comandantes. Nunca ficou com um centavo ou uma colher da casa da PM onde moramos.

Deixou o comando tendo apenas um modesto apartamento, financiado, tendo dado a entrada com o dinheiro da venda do pedacinho de terra que herdara de seu pai.

Se fosse um homem desonesto, teria enriquecido em cinco anos.

Em 1979, foi nomeado Secretário de Segurança Pública da Bahia, também pelo Governador ACM. Ficou quatro anos no cargo.

Era o responsável pela segurança de todo o Estado, milhões de pessoas. Dirigia a Polícia Militar e a Polícia Civil, além do Corpo de Bombeiros e Detran.

Ao sair da SSP, nada mais possuía do que um apartamento em um prédio sem elevador, sem porteiro, de três andares, construído por um engenheiro militar da reserva.

Meu pai foi um bom secretário de segurança, e até hoje é lembrado pelos delegados mais antigos.

Os coronéis da reserva da PM, velhinhos, até hoje se lembram dele, e o elogiam, e falam da saudade que sentem do coronel Durval Mattos. Isso mais de trinta e cinco anos depois.

Foi um bom administrador, probo, honesto, justo.

Conseguiu uma façanha até hoje não igualada desde 1983. Uniu as duas polícias!

Como foi um comandante da PM muito querido, tendo conquistado a confiança e a simpatia dos oficiais da PM, quando secretário de segurança ele conseguiu reunir delegados da Polícia Civil e oficiais da PM e colocá-los para trabalhar em conjunto.

Só sob o seu comando a SSP realizou as conhecidas Blitzs Monstros, que eram ações integradas e conjuntas das duas polícias. Delegados de polícia e oficiais da PM trabalhando juntos. Nunca mais ninguém fez isso!

Meu pai era um homem simpático, cordial, educado, calmo, equilibrado, nunca gritava com ninguém no trabalho. Tratava a todos com gentileza. Até os servidores de cafezinho e ascensoristas dos elevadores gostavam dele, pois ele dava atenção e conversava com eles, e brincava com eles.

Meu pai foi um grande exemplo para mim!

Trabalhei com ele durante três anos e meio na SSP, como Oficial de Gabinete, e via no dia a dia o homem bom que ele era. Empregou incontáveis pessoas. Naquele tempo não era exigência legal a aprovação em concurso público para ingressar no serviço público, o que só surgiu em 1988, e assim havia a liberdade na contratação de servidores públicos. Até hoje descubro pessoas que estão empregadas ainda e que foram contratadas por meu pai.

Meu pai era um homem generoso, como poucos, e não era religioso, nem mesmo espiritualista. Não gostava de igreja, nem de padre, mas era um verdadeiro cristão, em bondade, generosidade, caridade, como poucos cristãos frequentadores de igreja.

Durval Mattos, ou Coronel Durval Mattos, como era e ainda é conhecido, foi um grande exemplo de homem de bem, de homem honesto, de bom administrador do dinheiro público sem desviar recursos, sem embolsar jamais um único centavo público.

Poderia ter sido muito rico, se quisesse, e se virasse desonesto, como acontece com muita gente que assume cargos públicos importantes como ele assumiu. ACM quis que ele fosse deputado federal, mas ele não quis. Não era político.

Como todos os generais da reserva que governaram o Brasil, ele também não engordou seu patrimônio com o dinheiro público.

Essa é uma característica dos militares! Raríssimos, raríssimos mesmo, são os militares desonestos.

Por causa de meu pai conheci inúmeros oficiais do exército. Todos honestos! Nunca conheci um coronel rico!

Um exemplo que deveria ser seguido pelos civis que governam nosso país, e que enriquecem em poucos anos!

Certa vez, numa greve de ônibus em Salvador, estava indo com meu pai para a SSP, no carro oficial, um Dodge Dart preto, e ele vendo uma multidão parada num ponto de ônibus, esperando o transporte que não viria, mandou o motorista parar no ponto, abriu a janela do carro e perguntou quem ia para a Piedade, no centro da cidade, onde ficava a SSP, mas ninguém quis entrar no carro. Talvez com medo, por ser um carro preto...

Meu pai era assim, um homem generoso, humano, compreensível. Mas duro na hora de punir os maus policiais, que excluía das duas corporações. Não admitia desvios! Era rígido! Era rigoroso! Mas sabia elogiar os bons, e sabia premiar os bons.

Se o mundo tivesse mais homens públicos honestos como meu pai, estaria bem melhor!

Se o mundo tivesse mais homens de bem como Durval Mattos, a vida na Terra seria bem melhor.

Pai, meu carinho, meu abraço. Esteja em paz. Você fez um bom trabalho aqui na Terra. Você deu bons exemplos para seus filhos, sobrinhos, netos, servidores públicos e pessoas em geral.

Sua consciência está tranquila! Pode dormir em paz!

Parabéns, pai, pelo bom filho, bom marido, bom pai, bom irmão, bom tio, bom avô, bom administrador do dinheiro público, bom tudo!

Abração do filho que te ama!

Muita Paz.

Salvador, 16 de fevereiro de 2013.

Beto (Luiz Roberto Mattos)

16/2/2013 17:31:51    Versão para impressão
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